Ao lado de Putin estiveram cerca de 30 chefes de Estado e de governo
Comemorações da derrota da Alemanha hitleriana
Rússia homenageia os heróis

Com um imponente desfile militar na Praça Vermelha e a presença de cerca de 30 chefes de Estado e de governo, a Rússia assinalou os 70 anos da Vitória sobre o nazi-fascismo na Grande Guerra Pátria.

A iniciativa promovida pelo Kremlin no sábado, 9, foi boicotada pelos líderes das potências capitalistas e de vários dos seus estados vassalos no xadrez mundial a pretexto de retaliação pelo alegado papel da Rússia na crise ucraniana, mas ao contrário do fiasco que tal pretendia provocar, quem ficou em xeque foi o imperialismo.

Não pela amplamente difundida demonstração de poderio militar das Forças Armadas russas, mas sobretudo pelo facto de o presidente e o povo da Federação Russa não terem surgido isolados e carentes de mundividência.

Ao lado de Vladimir Putin na maior parada desde o derrube da URSS e do colapso do campo socialista, estiveram cerca de 30 chefes de Estado e de governo, entre outros, os líderes da China, Cuba, Venezuela, Vietname, Mongólia, Arménia, Bósnia, Índia, África do Sul, Macedónia, Palestina, Eslováquia, Chipre, Sérvia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão, o secretário-geral da ONU, a directora-geral da Unesco e o presidente da República Checa.

Este último, Miloš Zeman, merece referência porque desafiou a directiva imperialista de boicotar as comemorações e manifestou-se, dias antes, contra as sanções impostas pela UE e pelos EUA à Rússia. O presidente russo aproveitou o encontro com Zeman para acusar o governo norte-americano de acicatar a confrontação com Moscovo, no entanto, também não deixou de garantir empenho em restabelecer boas relações com o Ocidente e a Europa em particular.

Mensagem idêntica deixou Putin, no domingo, 10, ao receber na capital russa a chanceler alemã Angela Merkel, deixando claro que as «questões políticas são menos importantes do que algo fundamental como a defesa da paz mundial e da inadmissibilidade de uma catástrofe como a Segunda Guerra Mundial».

No seu discurso na Praça Vermelha, sábado, 9, Putin salientou que o actual contexto de belicosidade apela à «razão e vigilância», agradeceu aos povos «da Grã-Bretanha, de França e dos Estados Unidos pela participação na vitória» e felicitou «os países antifascistas que tomaram parte nos combates contra os nazis nas fileiras da resistência e da clandestinidade».

O presidente russo marchou, ainda, ao lado de veteranos e familiares de veteranos que combateram as hordas nazi-fascistas. A marcha do regimento imortal repetiu-se em dezenas de cidades russas.

Cerca de 12 milhões de pessoas e um total de 85 mil militares participaram nas comemorações ocorridas de Kalininegrado a Vladivostok, passando por Sebastopol, na Crimeia.




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