Breves
Iémen

Mais de um milhão de deslocados internos é uma das consequências dos bombardeamentos que a Arábia Saudita realiza desde 26 de Março contra o Iémen, informou sexta-feira, 5, a ONU. As Nações Unidas calcularam em quase 2300 mil o número de mortos resultantes da ofensiva no mesmo período, mas a estimativa é constantemente ultrapassada pela campanha saudita, que só anteontem, na capital iemenita, Sanaa, matou pelo menos 44 pessoas, entre as quais cerca de 20 civis, num único raide.

Também na sexta-feira, 5, o governo iemenita exilado da capital saudita, Riade, aceitou participar nas conversações de paz convocadas provisoriamente para o início da próxima semana, em Genebra. Um representante político dos rebeldes Huthis, por seu lado, também confirmou a presença do movimento no diálogo promovido sob a égide da ONU, sublinhando que esperam abordar o conflito «sem condições prévias».


Arábia Saudita
A sentença de dez anos de prisão e mil chicotadas aplicada a um internauta saudita por alegadamente ter insultado o Islão foi confirmada pelo Supremo Tribunal do país. Raif Badawi, preso em 2012 e condenado no final de 2014, sofreu a primeira sessão de flagelação com 50 chicotadas no início do passado mês de Janeiro, mas a execução das restantes 19 sessões foi interrompida devido à indignação desencadeada pela aplicação de uma pena cruel e desumana, como a considerou a ONU.

Palestina

Israel deve constar na lista da vergonha da ONU, considerou a Human Rights Watch em apelo endereçado ao secretário-geral das Nações Unidas. A ONG justifica com a violação dos direitos das crianças durante a agressão a Gaza no Verão de 2014.

A impunidade sionista, porém, continua, e no domingo, 7, Israel voltou a bombardear a Faixa de Gaza e encerrou os postos de fronteira com o território bloqueado desde 2007. Na quinta-feira, 4, Telavive já havia atacado «instalações militares» em resposta ao lançamento de foguetes artesanais a partir de Gaza.