Editorial

«Em festa e em luta, na batalha pelo reforço eleitoral da CDU»

ABRIL NA FESTA E NA LUTA

Inicia-se amanhã a 39.ª Festa do Avante!. Festa organizada por um Partido que, desde a sua edição em 2014, levou a cabo uma dinâmica acção de reforço; continuou a estimular uma intensa luta de massas; interveio com grande dinamismo no plano institucional em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo; bateu-se pela unidade e convergência de democratas e patriotas e desenvolveu uma vasta acção para construir as soluções para um Portugal com futuro no quadro de uma alternativa patriótica e de esquerda, que viria a ficar consagrada no seu programa eleitoral.

Festa do Avante! que se realiza três meses depois da marcha nacional «a força do povo» promovida pela CDU e que trouxe às ruas de Lisboa mais de cem mil pessoas reclamando novo rumo para o País.

Festa que vai ser de novo um momento especial de alegria, de beleza, de convívio e de combate a um mês das eleições legislativas, que se revestem de grande importância no quadro da luta pela viragem política necessária.

Festa do Avante! onde os milhares de visitantes encontrarão a materialização dos valores por que lutam os comunistas e a cujos construtores Jerónimo de Sousa dirigiu no sábado passado uma calorosa saudação, lembrando todos os que a «organizam, planificam e projectam, todos os arquitectos, operários em construção e na construção», sublinhando o empenhamento, a generosidade, a militância de todos, que têm ainda mais valor pela complexa e exigente situação política em que estamos a construir esta edição da Festa e que, no próximo ano, com o novo terreno, será ainda maior e melhor.

A Festa do Avante! vai entrar agora numa nova fase a que é preciso continuar a dedicar grande atenção para que se garanta o seu êxito político-cultural com projecção no plano eleitoral e nas muitas lutas do futuro.

A situação política do País continua marcada pelo prosseguimento da ofensiva do Governo, nomeadamente pelo abandono do aparelho produtivo, como o evidencia a situação vivida pelo sector das pescas (sardinha), pelo prosseguimento do processo de privatizações (STCP, Metro do Porto e Novo Banco) e pelo aumento do desemprego (engrossado este mês por mais de 30 mil professores contratados).

Em paralelo, prossegue também a linha de mistificação e mentira do PSD e do CDS e os esforços do PS para ostentar uma imagem de partido não comprometido com a política de direita, como se torna visível num discurso eleitoral de súbita valorização das funções sociais do Estado, por cuja destruição ou desqualificação é um dos grandes responsáveis (abate de milhares de escolas e outros serviços, alterações à Segurança Social que retiraram protecção social a milhares de famílias e qualidade ao Serviço Nacional de Saúde) e, conjuntamente com o PSD e CDS, aprovou os PEC 1, 2 e 3 e subscreveu o famigerado pacto de agressão da troika, responsáveis pela infernização da vida de milhões de portugueses.

Avança também a operação bipolarizadora acompanhada pelo embuste de que as eleições são para a escolha do primeiro-ministro, que a comunicação social dominante e em particular as televisões promovem quanto podem e de que é exemplo a organização do frente-a-frente entre Passos Coelho e António Costa. Registo ainda para a significativa atitude de Passos Coelho ao fugir ao debate com o camarada Jerónimo de Sousa, que se pode entender como mais um sinal do sentimento de medo da derrota eleitoral por parte dos partidos do Governo e o reconhecimento do destacado papel do PCP na sua derrota político-social. Derrota política agora agravada pelo «chumbo» do Tribunal Constitucional à nova lei do sistema de informações da República aprovada com os votos do PS, PSD e CDS, e que seria um perigoso elemento na devassa da vida privada dos cidadãos.

Mantém-se o bom ambiente nas acções da CDU, de que voltam a ser exemplo a iniciativa com jovens na semana passada, a visita à Feira de Agosto e o jantar do PCP em Grândola e a saudação aos construtores da Festa do Avante!.

Bom ambiente de acolhimento e simpatia que contrasta com o modo como a comunicação social dominante, em particular os canais de TV, tratam a candidatura PCP-PEV, com visíveis tendências para o seu agravamento à medida que se aproximam as eleições. Impõe-se, por isso, o envolvimento de todos os activistas do PCP, do PEV, da ID e de outros democratas e patriotas, nos contactos, na mobilização e na transmissão de confiança de que é possível mudar de rumo para uma vida melhor com o reforço da CDU. Sem esquecer a grande oportunidade que também para esse efeito vai ser a Festa do Avante!

A luta de massas prossegue com as muitas lutas que continuam a ser travadas pelos trabalhadores organizados no poderoso movimento sindical unitário e das populações em defesa dos seus direitos e, em particular, das funções sociais do Estado. Lutas dos enfermeiros, dos trabalhadores do grupo Montebelo, de elementos das forças de segurança, dos pescadores, dos professores, entre muitas outras.

Em festa e em luta, continuaremos a bater-nos pelo alargamento da expressão eleitoral da CDU, pela ruptura com a política de direita, pela alternativa patriótica e de esquerda.

 


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