O crescimento da CDU é condição essencial a uma política alternativa
CDU apresenta lista pelo círculo da Madeira
Continuar a crescer

A Coligação PCP-PEV apresentou a 28 de Julho os candidatos à Assembleia da República pelo círculo eleitoral da Região Autónoma da Madeira. O cabeça de lista, Ricardo Lume, destacou a importância destas eleições para derrubar os «executores da política de direita» (PSD, CDS e PS).

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A sessão pública de apresentação da lista da CDU pela RAM às eleições de 4 de Outubro, realizada na Zona Velha do Funchal, contou com as intervenções de Isabel Cardoso, mandatária regional, de Jorge Cordeiro, membro do Secretariado e da Comissão Política do Comité Central do PCP, e de Ricardo Lume, primeiro dos 11 candidatos apresentados.

Sobre este conjunto de homens e mulheres que compõem a candidatura, Ricardo Lume afirmou que «são gente capaz» e conhecedora da região, «comprometida com o projecto político da CDU, de transformação da sociedade» e não «com interesses pessoais ou dos grandes interesses económicos».

Nos últimos quatro anos, «devido ao plano de ajustamento económico e financeiro discutido e celebrado, quase de forma secreta, em Janeiro de 2012, entre o Governo da República (PSD/CDS) e o Governo Regional (PSD), à revelia da Região e das suas populações», «a Madeira foi a região do País mais penalizada pelo pacto de agressão», sublinhou o cabeça de lista da Coligação PCP-PEV, antes de enumerar as gravosas consequências que o referido «pacto» teve para o povo e a autonomia da RAM.

Entre outras, referiu-se a: aumentos da electricidade, dos transportes, das rendas das casas, das telecomunicações e audiovisuais; quebra real de 16 por cento nas remunerações dos trabalhadores, reformados e pensionistas; eliminação do diferencial regional, face ao continente, das taxas nos impostos; encerramento de serviços de urgência nos centros de saúde, postos da PSP, postos e estações dos CTT, tribunais e escolas; implementação das taxas moderadoras no Serviço Regional de Saúde; implementação de um programa de privatizações de sectores, serviços e funções do Estado e de carácter estratégico para a região; desinvestimento na Escola e no Ensino públicos; destruição de milhares de postos de trabalho e da capacidade produtiva da região; crescimento do desemprego na região, que, de acordo com dados oficiais, atinge cerca de 22 mil trabalhadores, mais de metade sem qualquer subsídio.

Face a este quadro, Ricardo Lume vincou a ideia de que a Madeira «não está condenada à regressão», sublinhou que «há um outro rumo e uma nova política capazes de gerar um desenvolvimento económico e uma política social que garantam a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e das populações», acrescentando que «o crescimento da CDU nestas eleições é condição essencial para garantir a política alternativa patriótica e de esquerda que defende as autonomias regionais».

Tal como demonstraram as últimas eleições regionais, de 29 de Março, «só o crescimento da CDU é que representa condição primordial para o derrube da maioria absoluta do PSD», disse, salientando que é hoje «mais claro que cada voto na CDU é condição fundamentar para derrubar a política de direita».

Responder aos problemas

Face aos problemas impostos aos trabalhadores e ao povo da região pela política de direita, a CDU apresenta soluções que lhes dão resposta, na luta pela concretização de uma política alternativa, destacou o primeiro candidato da Coligação pela RAM. Assim, a CDU Madeira luta e lutará por: implementação Pacto de Progresso Social e pelo Emprego, que vise o pleno emprego na região; aumento do salário mínimo nacional para 600 euros, com acréscimo de 7,5 por cento na região; reposição dos direitos e salários roubados aos trabalhadores e implementação do horário de 35 horas de trabalho semanal; impedir a caducidade de qualquer contracto colectivo de trabalho por via administrativa; reposição do diferencial de 30 por cento nos impostos, face ao continente, nomeadamente no IVA, IRS e no IRC das micro, pequenas e médias empresas; construção do novo hospital; novos preços sociais nas ligações aéreas entre a Madeira e o continente, no valor de 40 euros; reposição das ligações marítimas de passageiros entre a Madeira e o continente e a garantia de transportes marítimos de mercadorias a preços competitivos para a região; definição de um cabaz de bens essenciais que não podem ter preço superior aos de Portugal continental.

Quase no final da sua intervenção, o cabeça de lista da Coligação PCP-PEV pela Madeira destacou a importância destas eleições, que constituem «uma oportunidade para derrubar a política de direita imposta ao povo e ao País há mais de 39 anos» e para «recuperar o rumo de progresso» que foi «encetado com a revolução de Abril», bem como a necessidade de «transformar o descontentamento com a política de direita em votos na CDU». «Temos de afirmar que o voto na CDU faz a diferença e que é a única forma de, nestas eleições, derrubar os executores da política de direita: PSD,CDS e PS», concluiu.

 

Candidatos pela RAM

Ricardo Lume, 31 anos; Alexandre Fernandes, 39 anos; Ana Paula Almeida, 45 anos; José Manuel Correia, 61 anos; Maria José Afonseca, 56 anos; António Gouveia, 52 anos; Eduardo Gonçalves, 44 anos; Lídia Luís, 49 anos; Sílvia Fosquinha, 59 anos; Carlos Ferreira, 58 anos; Marcelino Rodrigues, 52 anos.




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