«Sejam parte activa desta corrente de exigência de mudança»
Marcha pela alternativa à política de declínio
Todos à rua no dia 6 de Junho

A CDU vai realizar no dia 6 de Junho, em Lisboa, a marcha nacional «A força do povo», todos à rua por um Portugal com futuro, do Marquês de Pombal até à Baixa.

O anúncio desta grande jornada de luta – «de afirmação da força e da vontade do povo português num País desenvolvido, uma poderosa afirmação de que reside no povo a decisão soberana sobre o futuro que quer ver construído para as gerações presente e vindoura, uma afirmação de que está nas mãos dos trabalhadores e do povo decidir dos seus destinos» – foi feito na segunda-feira, 23, por Jerónimo de Sousa, embora a iniciativa tivesse já sido avançada no Encontro Nacional do PCP de 28 de Fevereiro.

No acto público de formalização da CDU, que se realizou no Centro de Trabalho Vitória, o Secretário-geral do PCP apelou a todos os trabalhadores, aos jovens, às mulheres e aos reformados, aos democratas e patriotas empenhados na ruptura com a política de direita e com o rumo de declínio, que «se juntem a nós, na marcha nacional do próximo dia 6 de Junho», mas também «em cada uma das muitas lutas a travar, em cada um dos momentos em que é preciso afirmar direitos, em cada um dos locais em que a dignidade e as condições de vida são agredidos».

«Não desistimos»

«Perante a situação do povo e do País, não nos conformamos, não desistimos, afirmamos uma posição clara: Basta! Basta de humilhação, basta de exploração e empobrecimento, basta de corrupção e dependência. Assumimos com confiança o projecto de libertação, de dignidade, de honestidade, de desenvolvimento e soberania para Portugal. Temos soluções para o País», salientou Jerónimo de Sousa, observando que «são cada vez mais os que rejeitam o fatalismo a que querem condenar o País, que reconhecem na CDU uma força com proposta e soluções para retirar Portugal do atoleiro a que a política de direita o conduziu, e que sabem que há outra política, uma política alternativa patriótica e de esquerda capaz de defender a dignidade nacional, respeitar os direitos e elevar as condições de vida do povo português».

O Secretário-geral do PCP dirigiu-se ainda «aos muitos que hoje, partilhando as nossas propostas, reconhecendo a nossa seriedade e coerência, se interrogam, perante o desastre que a política de direita cria para desanimar vontades, o que fazer: juntem-se a nós, juntem-se à CDU, sejam parte activa desta corrente de exigência de mudança, de alternativa, de futuro».

Luta intensa

Por seu lado, João Corregedor da Fonseca, presidente da Comissão Directiva da Associação Intervenção Democrática, salientou que os portugueses não podem ficar indiferentes e aceitar, como factos consumados ou como uma fatalidade, as decisões governamentais. «Há que ter vontade de lutar para fazer desmoronar o edifício antidemocrático montado pelo pelo Governo PSD/CDS, que afunda o País, promove a austeridade e o desemprego permanentes, sem crescimento ou desenvolvimento económico», afirmou, valorizando «a luta intensa que centenas de milhares de trabalhadores de vários sectores de actividade tem desenvolvido» e enaltecendo «a determinação do movimento sindical unitário: da CGTP-IN». Na sua intervenção, Corregedor da Fonseca teceu ainda fortes críticas ao PS, que «não é capaz de se libertar de graves compromissos assumidos anteriormente, que também concorreram, concretamente, para o descalabro actual».

Esclarecer os portugueses

Heloísa Apolónia, da Comissão Executiva do Partido Ecologista «Os Verdes», afirmou que, a partir da constituição da CDU para as próximas eleições legislativas, «ganhamos agora uma responsabilidade de trilhar um caminho conjunto de esclarecimento sobre a viabilidade de um rumo alternativo que muitos querem calar, mas que nós temos de afirmar, porque o País precisa desta alternativa de esquerda».

«Aqueles que são hoje maioria parlamentar e Governo, PSD e CDS, vão usar muitas mistificações, vão deturpar, muito, do que fizeram e das razões porque o fizeram. E vão enganar, muito, sobre os resultados atingidos», anteviu a dirigente do PEV. «A nós, CDU, compete-nos, pela seriedade que temos, dizer a verdade», acentuou, frisando que «a CDU se pauta por um evidente realismo e pela razão do sucesso do seu povo».




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