Aconteu
Utentes carenciados passam fome

Uma em cada três pessoas que recorreram a instituições de solidariedade social no ano passado afirmaram ter passado fome pelo menos uma vez por semana devido à falta de dinheiro, revela um estudo realizado em 216 instituições.
O estudo, promovido pelo Banco Alimentar contra a Fome e pela Entreajuda, apurou que cerca de 20 por cento dos 1889 utentes de instituições sociais inquiridos afirmaram ter tido falta de alimentos ou sentido fome «alguns dias por semana» nos seis meses anteriores.
Mais de um quarto (26%) referiu que tinha passado um dia inteiro sem ingerir quaisquer alimentos por falta de dinheiro.
Os inquiridos são na sua maioria desempregados (38%) ou reformados (29%), com uma média de idades de 53 anos, e na maioria casados ou a viver em união de facto (43%). A maioria dos agregados (52%) dispunha de rendimento mensal igual ou inferior a 400 euros, e 25 por cento igual ou inferior a 250 euros.


Milhares excluídos do rendimento mínimo

O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção fixou-se em Abril em 211 590, uma diminuição de 12 458 (-5,5%) face ao mesmo mês do ano anterior.
De acordo com os dados do Instituto da Segurança Social (ISS), também o número de famílias beneficiárias decaiu para 92 807 agregados, ou seja, menos 2521 (-2,6%) do que no período homólogo.
O ISS revelou ainda uma quebra acentuada do número de idosos que recebem o Complemento Solidário. A prestação foi atribuída a 166 814 pessoas em Abril, ou seja, menos 27 060 (-14%) em comparação com o mesmo mês do ano passado.
O Complemento Solidário para Idosos é um apoio em dinheiro pago mensalmente aos idosos de baixos recursos.


Dívida continua a aumentar

A dívida pública portuguesa voltou a aumentar no primeiro trimestre deste ano, atingindo os 226 276 milhões de euros em Março, o equivalente a 130,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo dados do Banco de Portugal, divulgados dia 21, nos primeiros três meses do ano a dívida do Estado agravou-se em 996 milhões de euros.
Excluindo os depósitos da administração pública, a dívida também subiu no primeiro trimestre deste ano, para os 209 248 milhões de euros, contra os 208 128 milhões de euros no final de 2014.


Cultura classifica «O Almoço do Trolha»

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) abriu um processo de classificação do quadro «O Almoço do Trolha», de Júlio Pomar, que foi ontem, quarta-feira, apresentado a leilão.
A DGPC decidiu encetar o processo depois do anúncio da venda em leilão de 23 obras de Júlio Pomar, entre elas a tela icónica do movimento neo-realista português.
A obra, considerada uma das mais importantes do artista português, de 89 anos, foi exposta ainda inacabada em 1947, altura em que o seu autor estava preso no Forte de Caxias.
A classificação protege legalmente a pintura, mas não impede a sua venda desde que se mantenha no País. O Estado pode exercer o seu direito de preferência, embora não se conheça qualquer decisão nesse sentido.


SPA distingue José Luís Tinoco

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) entregou, dia 22, o Prémio de Consagração de Carreira a José Luís Tinoco, numa sessão solene que coincidiu com o dia do Autor Português e o 90.º aniversário da SPA.
Arquitecto premiado, pintor, poeta e músico, José Luís Tinoco nasceu há 82 anos, e é autor, entre outras canções, de «No teu poema» e «Madrugada», com a qual Duarte Mendes venceu o Festival RTP da Canção, em 1975.
Integrou a geração fundadora do Hot Club de Portugal e apresentou retrospectivas da sua pintura na Fundação Gulbenkian e no Palácio Galveias. É também autor de várias séries filatélicas realizadas para os Correios de Portugal.
Na sessão foram também entregues Medalhas de Honra ao compositor e músico António Pinho Vargas, ao fadista Carlos do Carmo, ao actor e encenador João Mota, ao jornalista Joaquim Furtado, ao escritor José Luandino Vieira, ao historiador José Pacheco Pereira, ao músico Júlio Pereira e à divulgadora cultural Maria João Seixas.


Farmácias na falência

Quase um quinto das farmácias em Portugal está em situação de insolvência ou penhora, revelou, dia 20, Paulo Duarte, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), na Comissão Parlamentar da Saúde.
Segundo afirmou, só em 2013 as farmácias eliminaram 700 postos de trabalho, arrastadas por uma crise que provocou a falência e penhoras de 512 estabelecimentos (17,5% do total).



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