Aconteu
Dívida pública continua a aumentar

A dívida pública portuguesa atingiu, em Agosto, 229,1 mil milhões de euros, mais 2,2 mil milhões de euros do que no mês anterior, revelou, dia 1, o Banco de Portugal.
A instituição reviu também em alta o valor da dívida de 2014, fixando-o em 225,8 mil milhões de euros, o que significa um agravamento de 500 milhões face ao inicialmente estimado.
O Banco de Portugal explica que estas revisões correspondem à inclusão dos montantes associados aos contratos «no âmbito de derivados financeiros para cobertura de risco de taxa de juro e cambial» («swaps»), geridos pelas administrações públicas.
Com este aumento, a dívida pública representa 130,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).


Impostos ambientais oneram famílias

As famílias portuguesas pagam mais de metade do total dos impostos sobre bens e serviços, classificados como passíveis de ter um impacto negativo no ambiente.
No ano passado, esta categoria de impostos rendeu aos cofres do Estado 3,87 mil milhões de euros. Mais de metade deste valor (51,5%) foi cobrado às famílias, segundo revelou, dia 2, o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dois terços são de impostos sobre a energia (75,7%) e o restante incide sobre os transportes (24%).
Em 2014, os impostos ambientais aumentaram 4,2 por cento face ao ano anterior e representaram 6,5 por cento do total dos impostos e contribuições sociais. Todavia, este peso seria de 8,9 por cento se o imposto sobre o tabaco não tivesse sido excluído desta categoria.


Faleceu José Vilhena

O cartoonista, humorista, escritor e pintor José Vilhena faleceu, dia 3, aos 88 anos, vítima de prolongada doença.
Fundador da revista «O Mundo Ri», em 1955, iniciou nos anos 60 uma série de livros de bolso humorísticos, que o próprio distribuía clandestinamente pelas tabacarias.
Não escapou à censura e à perseguição do fascismo. Foi preso três vezes pela PIDE.
Logo após a revolução de Abril, funda a revista quinzenal «Gaiola Aberta», e mais tarde as publicações «O Fala Barato», «O Cavaco», «O Moralista» e novamente a «Gaiola Aberta», numa segunda série.


Ginastas medalhados dos europeus

A representação portuguesa nos Campeonatos da Europa de ginástica acrobática conquistou seis medalhas, das quais uma de ouro, conquistada pelo trio júnior feminino Joana Canadá, Francisca Maia e Beatriz Costa, no exercício dinâmico, e cinco de bronze.
O bronze foi alcançado pelo grupo feminino júnior de Michelle Silva/Ana Mendes/Carolina Dias em equilíbrio; pelo par feminino júnior Beatriz Ferreira/Catarina Martins com o exercício dinâmico; pelo par masculino Ferreira/Martins que obteve dois terceiros lugares na final de equilíbrio e na final de combinado de All-Around; e ainda pelo grupo feminino Silva/Mendes/Dias, igualmente nesta última categoria.
A competição decorreu em Riesa, na Alemanha, entre 25 de Setembro e 4 de Outubro.


Investigadores distinguidos

Isabel Araújo Branco (Portugal), Erica Castanheira (Portugal) e Gustavo Miguel Guillemin (México) são os vencedores da 6.ª edição do Prémio Científico Mário Quartin Graça, que visa distinguir teses de doutoramento realizadas em universidades de Portugal ou da América Latina.
Isabel Araújo Branco foi distinguida pelo seu trabalho sobre as origens ibéricas do realismo mágico português e o seu desenvolvimento e relação com o realismo mágico hispano-americano.
Erica Castanheira investigou a sustentabilidade do biodiesel, enquanto Gustavo Miguel Guillemin se destacou pelo estudo do desenho eletrónico nas PME.
Ao prémio, promovido pela Casa da América Latina, candidataram-se doutorandos de vários países, nomeadamente, Portugal, Brasil, México, Argentina, Colômbia, Cuba e Paraguai.


«Os Memoráveis» vencem prémio

O romance «Os Memoráveis», da escritora Lídia Jorge, foi o vencedor do prémio Urbano Tavares Rodrigues, atribuído, dia 5, pela Federação Nacional dos Professores.
O galardão, no valor de 7500 euros, foi decidido por unanimidade do júri, constituído por Teresa Martins Marques, José Manuel Mendes e Paulo Sucena.
Em comunicado, a Fenprof refere que o júri considerou que o romance «constitui uma assumida marca de cidadania ao trazer a Revolução de Abril de 1974 para as páginas de uma obra literária, cuja intensidade de linguagem e mestria narrativa, conjugada por uma hábil técnica compositiva, faz dela uma notável presença na literatura portuguesa contemporânea».



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