PS e PSD/CDS querem ficar
em roda livre,
mas o País
não lhes vai
fazer a vontade
Comício em Loures evidencia propostas em prática
Há uma alternativa e é viável

No comício em Loures, domingo à tarde, Jerónimo de Sousa salientou que PSD/CDS e PS têm, no essencial, a mesma matriz, e contrapôs que o voto na coligação PCP-PEV abrirá a passagem para um caminho novo, apoiando soluções que são possíveis e são viáveis, como, aliás, se comprova naquele município, onde a CDU reconquistou a presidência e a maioria.

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A festa da CDU, no Pavilhão Paz e Amizade, reuniu um milhar de pessoas e abriu com a actuação da Ronda dos Quatro Caminhos. O calor e a animação no interior do grande pavilhão faziam esquecer que muitos tinham ali chegado sob uma chuva miudinha que caía desde o início da tarde. A chegada do Secretário-geral do PCP foi marcada com aplausos e gritos ritmados «CDU! CDU!».
Para o comício, os músicos cederam o palco a candidatos, dirigentes do PCP, do PEV, da ID e da JCP. Entre outros, e para além dos oradores, ali estiveram Armindo Miranda e Fernanda Mateus, membros da Comissão Política do PCP; João Corregedor da Fonseca, presidente da associação Intervenção Democrática; e nove dos candidatos que integram a lista da coligação no círculo de Lisboa.

Bernardino Soares, que há dois anos encabeçou a lista com que a CDU ganhou as eleições autárquicas em Loures, deu conta de que «temos um bom ambiente à volta da CDU, dos seus candidatos, do seu projecto para o País», mas alertou que «está forte e vai continuar» nos próximos tempos «a tentativa de deturpar, de esconder a nossa mensagem e assim garantir a continuidade da política de direita».

Contrariando a falsa teoria de que só os partidos da política de direita teriam a capacidade de governar o País, o presidente da CM de Loures, primeiro orador no comício, apontou exemplos do que se fez no concelho, «ao contrário do Governo e apesar da política do Governo»:

  • o pagamento de parte substancial da dívida, mas não à custa do investimento, nem dos trabalhadores, nem do aumento de impostos;
  • a contracção de um empréstimo, mas não para injectar dinheiro nos bancos e sim para investir em escolas, na reabilitação dos núcleos urbanos, em infra-estruturas dos bairros de génese ilegal, na rede viária e na construção de um centro comunitário;
  • contratação de quase cem trabalhadores, por concurso, respondendo à carência de sectores operacionais e reduzindo o número de contratos emprego-inserção;
  • e redução, ainda que ligeira, do IMI (imposto municipal sobre imóveis).

Pelo Partido Ecologista «Os Verdes», Francisco Madeira Lopes apresentou razões para que votem na coligação PCP-PEV, dia 4, todos os que vêem com preocupação a falta de uma política que promova o desenvolvimento equilibrado, justo e sustentável, tanto no que diz respeito ao ambiente, como relativamente à economia e à sociedade, em geral. Destacando outra consequência positiva do trabalho da CM de Loures, o candidato e dirigente do PEV assinalou que o executivo de presidência e maioria CDU esteve entre os mais activos na luta contra a privatização da Empresa Geral do Fomento, causa que obteve há poucas semanas uma grande vitória em tribunal.

«Confiem,
não hesitem!»
 

A terceira e última intervenção coube a Jerónimo de Sousa e foi várias vezes interrompida por aplausos e palavras de ordem, como «CDU avança com toda a confiança».
O Secretário-geral do PCP e primeiro candidato na lista da CDU por Lisboa preveniu que, «por trás da muita propaganda, o que PS, PSD e CDS preparam após as eleições, caso venham a ter votos para isso, são medidas de aprofundamento da exploração e de empobrecimento dos trabalhadores e do povo». Quando «pedem insistentemente uma maioria absoluta», «querem ficar em roda livre», «mas sabem que não há maiorias absolutas para ninguém», porque «o País não lhes vai fazer a vontade, nem a eles, nem a Cavaco Silva e às suas manobras e pressões para que a política de exploração e empobrecimento prossiga, seja pela mão do PSD/CDS, seja pelo PS».
O voto na CDU, realçou, é «importante para agir em todas as circunstâncias», «contra as maiorias absolutas, para pesar na solução dos problemas do País e para a construção de uma alternativa política patriótica e de esquerda», e é «o voto na verdade, no trabalho, na honestidade e na competência».
E se «aqueles que querem levar ao colo os partidos da desgraça nacional repetem e repetem que não há alternativa à política de exploração e empobrecimento de PS, PSD e CDS», o facto é que «o País tem uma alternativa, temos um programa que, com confiança, afirma que o País tem saída e tem futuro, que os problemas têm solução».
«A todos os que tendo votado antes noutros partidos nos dão razão, a todos que reconhecem que a CDU faz falta à luta pelos seus direitos», tal como «a todos os que reconhecem que esta força faz falta no Governo do País para dar solução aos problemas nacionais», Jerónimo de Sousa desafiou: «Confiem! Não hesitem! Confiem nesta força que pelas suas propostas e projecto, pela prova da sua acção e coerência política jamais trairá a confiança dos que, vítimas da política de direita, aspiram a uma real mudança na vida nacional».

 



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