Aconteu
Hospitais públicos reduzem camas

O número de camas de internamento diminuiu nos hospitais públicos e aumentou nos privados, entre 2002 e 2013, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados na véspera do Dia Mundial da Saúde, que se assinalou anteontem.
As contas do INE indicam que, em 2002, existiam 28 733 camas de internamento nos hospitais públicos, número que baixou para 25 029 em 2013.
Pelo contrário, as camas nos hospitais privados aumentaram de 8429 para 10 474 no mesmo período.
Ou seja, em 2013, os hospitais públicos oficiais tinham aproximadamente menos 3700 camas de internamento do que em 2002 e os privados mais duas mil camas.
Já na semana passada, o presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), Joaquim Abreu de Sousa, alertou na Assembleia da República que «o tratamento dos doentes com cancro em Portugal está no vermelho», porque as instituições estão «no limite».
O médico referiu que por falta de camas 266 doentes oncológicos não puderam ser operados em 2014, apesar de haver equipas disponíveis.


Selecção de hóquei vence Taça das Nações

Portugal conquistou, no domingo, 5, a 66.ª Taça das Nações em hóquei em patins, disputada em Montreux, na Suíça.
A selecção portuguesa venceu a Espanha por 3-2, alcançando o seu quarto título consecutivo e o 18.º da história do hóquei nacional.
A Itália ficou em terceiro, ao derrotar Angola por 3-2, com golo de ouro, no segundo prolongamento.


Museu do Relógio comemora 20 anos

O Museu do Relógio comemora este mês o seu 20.º aniversário, com um conjunto de iniciativas em que se destaca o lançamento de um relógio de bolso.
Fundado por António Tavares d’Almeida (falecido em 2012), o museu tem sede em Serpa e, em 2011, abriu um pólo em Évora.
A colecção patente ao público é constituída por cerca de 2400 relógios mecânicos.


Faleceu Manoel de Oliveira

O realizador português Manoel de Oliveira morreu, dia 2, aos 106 anos. Nascido a 11 de Dezembro de 1908, no Porto, era o mais velho realizador do mundo em actividade.
Tendo-se estreado com a curta-metragem «Douro, Faina Fluvial», documental sobre a vida nas margens do rio Douro, é com a película «Aniki-Bobó» (1942) que envereda pelo cinema de ficção.
O último filme do cineasta foi a curta-metragem «O velho do Restelo», estreada em Dezembro passado, por ocasião do 106.º aniversário.
Em 1985, com 77 anos, recebeu o «Leão de Ouro» do Festival de Veneza, em Itália, e em 1989 foi condecorado com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Recebeu ainda a Legião de Honra francesa.
A Direcção Regional do Porto do PCP manifestou «o seu sentido pesar pelo falecimento do cineasta», expressando «sentidas condolências» à família.
Na sua nota a DORP lembra Manoel de Oliveira como uma «figura incontornável da cultura portuguesa» que «soube, correspondendo ao seu posicionamento progressista, transmitir o seu profundo respeito para com a cultura e as vivências do povo português, perpetuando-as nos seus filmes, e elevando-as pela sua mão ao reconhecimento internacional».


Prémios Sophia distinguem cineastas

O filme «Os gatos não têm vertigens», do realizador António-Pedro Vasconcelos, venceu nove das 15 categorias em que estava nomeado para os prémios Sophia 2015, entregues, dia 3, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
A película conquistou os quatro principais prémios, incluindo o de melhor filme, melhor realizador e melhor atriz (Maria do Céu Guerra) e actor (João Jesus) principais.
Também «Os Maias – Cenas da vida romântica», de João Botelho, venceu em sete categorias.


Sebastião Salgado inaugura exposição

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado inaugura hoje, em Lisboa, a exposição «Génesis», que está patente ao público desde ontem e até 2 de Agosto, no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional.
Constituída por cerca de 250 imagens sobre pessoas e natureza, captadas em 30 viagens realizadas ao longo de quase uma década, a exposição aborda tanto os flagelos da Humanidade como os lugares que permanecem intocados pelo Homem.
O projecto «Génesis» deu origem a um livro e ao documentário «O Sal da Terra», de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado (filho de Sebastião), que se estreia hoje nas salas de cinema.



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