Aconteu
Liberdade de imprensa condicionada

A propósito do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se comemorou no domingo, 3, a organização de defesa de direitos humanos Freedom House divulgou um relatório em que alerta para as crescentes ameaças sobre o direito a informar.
«Os governos usaram as leis de segurança e antiterrorismo como pretexto para silenciar vozes críticas, os grupos militantes e gangues criminosos usaram tácticas cada vez mais agressivas para intimidar jornalistas, e os donos dos meios de comunicação social tentaram manipular o conteúdo noticioso para servir os seus interesses políticos e empresariais», indica o relatório.
Dos 199 países e territórios estudados em 2014, um total de 63 (32%) foram considerados «livres», enquanto 71 (36%) foram classificados como «parcialmente livres» e 65 (32%) «não livres».
A Europa foi a região do mundo com melhores resultados, mas foi também aqui que se registou o pior declínio dos últimos dez anos ao nível da liberdade de imprensa, com Portugal a surgir em 25.º lugar da tabela.


Óbitos por pneumonia aumentam 50 por cento

As mortes por doenças respiratórias em Portugal aumentaram cerca de 30 por cento em 15 anos, com a mortalidade por pneumonias a registar um crescimento superior a 50 por cento.
Segundo dados do relatório de 2014 do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, divulgados dia 4, morreram mais de 13 mil pessoas por doença respiratória, quando em 1998 os óbitos foram pouco acima dos 10 mil.
Sobre as causas deste retrocesso, o presidente do Observatório, Artur Teles de Araújo, admitiu a possibilidade de atraso no diagnóstico e referenciação destes pacientes, bem como dificuldades na prevenção nomeadamente do tabagismo.
Os locais com consultas de cessação tabágica caíram para metade e o número de consultas passou de 223 para 116, entre 2009 e 2013.


Cante em Barcelona

O filme «Alentejo, Alentejo», de Sérgio Tréfaut, é a única película portuguesa selecionada para o DocsBarcelona, o Festival Internacional do Documentário, que decorrerá este mês na capital da Catalunha.
Premiada no IndieLisboa e na Colômbia, a longa-metragem nasceu de um convite da Câmara de Serpa para rodar um pequeno filme sobre o cante alentejano, no âmbito da candidatura a Património Imaterial da Humanidade.


Autores lusófonos entre finalistas

O romance duplo de Gonçalo M. Tavares, «Um homem: Klaus Klump e A máquina de Joseph Walser», está entre os oito finalistas do Prémio Jean-Monnet de Literatura Europeia, anunciou, dia 29, a Editorial Caminho que chancela a obra em Portugal.
O vencedor será conhecido em finais de Junho e o galardão entregue a 21 de Novembro, no Centro de Congressos La Salamandre, em Cognac, no Noroeste de França.
Gonçalo M. Tavares, de 44 anos, natural de Luanda, já foi distinguido, entre outros, com os prémios Portugal Telecom de Literatura (2007) e José Saramago (2005).
Também o escritor moçambicano Mia Couto, homenageado, dia 4, em Castelo Branco, no encerramento do Festival Literário Fronteira, foi nomeado para os dez finalistas do Man Booker International Prize.
O galardão internacional é atribuído, de dois em dois anos, a um autor de ficção com obra publicada em língua inglesa, original ou traduzida.


Cantar Abril destinge JM Branco

O músico José Mário Branco foi distinguido com o Prémio Carlos Paredes de Carreira, pelo Festival Cantar Abril, realizado, dia 30, em Almada.
Em anteriores edições do Festival foram homenageados com o Prémio Carlos Paredes o fadista Carlos do Carmo (2007), Sérgio Godinho (2009), Samuel (2011) e Luísa Basto (2013).
O Festival Cantar Abril é um concurso bienal de música de intervenção, promovido pela Câmara Municipal de Almada, em que «os participantes têm a possibilidade de recriar canções da resistência, mas também de criar temas inéditos sobre a liberdade», refere a autarquia.


Faleceu Maia Plissétskaia

A bailarina e coreógrafa russa Maia Plissétskaia, considerada uma das referências da dança do século XX, faleceu, dia 2, em Munique, aos 89 anos, vítima de ataque cardíaco.
Nascida em Moscovo em 1925, começou a praticar dança aos três anos, aos nove anos ingressou na escola de Ballet do Teatro Bolchoi e aos 18 anos foi eleita primeira bailarina daquele teatro.
Dançou durante meio século, deixando inúmeras interpretações memoráveis.



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