- Edição Nº2171  -  9-7-2015

Luta pelo serviço público<br>de transportes

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) apresentou um calendário de lutas – ainda em construção – para o mês de Julho contra as privatizações e em defesa do serviço público de transportes, dos postos de trabalho e da contratação colectiva.

No âmbito das acções calendarizadas, realizaram-se vigílias contra a «política criminosa» de privatizações no sector ferroviário, em estações de Lisboa e do Porto, nos dias 6 e 8, estando agendada outra para dia 10, em Santa Apolónia. Também no dia 8, os trabalhadores da EMEF do Entroncamento realizaram uma greve de duas horas no período da manhã; a acção de luta, que teve uma forte adesão, repete-se nos dias 10, 13 e 15. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF/CGTP-IN) sublinha a importância da luta contra a destruição do sector, bem como a justeza da luta por um transporte ferroviário público ao serviço dos utentes e do País, e da defesa dos postos de trabalho, com direitos; por isso, destaca também a importância da mobilização.

No calendário de lutas apresentado, a Fectrans anunciou ainda para: dia 13, um plenário dos trabalhadores da exploração do Metropolitano de Lisboa; dia 14, um plenário dos trabalhadores das Oficinas do Metropolitano de Lisboa; dia 15, uma greve de 24 horas na Carris e uma greve das 15h às 18h na SPdH; dia 16, uma greve de 24 horas na CP Carga e uma concentração de trabalhadores e reformados ferroviários frente à sede da CP.

Entretanto, no dia 7, dirigentes sindicais e representantes de comissões de trabalhadores do sector dos transportes reuniram-se para discutir a possibilidade de uma acção de luta conjunta, em Agosto, contra as privatizações e concessões. José Manuel Oliveira, da Fectrans, disse à Lusa que as várias organizações decidiram unir esforços para que essa acção de luta conjunta em Agosto se possa levar a cabo. Agora, cada qual irá discutir internamente «como e quando será», voltando a reunir-se no dia 17.