Programa do PCP tem como alicerces as lutas dos trabalhadores e do povo português
PCP apresenta objectivos e eixos essenciais
do Programa Eleitoral
Uma política alternativa<br>que serve o povo e o País

«O PCP, partido necessário, indispensável e insubstituível, partido da unidade e convergência democráticas está pronto a assumir todas as responsabilidades que o povo português decida atribuir-lhe na construção de uma alternativa patriótica e de esquerda e no governo do País, para concretizar uma nova política ao serviço dos trabalhadores e do povo, por um Portugal com futuro» – esta a garantia dada por Jerónimo de Sousa, anteontem, na apresentação dos objectivos e eixos essenciais do Programa Eleitoral do Partido.

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A iniciativa decorreu ao final da tarde de terça-feira, 26, e encheu por completo o Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa. Apresentada por Margarida Botelho, da Comissão Política do PCP, a sessão incluiu a apresentação de um vídeo onde se aponta as causas, consequências e responsáveis por 38 anos de política de direita, que «conduziram o País à actual situação de declínio económico, retrocesso social, perversão do regime democrático e alienação de importantes parcelas da soberania nacional. Um País empobrecido, mais dependente, sufocado numa dívida impagável».

Pelos ecrãs passaram os protagonistas da imposição das orientações contra-revolucionárias, assim como os objectivos da política de direita prosseguida contra a Constituição da República visando restabelecer em Portugal o domínio do capital monopolista, particularmente o estrangeiro. Indicado foi ainda o período em que a crise para a qual o nosso País e o nosso povo foram arrastados se manifestou com particular agudeza: «desde o princípio deste século, coincidindo com a entrada em circulação da moeda única, que se ampliou com o agravamento da crise do sistema capitalista, transmudada em crise de dívidas soberanas».

«Uma crise estrutural que se aprofundou e alastrou assumindo uma dimensão trágica com os três programas de estabilidade e crescimento, do governo do PS, e o programa de assistência financeira – União Europeia e FMI, esse verdadeiro pacto de agressão assinado por PS, PSD e CDS com a troika estrangeira», lembrou-se.

Recordados foram igualmente os nefastos efeitos desencadeados por tais orientações, elevadas, nos últimos anos, a níveis jamais experimentados, provocando a proliferação de flagelos económicos e sociais.

Lutar, sempre

«O retrato do País não estará completo se nele não incluirmos o povo», realçou-se, sublinhando que «mesmo nas situações mais difíceis» o povo «nunca se rendeu». E é justamente pela luta e resistência do povo, pela força da sua unidade e acção organizada, que o PCP conclui poder «dizer, sem medo de errar, que Portugal tem futuro».

Antes, já Agostinho Lopes, do Comité Central do PCP, havia referido que o Programa do PCP para as legislativas «tem como alicerces fundadores as lutas dos trabalhadores e do povo português», enriquecido com a realização de 15 audições temáticas e «encontros com dezenas de estruturas económicas, sociais e culturais».

Na apresentação inicial dos objectivos e eixos essenciais do programa Eleitoral do PCP, cuja versão completa será divulgada num acto público agendado para 7 de Julho, Agostinho Lopes denunciou a encenação que PSD/CDS e PS promovem para ocultarem as suas responsabilidades na actual situação, mas também, e em particular no respeitante ao PS, para fazer esquecer o rol de mentiras e promessas políticas e eleitorais nunca cumpridas e mesmo contrariadas, e, sobretudo, a mistificação das propostas que apresenta travestidas de isenção e objectividade técnica, de credibilidade afivelada ao projecto europeu ou de parceira de «movimentos de esquerda democrática na Europa».

«O caminho não passa pela transfiguração da alternância em alternativa», disse Agostinho Lopes na sua intervenção, que divulgaremos no próximo número. «O caminho passa pela ruptura», pois «sem ruptura haverá continuidade e alternância, não haverá política alternativa nem alternativa política», alertou.

A apresentação sistematizada dos objectivos e eixos essenciais do Programa Eleitoral do Partido esteve a cargo do Secretário-Geral do PCP, cuja intervenção se reproduz na íntegra.

 



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