Editorial

«PCP, um partido insubstituível e indispensável a uma verdadeira alternativa»

INICIATIVA E CONFIANÇA

Dentro de dois dias, o PCP vai realizar em Loures o seu Encontro Nacional «Não ao declínio nacional. Soluções para o País». Trata-se de uma importante iniciativa política, num quadro em que a profundidade da crise que vivemos, de que são responsáveis PS, PSD e CDS, torna imperativa a necessidade de derrotar o Governo, romper com a política de direita e concretizar uma política patriótica e de esquerda vinculada aos valores de Abril, que liberte o País da submissão e dependência externas e do domínio do capital monopolista em avançado estado de reconstituição.

E ninguém melhor do que o PCP – o Partido que, assumindo os valores de Abril, pelo seu combate a esta política de exploração e empobrecimento, pela verdade e seriedade da sua prática política, pelas suas propostas e soluções para o País, dá garantias de que os votos que lhe forem confiados serão postos ao serviço dos trabalhadores e do povo – poderá ser portador dessa política alternativa e parte insubstituível e indispensável da alternativa política que urge construir para assegurar o desenvolvimento soberano do País.

Alternativa que, mais tarde ou mais cedo, se há-de tornar inevitável pelo desenvolvimento da luta de massas e pela criação de uma ampla frente social que lhe dê suporte, pelo alargamento da acção e convergência dos democratas e patriotas e pelo reforço político e alargamento da influência social do PCP e ampliação da expressão eleitoral da CDU.

Encontro que marcará o arranque para a importante batalha política que vão ser as eleições legislativas deste ano. Onde se discutirão as propostas e soluções do PCP para os problemas do País e, em ambiente de unidade, coesão e confiança, se marcará o arranque para esta nova fase do trabalho do Partido que, combinando a luta de massas, o diálogo e acção com democratas e patriotas para a unidade e convergência e o reforço orgânico do PCP dará um passo decisivo na mobilização confiante para a batalha eleitoral.

E enquanto o PCP se desdobra em lutas e iniciativas pela ruptura com a política de direita e pela concretização da alternativa patriótica e de esquerda, mostrando ser o Partido da verdade, da esperança e do futuro, outras forças políticas, em completa dependência dos interesses do grande capital, tudo fazem para assegurar a manutenção do rumo de desastre nacional que em 38 anos de política de direita e 28 de integração capitalista na União Europeia descaracterizaram o País de Abril e são responsáveis pela grave situação de declínio nacional, retrocesso social e alienação de importantes parcelas da soberania nacional, que estamos a viver.

Os partidos do Governo (PSD e CDS-PP), aproveitando os meios da comunicação social dominante, lançaram-se em nova operação de propaganda enganosa, repetindo até à exaustão que, pela acção do Governo, Portugal volta a estar no bom caminho, que a retoma económica está de volta, que o pior já passou e que se aproximam tempos de bem-estar e abundância. Paralelamente, o Governo assume a atitude vergonhosa e contrária aos interesses nacionais de seguidor das políticas da União Europeia, alinhando com as chantagens e pressões do Eurogrupo sobre a Grécia e mostrando-se disponível para continuar a executar em Portugal essa política, que, apesar da saída formal da troika, prossegue os mesmos fins por outras vias.

O PS, alinhado, no essencial, com a política de direita, perde velocidade e dinâmica à medida que um número crescente de portugueses se vai apercebendo da ausência neste partido de qualquer alternativa séria à política de direita.

Perante este quadro, ganham maior importância e centralidade as soluções do PCP para o País e a sua capacidade de iniciativa evidenciada, no sábado passado, no participado e dinâmico Encontro Nacional do Ensino Secundário organizado pela JCP e que contou com a participação do Secretário-geral do PCP. Um encontro rico pelo ambiente de alegria e confiança ali vivido, pelo conteúdo significativo das múltiplas intervenções ali feitas, que valorizaram as muitas lutas que se têm travado nas escolas, muitas das quais com vitórias que é justo assinalar. A mostrar que o caminho da luta é o caminho do futuro e que vale sempre a pena lutar.

Igualmente significativa foi a inauguração do novo Centro de Trabalho do Partido em Águeda em que participou do camarada Jerónimo de Sousa. Uma inauguração que contou com o entusiasmo pelo novo espaço adquirido para o trabalho do Partido e uma grande participação de camaradas e amigos. Trabalho em que se integra o reforço orgânico do Partido, a acção nacional de contactos, a campanha nacional de fundos e a acção de recrutamento de 2000 novos militantes até ao próximo mês de Abril. Trabalho em que se integram também as reuniões do Partido com a Ordem dos Médicos, Federação Nacional dos Médicos e com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, em que participou o Secretário-geral do PCP.

A luta de massas prosseguiu também com a greve dos trabalhadores não docentes do passado dia 20, cuja unidade e combatividade levou ao encerramento de muitas escolas. E vai ser a luta da CGTP-IN convocada para 7 de Março, que importa valorizar e promover e que vai ter expressão em todas as capitais de distrito, com concentrações e manifestações que exigirão uma outra política com um outro rumo para o País. E vai ser a greve dos trabalhadores da Administração Pública do dia 13 de Março.

É necessário derrotar o Governo, romper com a política de direita e concretizar uma alternativa política patriótica e de esquerda. Alternativa que a luta, a convergência e o voto, acabarão por tornar incontornável.

 


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