Aconteu
Desemprego sobe em época alta

O número total de desempregados registados em Agosto pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) aumentou 0,7 por cento, em comparação com o mês anterior.
Apesar da descida verificada em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o aumento do desemprego em pleno pico do Verão, quando há mais oferta de empregos sazonais, vem mostrar que a destruição de postos de trabalho não foi estancada.
Comentando estes números divulgados dia 19, o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, notou «o desemprego estrutural é muito elevado» e o problema não se revolve com a actual «política de baixos salários e emprego desqualificado».


Economia não sai do marasmo

O «crescimento» de 1,5 por cento do Produto Interno Bruto na primeira metade do ano é considerado «decepcionante» pelos economistas do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
Na Síntese de Conjuntura de Setembro, divulgada dia 18, o ISEG lembra que, depois de sete trimestres consecutivos com a economia a crescer em termos homólogos, «o nível da produção global trimestral apenas recuperou cerca de um terço da queda registada entre meados de 2010 e o início de 2013».
Além disso, consideram que, mantendo-se o ritmo de crescimento deste ano, «apenas em 2019 seria atingido o nível de produto de 2010 e só um ano mais tarde [seria atingido] o máximo histórico do final de 2007 e início de 2008».


Despedidos esperam sentença há 13 anos

O julgamento do processo interposto por trabalhadores despedidos da Siderurgia Nacional Serviços, no Seixal, em 2001, iniciou-se dia 21, no Tribunal do Barreiro, cerca de 13 anos depois de ter dado entrada na Justiça.
Duas centenas de trabalhadores assinaram na altura a rescisão dos contratos no quadro, com a promessa de que frequentariam cursos de formação profissional e seriam integrados em novas empresas.
Face ao incumprimento dos termos do acordo, mais de uma centena de trabalhadores avançou para Tribunal, exigindo a reintegração em novos postos de trabalho. Parte dos queixosos acabou por desistir, devido ao arrastamento do processo. Os que persistiram, esperam que a decisão lhes seja favorável.


Grândola preserva canção de protesto

O Observatório da Canção de Protesto foi lançado, dia 19, em Grândola, com um encontro do conselho consultivo e um espetáculo musical.
O projecto, impulsionado pela autarquia, tem como objectivo salvaguardar a memória do património musical histórico e cultural da canção de protesto e dos seus autores.
Além do município, estão envolvidos no Observatório a Associação José Afonso, os institutos de História Contemporânea e de Etnomusicologia, ambos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense.
A organização de colóquios, seminários e congressos sobre a temática serão algumas das actividades a desenvolver no âmbito deste observatório, através de parcerias nacionais ou internacionais.


Os números da desigualdade

«Os Números da Desigualdade em Portugal» é o título do novo livro de Eugénio Rosa, que aborda um dos problemas mais graves do mundo actual, e em particular do nosso País.
Nesta obra, apresentada, dia 16, em Lisboa, sob a chancela da Lua de Papel, o autor analisou mais de meio século de dados, dando especial relevo à situação nos últimos anos. E concluiu que, em Portugal, dez por cento dos mais ricos detêm quase 60 por cento de toda a riqueza, continuando a enriquecer de ano para ano.
O economista sublinha que a desigualdade na distribuição de riqueza e de rendimentos é um dos maiores travões ao crescimento económico: «Se este caminho não for rapidamente invertido, estaremos agora a viver o prelúdio de convulsões sociais futuras».


J. Jorge Letria vence prémio de Almada

José Jorge Letria foi o vencedor do Prémio Literário de Poesia Cidade de Almada 2015, atribuído pela Câmara Municipal, numa cerimónia realizada, dia 17, no Fórum Romeu Correia.
O jornalista, poeta, dramaturgo, ficcionista e autor de uma vasta obra para crianças e jovens, foi distinguido pelo livro «É Tudo uma Questão de Tempo», um dos 114 trabalhos literários originais a concurso.
O Prémio Literário Cidade de Almada, instituído pela autarquia em 1989, com o valor pecuniário de cinco mil euros, é considerado uma referência nacional na área da literatura e na promoção da criação literária em língua portuguesa.



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