Tudo indica que a Marcha será uma muito grande manifestação
Marcha «A Força do Povo» ganha apoios
em todo o País
<font color=0093dd>Expressão de todas as lutas</font>

A Marcha Nacional «A Força do Povo», todos à rua por um Portugal com futuro, que a coligação PCP-PEV promove no próximo dia 6 de Junho em Lisboa (do Marquês de Pombal aos Restauradores), dará expressão à torrente de luta que os trabalhadores, as populações, os jovens, os reformados e pensionistas e outras camadas e sectores sociais travaram nos últimos anos contra a exploração, o empobrecimento e o declínio nacional. Ela mostrará, ainda, quão poderosa e transformadora é a força do povo.

Para que a Marcha «A Força do Povo» seja um êxito e reflicta verdadeiramente a indignação que percorre o País e a generalizada vontade de mudança existente, não basta apelar à participação de uma forma vaga. É preciso organizar a participação, de forma tenaz e criativa, para que ela seja o mais generalizada e abrangente possível. É precisamente isto que estão a fazer, de Norte a Sul do País, as organizações partidárias.

No distrito de Aveiro, por exemplo, são já perto de 600 as pessoas confirmadas para participar. Em vários concelhos do distrito sente-se um grande entusiasmo em torno desta iniciativa, havendo mesmo casos de algumas freguesias que, sozinhas, encherão um ou mais autocarros. A mobilização está a ser feita através da propaganda nacional e da inclusão de referências à Marcha nos comunicados e boletins editados pelo Partido. Em Maceira de Sarnes (Oliveira de Azeméis), um militante do Partido escreveu à mão o número de telefone nos panfletos deixando-os depois em todos os cafés. A meta estipulada para o distrito será seguramente ultrapassada.

Em Famalicão, no distrito de Braga, os objectivos previamente definidos para a participação na Marcha estão há muito superados: os três autocarros previstos deram já lugar a cinco, e a mobilização ainda não terminou. Um dos autocarros, organizado pelos comunistas dos CTT, vai encher com trabalhadores da empresa.

No distrito de Coimbra, há um conjunto de dinâmicas locais que leva mais longe a Marcha. A freguesia de Souselas, por exemplo, assume sozinha o preenchimento de um autocarro, enquanto que da Lousã, em grande medida graças à dedicação de uma militante (que distribuiu cartazes e fichas de inscrição pelos cafés), virá outro. Um terceiro rumará a Lisboa com participantes oriundos dos bairros do Ingote e da Liberdade.

De Norte a Sul

Também do Algarve virão muitos à Marcha «A Força do Povo», encontrando-se inscritas até ao momento mais de 400 pessoas. Destas, várias vêm de algumas das empresas onde se realizaram importantes lutas, nas quais os comunistas estiveram não só solidários como activamente empenhados: Portway, Litográfica do Sul ou Real Cafetaria. Da pequena freguesia de Santa Bárbara de Nexe virá um autocarro, dos muitos que em 56 pontos de passagem trarão às ruas de Lisboa as queixas, aspirações e lutas dos algarvios.

Em Viseu, a Marcha também se constrói em profunda ligação à luta, sendo precisamente dos concelhos e freguesias onde ocorreram acções de protesto que virá a maior parte dos participantes: de Cinfães, onde se exigiu o pagamento de indemnizações aos produtores de carne de raça arouquesa; Viseu, onde se defendeu os baldios, a agricultura, o mundo rural e se exigiu a construção de um novo matadouro; de Folgosa do Douro, cujos vitivinicultores reclamam apoios à produção e a salvaguarda da Casa do Douro; ou de Nelas, onde estão instaladas as antigas minas de urânio. Em Vila Nova de Paiva, Moimenta da Beira e Penalva do Castelo lutou-se em defesa dos serviços de saúde.

No distrito de Viana do Castelo há a assinalar o envolvimento dos eleitos da CDU na preparação, mobilização e participação na Marcha. A meta inicialmente estipulada encontra-se já ultrapassada. Em Vilar de Mouros, freguesia dirigida por uma maioria CDU, trabalha-se para levar um autocarro a Lisboa no dia 6. Nas freguesias de Darque e Afife, em Viana do Castelo, está criada uma dinâmica a partir das colectividades que trará à Marcha também esta importante realidade social.

Nos concelhos de Mondim de Basto e Ribeira de Pena, a Norte do distrito de Vila Real, está confirmada a participação de 50 pessoas na Marcha, o que significa o preenchimento de um autocarro, algo totalmente impensável há poucos meses. A explicar este sucesso está o reforço recente da organização partidária, com a realização de uma assembleia inter-concelhia e o recrutamento de vários militantes.

Em Santarém, para além dos contactos porta-a-porta com militantes e simpatizantes, sobressai também a realização de debates públicos junto a mercados e terminais de transportes, onde a mobilização para a Marcha é questão sempre presente.

À altura das responsabilidades

Particulares responsabilidades recaem, pela proximidade à capital e pela força do Partido, sobre as organizações regionais de Lisboa, Setúbal e Alentejo. Em Lisboa está ao serviço da mobilização para a Marcha a maior rede de sempre de transportes organizados para uma iniciativa do Partido ou da CDU, que cobrirá todos os locais do distrito. Ao mesmo tempo, largas centenas de militantes comunistas (e não só) têm em seu poder folhas de inscrição, que estão a percorrer as empresas, locais de trabalho, sindicatos, colectividades e autarquias onde intervêm. Outra iniciativa de grande fôlego dos comunistas do distrito de Lisboa é o contacto com todos os candidatos da CDU nas últimas eleições autárquicas para que participem na Marcha, o que representa mais de cinco mil pessoas.

Na Península de Setúbal sobressai pela originalidade e impacto o barco que levará os participantes do concelho do Barreiro até à Marcha. O barco São Jorge sairá do terminal do Barreiro às 13h45 e serão postos à disposição dos moradores das freguesias da Palhais, Coina e Santo António autocarros até ao terminal. O barco seguirá enfeitado com faixas e bandeiras e está prevista a filmagem da travessia que será, seguramente, inesquecível.

Do Alentejo espera-se igualmente uma forte presença na Marcha do próximo dia 6. No distrito de Évora, prevê-se a saída de um autocarro do concelho de Borba e outro de Estremoz. A juventude já tem 30 inscrições e em duas freguesias urbanas da capital do distrito duas militantes do Partido inscreveram, sozinhas, cerca de 70 participantes. De Beja ressalta o exemplo do concelho de Moura, que tem já parte considerável da meta cumprida.

A mobilização prossegue até ao último dia, com o empenho e a criatividade dos militantes do PCP e do PEV e de muitos independentes que se revêem no projecto da CDU e sinceramente vêem no seu reforço eleitoral um contributo para as transformações políticas necessárias.

 

Exploração e empobrecimento

O País tem, hoje, um milhão e 200 mil desempregados, a esmagadora maioria dos quais sem qualquer apoio social, e mais de dois milhões e 700 mil portugueses vivem já abaixo do limiar da pobreza, muitos deles trabalhando. A precariedade generaliza-se e um contrato de trabalho é, cada vez mais, uma recordação do passado. Os idosos, esmagados pelas baixas reformas e pela ofensiva contra o Serviço Nacional de Saúde, sobrevivem em situações cada vez mais dramáticas

 

Ataque aos serviços públicos

As funções sociais do Estado, nomeadamente (mas não só) a educação, saúde e protecção social, têm estado sob o violento ataque dos sucessivos governos, em íntima ligação com obscuros interesses privados. A luta das populações não tem cessado de crescer e, em alguns casos, conseguiu reverter encerramentos de serviços

 

Ser feliz em Portugal

Milhares de jovens, vítimas do desemprego, da precariedade, dos baixos salários e da total ausência de futuro no seu País, são todos os anos forçados a emigrar. Destes, vários são licenciados, mestres ou doutores, que vão contribuir para o desenvolvimento de outros países que não o seu

 

Desmantelamento dos sectores produtivos

À semelhança do que foi feito pelo anterior governo, do PS, o Executivo actual prosseguiu o desmantelamento e privatização dos sectores produtivos, instrumentos de criação de emprego e riqueza e garantes da soberania nacional. Em cima da mesa está a privatização da TAP, o maior exportador nacional

 

Construir a alternativa

Longe de ser uma mera expressão de protesto, a Marcha «A Força do Povo» será também, e sobretudo, uma afirmação da necessidade e possibilidade de construir um País mais justo, desenvolvido e soberano, assente na alternativa patriótica e de esquerda que o PCP defende e que os trabalhadores e o povo, com a sua luta, hão-de construir




 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: