Aconteu
Três décadas de declínio

O nível de vida dos portugueses recuou, em 2013, para valores de 1990, ficando 25 por cento abaixo da média europeia, revela o estudo «Três Décadas de Portugal Europeu: Balanço e perspectivas», coordenado pelo economista Augusto Mateus, antigo ministro da Economia (1996-97) e secretário de Estado da Indústria (1995-96) no Governo PS liderado por António Guterres.

Sem surpresa, o documento, divulgado dia 8, assinala que desde a integração europeia o peso da indústria caiu dez pontos percentuais, enquanto a contribuição da agricultura em geral para a riqueza nacional passou de oito por cento, em 1986, para apenas dois por cento actualmente.

Ao mesmo tempo, o estudo dá conta da degradação das condições de trabalho, com o número de precários (700 mil) a disparar 50 por cento face a 1986.

Mas se em termos de precariedade Portugal apresenta a terceira taxa mais elevada da União Europeia, no que toca à emigração ocupa o primeiro lugar, com mais de cinco milhões de concidadãos espalhados pelo mundo.

O declínio económico também se traduziu no decréscimo e envelhecimento da população. Em 1986, o País contava com 23 por cento de jovens e 12 por cento de idosos. Hoje, os jovens são menos de 15 por cento e os idosos já representam já um quinto da população.


Portugueses trabalham mais horas

Portugal foi um dos países da OCDE com mais horas de trabalho em 2014.

Segundo números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, divulgados dia 9, os trabalhadores portugueses trabalharam em média 1857 horas no ano passado, mais cinco do que as registadas em 2013.

O nosso País ocupa 12.º lugar entre as 39 nações analisadas e está a acima da média de 1770 horas. Os portugueses trabalham mais 486 horas do que os alemães e menos 185 horas do que os gregos.


Privados burlam utentes do SNS

Unidades de saúde privadas têm vindo a simular convenções com o Serviço Nacional de Saúde para atrair utentes, cobrando-lhes o valor das taxas moderadoras, nalguns casos a pessoas isentas do seu pagamento.

A denúncia foi feita, dia 8, pela Entidade Reguladora da Saúde, depois de ter recebido queixas de utentes. A entidade determina que estas unidades se devem abster de atender os utentes do SNS sem terem convenção para o efeito.


Setúbal é Cidade Europeia do Desporto

Setúbal foi escolhida como Cidade Europeia do Desporto em 2016, distinção que realça o trabalho desenvolvido nesta área pela autarquia.

A decisão foi anunciada, dia 11, pelo presidente da ACES Europe (Associação das Capitais e Cidades Europeias do Desporto.

Em conferência de imprensa, realizada na Casa da Baía, Francesco Lupatelli, salientou que «Setúbal tem muito trabalho desenvolvido na área desportiva e merece o título».

O relatório de avaliação da cidade destacou o potencial desportivo de Setúbal, com o mar, o rio Sado e a Serra da Arrábida identificados como locais de excelência para a prática desportiva, e realçou a iniciativa «Desporto para Todos» impulsionada pelo município.


Festival promove cante alentejano

O cante alentejano está em evidência na 1.ª edição do Festival Vozes e Gestos da Terra Chã, que arrancou, dia 10, e decorre até dia 18, em Évora, Estremoz e Serpa.

Organizado pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora, o programa inclui sete espectáculos que promovem «o cruzamento da linguagem do cante com outras artes e patrimónios do Alentejo», segundo explica a organização.

No sábado, oito grupos corais alentejanos, dos distritos de Évora e Beja, protagonizaram os «Cantares pela Rua Fora», que percorreram as ruas de Serpa e o centro histórico de Évora.

«Terra Chã», a nova criação e coreografia de Nélia Pinheiro, da Companhia de Dança Contemporânea de Évora, encerra o certame, colocando em cena grupos corais numa relação directa com o movimento dos bailarinos.

 


Escritora dedica prémio à Grécia

A escritora Hélia Correia, Prémio Camões 2015, dedicou à Grécia o maior galardão literário de língua portuguesa durante a cerimónia de entrega, que decorreu dia 7, no Palácio Foz, em Lisboa.

«Quero dedicar este prémio a uma entidade que é para mim pessoalíssima: à Grécia, cuja voz ainda paira nas nossas mais preciosas palavras, entre as quais, quase intacta, a palavra poesia. À Grécia, sem a qual não teríamos aprendido a beleza, sem a qual não teríamos nada. Viva a Grécia», foram as últimas palavras do discurso da escritora.



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