Aconteu
Postos de trabalho diminuem na Hotelaria

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) revelou, dia 8, que nos últimos seis meses foram destruídos quase 53 mil postos de trabalho no sector, o que representa uma quebra acumulada de 17,5 por cento nos últimos dois trimestres.
Baseando-se em números do Instituto Nacional de Estatística, a Associação verificou que depois de no último trimestre do ano passado terem sido destruídos cerca de 29 400 postos de trabalho, também no primeiro trimestre deste ano houve uma nova queda semelhante.
A Associação considera que a carga fiscal, nomeadamente o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) na restauração, que aumentou de 13 para 23 por cento em 2012, é a principal causa da destruição de postos de trabalho.
Este aumento sujeitou o sector a uma carga fiscal muito acima da média dos países da zona euro, que é de 13,6 por cento. A mesma taxa é de seis por cento na Holanda, nove por cento na Irlanda, dez por cento em Espanha, França e Itália e 13 por cento na Grécia, indica a mesma fonte.


Repúblicas em risco de fechar

A recém-criada Associação de Repúblicas de Coimbra alertou, dia 6, que 19 das 25 repúblicas existentes na cidade podem fechar portas até 2018, devido ao Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU).
À excepção de seis repúblicas, instaladas em imóveis próprios ou pertencentes à Universidade de Coimbra ou à Câmara, todas as restantes estão em perigo. A República 5 de Outubro já fechou em 2013, e agora a República da Praça viu confirmada a ordem de despejo pelo Tribunal da Relação.
A Associação contesta a equiparação a micro-empresas destas residências estudantis, «dos poucos patrimónios em Portugal que não estão protegidos», sujeitando-as assim a aumentos máximos e ao livre arbítrio dos proprietários ao fim de cinco anos.


Vendas em queda

As vendas do sector do retalho em Portugal recuaram um por cento no ano passado, face a 2013, para 18 937 milhões de euros, segundo o barómetro da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), divulgado dia 7.
No segmento alimentar, as vendas diminuíram 1,2 por cento, enquanto no não alimentar a quebra foi de 0,7 por cento.


Processo SAAL mostrado no Canadá

A exposição, «O Processo SAAL: Arquitectura e Participação 1974-1976», foi inaugurada anteontem no Centro Canadiano de Arquitectura, em Montreal.
A exposição, organizada pelo museu de Serralves, revisita o Serviço Ambulatório de Apoio Local (SAAL), surgido na sequência da Revolução de 1974, para em conjunto com as populações resolver problemas habitacionais.
A exposição selecionou dez projectos desenvolvidos no âmbito do SAAL, representados em imagens e maquetes. Dos dez escolhidos só o bairro do Casal da Figueira, em Setúbal, concebido por Gonçalo Byrne, foi finalizado.


Hélia Correia vence prémio do conto

A escritora Hélia Correia venceu a 23.ª edição do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, com a obra «Vinte Degraus e Outros Contos», segundo anunciou, dia 11, a organização.
Instituído em 1991, pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Associação Portuguesa de Escritores (APE), o Grande Prémio do Conto, no valor de 7500 euros, destina-se a galardoar uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de um país africano de expressão portuguesa.
Nascida em Lisboa, em 1949, Hélia Correia é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 80.
Estreou-se na poesia com a edição de «O Separar das Águas», em 1981, e «O Número dos Vivos», em 1982. Na sua obra conta-se, entre outros títulos, «A Casa Eterna» (Prémio Máxima de Literatura, 2000), «Lillias Fraser» (Prémio de Ficção do Pen Club, 2001, e Prémio D. Dinis, 2002), «Bastardia» (Prémio Máxima de Literatura, 2006) e «Adoecer» (Prémio da Fundação Inês de Castro, 2010).


Faleceu Óscar Mascarenhas

O jornalista Óscar Mascarenhas, que trabalhou muitos anos no Diário de Notícias e na agência Lusa, faleceu dia 6, vítima de ataque cardíaco.
Nascido a 9 de Dezembro de 1949, em Goa, Índia, começou a trabalhar como jornalista em 1975, no diário A Capital.
Foi ainda presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas durante oito anos. Em 1985, o Clube Português de Imprensa distinguiu-o como o Prémio Reportagem, e, um ano depois, com o Prémio de Viagem.



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