• Vladimiro Vale
    Membro da Comissão Política

Trata-se agora de continuar a ouvir e esclarecer as pessoas
A força do povo em marcha

A Força do Povo tomou a forma de Marcha e encheu a Avenida da Liberdade no passado dia 6 de Junho. Mais de 100 mil pessoas participaram. Uma Marcha do Povo, de gente que saiu de casa de madrugada, que se organizou, que preparou o farnel, que pintou as faixas e cartazes e, com orgulho, determinação e confiança, participou nesta construção colectiva. Uma poderosa e combativa jornada de luta, de afirmação da força e da vontade do povo português num país livre da submissão aos interesses financeiros, um País soberano, de progresso social e de desenvolvimento.

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Foi uma Marcha nacional da CDU onde participaram muitos patriotas, democratas, independentes, que constituiu uma poderosa afirmação de que está nas mãos dos trabalhadores e do povo decidir do seu destino, abrir outro caminho para Portugal, concretizar uma alternativa patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril.

Uma Marcha que vai perdurar no tempo e no espaço, pois vai multiplicar-se através de cada um dos participantes que, daqui até às eleições, vão contactar pessoalmente familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e transmitir-lhes a importância de votar CDU. Vão transmitir-lhes as imagens da marcha, a ideia de que não estão sós e de que podemos levar a luta ao voto, condenar a política de direita desenvolvida por PSD, CDS e PS ao longo de 38 anos.

Por mais que tentem desvalorizar, aquelas pessoas estiveram lá. Os trabalhadores de empresas em luta. Os moradores do bairro que não querem ver aumentadas as rendas. Os utentes do centro de saúde que exigem médicos, os habitantes da freguesia que exigem a reposição da linha ferroviária. São estes os participantes que ampliarão a mensagem da CDU, força que PS, PSD e CDS mais temem, a força que resistiu e lutou contra as injustiças e o ataque a direitos e reforçou a exigência da ruptura com a política de direita capaz de abrir caminho a uma política patriótica e de esquerda, a força que faz toda a diferença na defesa dos interesses dos trabalhadores e do País, que quantos mais votos e deputados a CDU tiver, mais condições haverá para defender os direitos do povo português e os interesses nacionais.

Força de liberdade, progresso e soberania

Esta Marcha provou que há uma força que tem uma grande ligação às pessoas, aos seus problemas e anseios, capaz de organizar uma grande Marcha, num quadro de silenciamento e de ocultação, capaz de agregar trabalhadores e populações em protesto e de apontar soluções para o País, e que essa força é a coligação PCP-PEV.

Uma força que afirma que há alternativa, que essa alternativa é possível e realizável e que não se limita a apelar a esta ou aquela diferença de estilo ou ritmo para prosseguir as linhas fundamentais que conduziram o País ao declínio.

Uma força que quer um Portugal livre, soberano, desenvolvido e solidário, que propõe romper com as dependências externas, renegociar a dívida, libertar Portugal do domínio dos monopólios e dos constrangimentos externos impostos pela UE.

Uma força que propõe uma política económica ao serviço dos trabalhadores e do povo, apostando na produção nacional e no pleno emprego, na valorização do trabalho e dos trabalhadores, recuperando direitos roubados.

Uma força que propõe assegurar o cumprimento da Constituição da República e efectivar direitos à saúde, à educação, à protecção social e à cultura.

Uma força que propõe defender o Poder Local, o ambiente e o regime democrático, aprofundando direitos, liberdades e garantias.

Trata-se agora de alargar a CDU, contactar com democratas e patriotas sem filiação partidária para o apoio à CDU, apelar à participação nas diversas iniciativas de pré e campanha eleitoral de colocação e distribuição de propaganda, acções de rua. Trata-se agora de continuar a ouvir as pessoas e intensificar a informação, o esclarecimento e o convencimento de que reside no apoio e no voto na CDU a exigência de uma política que assegure e promova a melhoria das suas condições de vida e que faça a afirmação do seu direito soberano de decidir de acordo com os interesses e aspirações do povo.

 



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