Aconteu
Portugal recuou uma década

Em termos sociais, os portugueses recuaram uma década em apenas três anos. A conclusão é do economista Carlos Farinha Rodrigues, autor do estudo «Desigualdades em Portugal», actualizado com os dados entre 2010 e 2013.
Em declarações à agência Lusa, a propósito do Dia Internacional de Erradicação da Pobreza, que se assinalou no sábado, 17, o especialista afirmou que o retrato da crise não é propriamente feliz já que «ao longo destes quatro anos de ajustamento tivemos um forte agravamento da precariedade social». «Os níveis de pobreza voltaram para os níveis do início do século, a desigualdade aumentou e acima de tudo a pobreza das crianças tornou-se mais notória, mais evidente, mais preocupante».
O economista lembrou ainda que os efeitos da crise e das políticas seguidas conduziram à «formação de novos pobres e ao agravamento das condições de vida dos pobres mais tradicionais».
Na sua opinião, a solução passa por «uma estratégia de combate à pobreza, que responsabilize o Estado». «O povo português fez a sua parte o que falta é que o Estado cumpra aquilo que deve fazer que é assumir claramente o combate à pobreza e exclusão social em Portugal», defendeu.


Ricos vivem mais tempo

Estatísticas publicadas, dia 14, nos EUA revelaram que as enormes desigualdades sociais não só se reflectem nos índices de qualidade de vida, mas também na esperança de vida.
Os dados relativos à cidade de Nova Iorque mostram que enquanto no bairro pobre de Brownsville, em Brooklyn, cuja população é 76 por cento negra, a esperança de vida é de 74,1 anos, os habitantes do bairro financeiro de Manhattan vivem em média 85,4 anos.
«Os problemas de saúde têm tendência para se concentrar nos sectores onde habitam pessoas de cor e onde muitos habitantes vivem na pobreza», declarou a comissária nova-iorquina para a Saúde, Mary Bassett, reconhecendo que se trata de uma situação «injusta e evitável».
Em Brownsville, 37 por cento vivem abaixo do limite da pobreza e mais de metade do rendimento (56%) é gasto em habitação. Num universo de 86 377 habitantes, 28 por cento dos adultos não completaram o Ensino Secundário e apenas 18 por cento frequentaram a universidade, o que contrasta com quatro por cento e 84 por cento, respectivamente, registados no bairro de Wall Street.


Atletas triunfam em provas internacionais

A judoca do Benfica, Telma Monteiro, regressou, no sábado, 17, às vitórias internacionais, batendo a mongol Sumiya Dorjsuren na final do Grand Slam de Paris, disputada no Bercy Arena. A atleta, quarta do ranking mundial, repetiu assim o feito alcançado em 2012, numa das provas mais importantes do judo mundial.
No triatlo, foi a vez de João Pereira se destacar, ao vencer, no domingo, 18, em Antalya, na Turquia, alcançando o primeiro triunfo da carreira numa prova da Taça do Mundo da modalidade.
O último triatleta português a vencer uma etapa da Taça do Mundo tinha sido João Silva, na prova de Monterrey, no México, em 2010.
No motociclismo, o piloto Miguel Oliveira somou, no domingo,18, a quarta vitória da temporada em Moto3, ao triunfar no Grande Prémio da Austrália. Com este resultado, o piloto de Almada subiu ao segundo posto do campeonato mundial, a 40 pontos do primeiro classificado, Danny Kent, num momento em que ainda estão em disputa 50 pontos.


Siza Vieira recebe Honoris Causa

A Universidade de Évora atribuiu, dia 16, ao arquitecto Álvaro Siza Vieira o doutoramento Honoris Causa pelo «seu mérito artístico e cultural, no contexto da arquitectura nacional e internacional».
O arquitecto manifestou-se honrado com a distinção, sobretudo por ser atribuída numa cidade em que trabalhou 25 anos, na construção do Bairro da Malagueira. Este projecto, premiado a nível internacional, envolveu a construção de «1200 casas», lembrou o arquitecto.
A Academia também distinguiu o embaixador José Cutileiro como «antropólogo, diplomata, embaixador, alentejano, nascido em Évora e uma das figuras maiores da intelectualidade da segunda metade do século XX português».


Premiados pelo PEN Clube

Mário de Carvalho e Paulo Varela Gomes foram dois dos sete autores nacionais vencedores dos Prémios PEN Clube Português, segundo anunciou, dia 13, a instituição.
Mário de Carvalho foi distinguido com o Prémio (Poetas, Ensaístas, Novelistas)/Ensaio pela obra «Quem disser o contrário é porque tem razão», enquanto Paulo Varela Gomes viu reconhecido o seu romance «Hotel», na categoria de Narrativa.



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