Aconteu
Cancro profissional mata cem mil por ano

O cancro com origem profissional é responsável pela morte de cem mil pessoas por ano na União Europeia, segundo alertou a Confederação Europeia de Sindicatos (CES), a propósito do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, que se assinalou, anteontem, terça-feira, 28.

Em comunicado, a CES lamenta que a Comissão Europeia tenha interrompido, em Outubro de 2013, o desenvolvimento de valores limite de exposição a substâncias químicas cancerígenas.

Desde então, afirma a CES, já morreram de cancro 150 mil trabalhadores. A confederação exige que sejam estabelecidos limites máximos de exposição para uma lista prioritária de 50 substâncias químicas, consideradas de maior perigosidade, causadoras de cancro e de infertilidade masculina e feminina.


Pobreza flagela crianças

Um quarto das crianças em Portugal são atingidas pela pobreza, segundo afirmou, dia 22, o presidente da Caritas Portuguesa, salientando que o flagelo pode comprometer o desenvolvimento do País.

«Há crianças pobres porque estão em famílias pobres. As crianças ficaram sem meios de subsistência porque os seus pais perderam os postos de trabalho e os recursos financeiros para poder assegurar a subsistência e perderam determinados tipos de protecção social», declarou Eugénio da Fonseca, à margem da apresentação, em Lisboa, do terceiro relatório da Caritas, relativo a 2013, sobre a situação dos sete países mais afectados pela crise na União Europeia.

Portugal surge no relatório como o país em que o risco de pobreza e a exclusão social mais cresceu, estimando-se que existam mais de 2,8 milhões de portugueses em risco de pobreza, sendo que destes mais de 640 mil serão crianças e jovens.


Dívida pública aumenta 2,7 ME

A dívida das administrações públicas aumentou mais de 2,7 mil milhões de euros em Fevereiro, atingindo os 234 585 milhões de euros, segundo números divulgados, dia 22, pelo Banco de Portugal (BdP).

Considerando os dois primeiros meses do ano, o Estado aumentou a dívida em 9305 milhões de euros, uma vez que fechou 2014 com um endividamento de 225 280 milhões de euros, o equivalente a 130,2 por cento do Produto Interno Bruto.


Mulheres discriminadas

As mulheres continuam a sofrer de discriminação económica e social afirma um relatório realizado pela ONU Mulheres, divulgado dia 27.

O estudo, intitulado «Progresso das Mulheres do Mundo 2015: Transformar Economias, Realizar Desejos», confirma que há mais desemprego feminino do que masculino, e mesmo quando trabalham, as mulheres recebem salários inferiores em tarefas equivalentes.

Os rendimentos das mulheres são globalmente 24 por cento inferiores aos dos homens, desigualdade que afecta também países mais desenvolvidos e com políticas de promoção do emprego feminino.

Por exemplo, na Alemanha a discrepância chega a ser maior: as mulheres recebem, em média, menos 50 por cento do que os homens.


Bloncourt expõe fotos da emigração

Gérald Bloncourt, o fotógrafo que imortalizou os bairros de lata dos emigrantes portugueses nos arredores de Paris nos anos 60 e 70 inaugurou, dia 22, no Fundão, a exposição «Por uma Vida Melhor».

O fotógrafo, de 88 anos, que reside em Paris, deslocou-se ainda a Lisboa, onde inaugurou, no dia 25, a exposição «O olhar comprometido de Gérald Bloncourt», na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, onde também participou em conversas sobre emigração, fotografia e memória, nos dias 26 e 27.

«Acompanhei toda a emigração na época de Salazar, estive em Portugal, passei os Pirinéus a pé, acompanhei-os no comboio de Hendaia a Paris, e tive a sorte de cobrir a Revolução dos Cravos», declarou à Lusa.


Cinamateca exibe filmes censurados

A Cinemateca Portuguesa assinalou o 25 de Abril com a exibição de filmes censurados pela ditadura fascista, tendo ainda apresentado a película «Capitães de Abril».

Durante o ciclo dedicado à Revolução, que termina hoje, dia 30, foram ainda exibidos «Rocco e seus Irmãos», de Luchino Visconti, «Duas Horas na Vida de uma Mulher», de Agnés Varda, «Nós, Mulheres», de Gianni Franciolini, Roberto Rossellini, Luchino Visconti, Luigi Zampa e Alfredo Guarini, «Um Rei em Nova Iorque», de Charles Chaplin, e ainda «Uma Mulher Estranha», de Edgar G. Ulmer.

Em cada sessão, foram mostrados os cortes efectuados à época pela comissão de censura.



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