Aconteu
Portugal é dos mais desiguais da OCDE

A OCDE recomendou, dia 3, que Portugal deve melhorar «os esforços para reduzir a desigualdade», uma vez que «os níveis dos benefícios» dos esquemas de rendimentos mínimos «são baixos» e que «a cobertura dos subsídios de desemprego é limitada».
Segundo o relatório, Portugal continua entre os países mais desiguais e com maiores níveis de pobreza consolidada da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.
Com um coeficiente Gini de 0,338, (0 para os países com igualdade de rendimentos e 1 para os países com maior desigualdade), Portugal é o nono país mais desigual entre os 34 da OCDE, acima do índice médio de 0,315.


Portugueses descontentes

Os cidadãos portugueses são dos que revelam menor índice de satisfação com as suas condições de vida, a par dos cipriotas, gregos, húngaros e romenos, apenas ultrapassados pelos búlgaros.
De acordo com um boletim do gabinete de estatísticas da União Europeia sobre qualidade de vida, divulgado dia 1, a situação financeira, classificada com 4,5 pontos (numa escala de zero a 10) é o aspecto que mais insatisfação causa em Portugal, que apresenta o terceiro pior resultado depois da Bulgária (3,7) e da Grécia (4,3), contra uma média na União Europeia de seis pontos.


Assédio no trabalho vitima 1,5 milhões

Mais de 850 mil pessoas já foram assediadas moralmente no emprego e cerca de 650 mil foram vítimas de assédio sexual, revela um estudo divulgado dia 3, num seminário internacional realizado em Lisboa.
O inquérito, intitulado «Assédio Sexual e Moral no Local de Trabalho em Portugal», foi desenvolvido pelo Centro Interdisciplinar de Estudos de Género, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, e é da responsabilidade da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.
Os dados resultantes de 1801 entrevistas indicam que 16,5 por cento da população activa em Portugal já sofreu, pelo menos uma vez, uma forma de assédio moral no trabalho. Por outro lado, 12,6 por cento da população activa já terá sido alvo, pelo menos uma vez, de assédio sexual no local de trabalho.


Carlos do Carmo personalidade do ano

O fadista Carlos do Carmo, de 75 anos, recebeu, dia 2, em Lisboa, o Prémio Personalidade do Ano/Martha de la Cal 2014, da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP).
O Prémio é concedido anualmente a uma personalidade ou instituição portuguesa que mais se tenha destacado no sentido de promover Portugal no estrangeiro, na opinião dos correspondentes da imprensa estrangeira em Portugal.
Carlos do Carmo, distinguido no ano passado com o Grammy Latino de Carreira, assinalou recentemente 50 anos de canções, palcos e discos.


Festival de BD junta 150 autores em Beja

O 11.º Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja decorre até ao próximo domingo, em vários espaços da cidade alentejana.
Nas 17 exposições, 10 individuais e sete coletivas, e quatro mostras estão representados mais de 150 autores portugueses e oriundos do Brasil, Bélgica, Espanha, França e Polónia.
O festival, organizado pela Câmara Municipal, tem a Casa da Cultura como o núcleo principal, estendendo-se às instalações do Museu Regional e do Teatro Municipal Pax Julia. A programação inclui concertos, apresentações de livros, cinema, bem como o «Mercado do Livro, com 60 editores representados.


Rever Manuel Guimarães

A Cinemateca Portuguesa e o Museu do Neo-Realismo assinalaram, dia 8, o centenário do nascimento do cineasta Manuel Guimarães, com a exibição de «Saltimbancos» (1951), a primeira longa-metragem do realizador.
O ciclo «Rever Manuel Guimarães», na Cinemateca, que decorre até dia 30, permite rever o percurso do cineasta, um dos representantes da corrente neo-realista na sétima arte.
Manuel Guimarães, que a Cinemateca classifica como «um dos mais incompreendidos e mais injustamente desconhecidos realizadores portugueses», é autor de obras como «Nazaré» (1952), com argumento de Alves Redol, retratando a vida e hábitos dos pescadores; «O Crime da Aldeia Velha» (1964), adaptação da peça homónima de Bernardo Santareno; ou «O trigo e o Joio» (1965), adaptado do romance de Fernando Namora.
A retrospectiva antecede uma exposição no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, intitulada «Manuel Guimarães, sonhador indómito», a inaugurar em Outubro.



Resumo da Semana
Frases