Aconteu
Função Pública perdeu 72 mil empregos

Desde Dezembro de 2011 até ao primeiro semestre deste ano foram destruídos 72 694 postos de trabalho na Administração Pública, ou seja dez por cento do total de trabalhadores da função pública.
Segundo a Síntese Estatística do Emprego Público divulgada, dia 13, pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), a destruição de emprego continuou em ritmo acelerado em 2015, com uma redução líquida de 21 496 trabalhadores nos primeiros seis meses do ano.
O estudo explica que a diminuição resultou da cessação por caducidade de contratos a termo de trabalhadores nos estabelecimentos de Ensino Básico e Secundário (técnicos superiores, em particular para actividades de enriquecimento escolar, assistentes técnicos e assistentes operacionais).
Ao mesmo tempo, os ministérios da Administração Interna e da Defesa registaram aumentos na contratação de pessoal, de 2,5 por cento e de 1,2 por cento, respectivamente.
Mas trata-se sobretudo de contratos a termo de vigilantes da floresta na GNR e de novas incorporações de militares não pertencentes ao quadro permanente das Forças Armadas, indica o estudo da DGAEP.


Privados aumentam lucros na Saúde

O volume de negócios das unidades privadas de saúde em Portugal cresceu 6,7 por cento em 2014, fixando-se nos 1345 milhões de euros, indica um estudo da Informa D&B divulgado dia 13.
As receitas do segmento hospitalar em regime convencionado aumentaram 7,6 por cento em 2014, depois de já terem crescido 16,2 por cento em 2013, totalizando 370 milhões de euros.
Quanto às unidades privadas de saúde com fins lucrativos, a faturação atingiu os 975 milhões de euros, o que representa uma subida de 6,3 por cento face a 2013, ano em que o crescimento foi de 4,6 por cento.
O estudo constata que o sector foi «impulsionado pelo desenvolvimento do modelo de gestão privada nos hospitais públicos, pelo recurso às entidades privadas por parte dos serviços públicos de saúde de forma a reduzir as listas de espera, e pelo aumento do número de utentes particulares».


Sol da Caparica repete êxito

O festival «O Sol da Caparica» terminou no domingo, 16, com mais uma enchente de público, repetindo o êxito da primeira edição realizada no ano passado.
Com um programa variado, onde para além da música, houve surf, skate e muita animação para adultos e crianças, às quais foi dedicado o último dia, dezenas de milhares de pessoas lotaram durante quatro dias o recinto do Jardim Urbano da Costa da Caparica.
O evento, promovido pela Câmara Municipal de Almada, teve no cartaz mais de 30 músicos, bandas e DJ, juntando os nomes mais relevantes da música feita em Portugal.


Produção portuguesa premiada em Locarno

O filme «Cosmos», do polaco Andrzej Zulawski, produzido por Paulo Branco e rodado em Portugal, com actores portugueses, conquistou, dia 15, o Leopardo para Melhor Realização no Festival de Locarno (Suíça).
«Cosmos», uma comédia baseada no romance homónimo de Witold Gobrowicz, assinala o regresso de Andrzej Zulawski ao cinema, após 15 anos sem filmar.
«Maria do Mar», de João Rosas, uma curta-metragem de ficção, foi outro dos filmes portugueses em competição, na secção novos realizadores.
Fora de competição, Locarno contou ainda com três outros filmes de produção portuguesa: «A Glória de Fazer Cinema em Portugal», de Manuel Mozos, «Undisclosed Recipients», de Sandro Aguilar, e «Noite Sem Distância», do espanhol Lois Patiño.


Crédito malparado contradiz «confiança»

Numa análise sobre o crédito ao consumo na Irlanda, Itália, Espanha e Portugal, a agência Moody’s lembrou, dia 12, que o nosso País apresenta o nível mais elevado de crédito malparado, o que contradiz «a melhoria da confiança dos agentes económicos».
Segundo as contas feitas pela agência de «rating», o crédito malparado representa cerca de 15 por cento do total do crédito ao consumo, tendo duplicado desde 2009.
«A melhoria do sentimento de confiança não resultou numa melhor performance dos empréstimos, que se deterioram em 2015», escreve a agência, assinalando que os restantes países analisados apresentam valores entre os sete e os 11 por cento.
Na véspera, o Banco de Portugal anunciou uma ligeira queda, em Junho, do crédito malparado das famílias e das empresas, totalizando 18 587 milhões de euros.



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