Aconteu
Políticas cegas não olham à Saúde

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Observatório Europeu sobre Sistemas de Saúde mostra uma evidente degradação nas condições do Serviço Nacional de Saúde, em consequência dos sucessivos cortes na despesa pública.

O trabalho, realizado em 2013 e apresentado dia 16 em Coimbra, na sede da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, constata que a despesa em saúde por habitante em Portugal tem vindo a baixar desde 2010, estando 20 por cento abaixo da média europeia, segundo dados relativos a 2012.

A dotação do Serviço Nacional de Saúde foi reduzida em 13,5 por cento, entre 2010 e 2012, mas o corte eleva-se a 14,4 por cento se incluídas as «despesas adicionais» por parte da administração central que deixaram de ser realizadas em 2012.

O estudo, intitulado «O impacto da crise financeira no sistema de saúde e na saúde em Portugal», conclui que as medidas de «ajustamento» se centraram na redução de custos, racionalização do uso de recursos no sector e aumento de receitas, sem considerar «os potenciais efeitos da austeridade na saúde».


Malparado volta a aumentar

O crédito malparado das famílias e empresas voltou a subir em Janeiro, atingindo os 5364 milhões de euros e os 12 545 milhões.

No total, segundo dados do Banco de Portugal divulgados dia 10, os créditos de cobrança duvidosa já representam 17 900 milhões de euros, ou seja 4,34 por cento dos empréstimos concedidos.

Desde o início do ano passado que as cobranças duvidosas têm vindo a alcançar novos máximos praticamente todos os meses.

Na habitação, o malparado subiu de 2,45 por cento em Dezembro para 2,47 por cento em Janeiro, atingindo os 2512 milhões de euros.

A mesma tendência observa-se no consumo, onde os valores incobráveis subiram de 10,71 por cento em Dezembro para 10,72 por cento em Janeiro, para um total de 1288 milhões.

No caso das empresas, o crédito malparado também aumentou: representava em Janeiro 14,65 por cento do total dos empréstimos concedidos, ou seja 12 545 milhões.


Oquestrada premiada

A banda Oquestrada venceu o Prémio José Afonso 2015, anunciou, dia 16, a Câmara da Amadora, que instituiu o galardão em 1988.

A distinção recaiu sobre o «Atlantic Beat/Mad’in Portugal», o segundo álbum da banda criada em Almada em 2001, que se destaca pela sua originalidade e qualidade musical.


Tributo a Saramago

Uma homenagem ao Nobel português da Literatura teve lugar, dia 14, no Family Theater, em Washington, capital dos EUA.

A sessão, intitulada «Tributo a José Saramago», decorreu no âmbito da mostra cultural «Iberian Suite: Arts Remix Across Continents» que decorre no Kennedy Center daquela cidade.

No evento participaram os escritores Laura Restrepo, da Colômbia, Ondjaki, de Angola, e Adriana Lisboa, do Brasil, estando também presente a viúva do autor e presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río.

O Kennedy Center, o maior centro cultural dos Estados Unidos, com diferentes valências, é, até ao próximo dia 24, uma «montra» da arte e da cultura de Espanha e Portugal.

À entrada do centro encontra-se uma instalação dos arquitectos Souto de Moura e Siza Vieira, intitulada «Jangada de Pedra», inspirada na obra homónima de José Saramago.


Teresa Villaverde exibida em Itália

A realizadora portuguesa Teresa Villlaverde esteve presente no International Film Meeting de Bergamo, em Itália, que lhe dedicou uma retrospectiva da sua obra.

A 33.ª edição do festival de cinema de Bergamo, que terminou no domingo, 15, teve uma programação dedicada ao cinema feito por mulheres «que se afirmaram no cinema independente, com um estilo muito pessoal e com uma forte marca autoral».

A retrospetiva incluiu as longas-metragens «A Idade Maior» (1991), «Três Irmãos» (1994), «Os Mutantes» (1998), «Transe» (2006), «Água e Sal» (2001) e «Cisne» (2011).


Da resistência à nacionalização da banca

O livro «Da Resistência Antifascista à Nacionalização da Banca», da autoria de Anselmo Dias, antigo presidente da direcção do Sindicato dos Bancários de Lisboa, foi colocado à venda, dia 14, na Casa do Alentejo, durante uma sessão dedicada ao 40.º aniversário da nacionalização da banca.

A obra, editada por «Página a Página», trata com detalhe o contributo dos bancários na luta travada quer contra o fascismo, quer contra os banqueiros quer, sobretudo, pela melhoria das suas condições de vida e de trabalho, no âmbito da actividade da Intersindical.

Dos vários capítulos do livro destaca-se o relativo à nacionalização da banca, efectuada em 14 de Março de 1975, acontecimento que, pelo seu carácter revolucionário, assume particular relevância na história de Portugal.

A obra será apresentada numa sessão pública a anunciar brevemente.

 



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