A CDU tem soluções para os problemas do País
Reforçar a CDU com mais votos e deputados, também em Leiria
Uma força <br>em que se pode confiar

Depois de anunciados os primeiros candidatos pelos círculos eleitorais de todo o País, estão agora a ser apresentadas publicamente as listas completas da Coligação PCP-PEV, força política que está pronta a assumir todas as responsabilidades que o povo decida atribuir-lhe na construção de uma alternativa patriótica e de esquerda e no governo do País, para concretizar uma nova política ao serviço dos trabalhadores e do povo.

 

No domingo, as margens da Lagoa de Óbidos, na Foz do Arelho, receberam um almoço-comício da CDU, com a presença de Jerónimo de Sousa, onde foram apresentados os candidatos da Coligação PCP-PEV às eleições legislativas pelo círculo eleitoral de Leiria, de que Ana Rita Carvalhais é a cabeça de lista. Isabel Freitas, presidente da Junta de Freguesia da Marinha Grande, é a mandatária distrital da Coligação PCP-PEV.

«As eleições legislativas constituem um momento da maior importância na luta pela ruptura com a política de direita e a concretização da viragem inadiável e necessária na vida nacional», afirmou o Secretário-geral do PCP, manifestando «uma grande confiança na possibilidade de continuar o caminho de reforço da CDU com mais votos e mais deputados, uma confiança reforçada pela consciência do dever cumprido e do trabalho realizado».

Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa deu conta da apresentação, no dia 7 de Julho, do Programa Eleitoral do PCP, com «soluções para os problemas nacionais» e de «ruptura com as receitas e caminhos que afundaram o País», onde se «assume o crescimento económico e o emprego como objectivos centrais da sua política». «Só um crescimento sustentado e vigoroso, acima dos três por cento do Produto Interno Bruto, porá fim ao longo período de estagnação do País», assegurou.

Voz activa

Por seu lado, Ana Rita Carvalhais valorizou a lista ali apresentada, «de gente séria, de trabalho, que vive e luta no distrito em defesa dos trabalhadores e das populações».

«Somos, de facto, uma força que esteve, está e estará na primeira linha de combate às desigualdades e injustiças sociais, pelo desenvolvimento económico e social, agindo corajosamente para dar as respostas e soluções que vão de encontro às aspirações do nosso povo», valorizou, salientando que aquela lista se assume e quer ser expressão «de todos aqueles que sofrem as consequências do desemprego, da precariedade, das baixas pensões e salários», mas também daqueles que são empurrados para a pobreza e que, cada vez mais, sentem «dificuldades no acesso aos serviços de saúde, à educação, à segurança social».

A cabeça de lista manifestou ainda confiança no objectivo de eleger um deputado da Coligação PCP-PEV pelo distrito de Leiria, que contribuirá «para a defesa dos interesses das populações» e «para dar mais força à CDU no plano nacional, abrindo campo à alternativa patriótica e de esquerda, que pode e que vai construir uma mudança real na vida nacional».

«Temos confiança de que, após as eleições, este distrito vai ter na Assembleia da República uma voz activa e interventiva na defesa dos interesses desta região, ou seja, um deputado eleito pela CDU», disse, dirigindo-se «a todos aqueles que nas últimas eleições deram o seu voto à CDU», apelando «para renovarem a sua confiança nos candidatos e na Coligação». Apelou também «aos que, tendo votado noutros partidos ou que desalentados não foram votar, sentem hoje como justa a reivindicação de uma nova política e de uma alternativa de governo patriótico e de esquerda».

«Contamos com todos, com a vossa força, com a força da Coligação PCP-PEV, que é a força do povo. Vamos avante para mais esta batalha! Com confiança, vontade e determinação atingiremos os nossos objectivos de eleger um deputado da CDU», reforçou, terminando com um «viva o distrito de Leiria».

Verdadeira alternativa

A iniciativa contou ainda com as palavras de Rita Janeiro, da Juventude CDU. «Digam o que disserem. Mostrem os números e as estatísticas que quiserem. Cubram-nas com o manto das inevitabilidades. Repitam mil vezes que o País está melhor. Nós sabemos e conhecemos a realidade. Porque a vivemos. Todos os dias. O País não está melhor. E a nossa região é exemplo disso», afirmou, denunciando que são cada vez mais os jovens que, «para fugir da miséria e ao desemprego, são obrigados a deixar uma vida para trás, emigrando», e que «abandonam os seus estudos por não suportarem o valor das propinas, por não terem dinheiro para comer».

Por tudo isso, apelou ao «fim da alternância» política e frisou que «a verdadeira alternativa é a CDU, a força que vê pessoas e não números, que se levanta perante as injustiças, que lhe faz frente, que luta, que sabe que é na força do povo e da juventude que está a força do desenvolvimento do nosso País».


Balanço trágico

Na Foz do Arelho, Jerónimo de Sousa lembrou que na passada semana esteve em debate na Assembleia da República o Estado da Nação.

«No debate ficou bem patente o estado de um País em declínio, cada vez mais dependente e empobrecido. É este o estado em que este Governo do PSD/CDS deixou o País», alertou, lembrando que os últimos quatro anos ficaram «inapagavelmente marcados pelas decisões que PS, PSD e CDS tomaram e pelos arranjos e acordos que entre si promoveram com a troika estrangeira do FMI, União Europeia e Banco Central Europeu e que afundaram ainda mais o País».

O Secretário-geral do PCP condenou ainda a política de privatizações «que entregou as empresas públicas e sectores que interessavam aos grandes interesses económicos e fazem falta ao País e à promoção do seu desenvolvimento», assim como os «altos níveis de desemprego que atingem um milhão e 200 mil portugueses», os «enormes níveis de precariedade do trabalho, que atingem quase um terço dos trabalhadores assalariados», a «emigração colossal de quase 500 mil portugueses em quatro anos, com consequências desastrosas para o futuro do próprio País, nos planos demográficos e económico».




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