Breves
Balanço de mandato

Dois anos depois de ter tomado posse, no dia 23, o executivo da Câmara Municipal de Loures apresentou um balanço do trabalho realizado e relevou algumas perspectivas para o futuro. No relatório, sublinha-se que a dívida de 64,7 milhões de euros existente em Outubro de 2013 tem vindo a ser diminuída, prevendo-se que, no final de 2015, se situe em 42 milhões de euros – facto só possível através «do rigoroso controle das despesas supérfluas ou desnecessárias». Outras medidas e acções destacadas são: criação dos Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos de Loures e Odivelas (SIMAR), acompanhada pela contratação de 45 novos trabalhadores para a recolha de resíduos urbanos; aumento no apoio aos bombeiros e ao movimento associativo; desenvolvimento de políticas de investimento no território, em áreas como a educação, a rede viária e a reabilitação urbana. Até ao final do mandato, o executivo camarário considera prioritário: consolidar políticas económicas, sociais, culturais, desportivas, dando especial atenção à política de investimento no território; continuar a diminuir a dívida global do município e o IMI; reestruturar a organização municipal de forma a melhorar a ligação entre a autarquia e os munícipes.


Insensibilidade social

Foi aprovada, em reunião da Câmara Municipal de Portalegre realizada dia 19, a proposta da CDU que solicitava a revogação do aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para a taxa máxima (25 por cento). Em nota de imprensa, a CDU revela que, na mesma reunião, se opôs aos preços da água que vão ser cobrados aos munícipes em 2016, impostos pela maioria CLIP (independentes) numa lógica «que não favorece quem mais precisa, nem incentiva a poupança de água e a sustentabilidade ambiental». São penalizados os consumidores domésticos nos escalões mais baixos, os pequenos e médios comerciantes e empresários, e continua a verificar-se o agravamento do preço cobrado a associações culturais, desportivas e recreativas, bem como a instituições particulares de solidariedade social, que, depois de em 2015 terem sido confrontadas com um aumento de 33 por cento no preço da água, em 2016 vão pagar ainda mais 10 por cento – uma decisão política que, para CDU, é «reveladora da insensibilidade social da CLIP». A Coligação denuncia ainda a falta de transparência com que a CLIP tem dirigido a Fundação Robinson, recordando que, em Junho deste ano, chumbou a proposta apresentada pela CDU com vista à «realização de uma auditoria externa, financeira, administrativa e patrimonial aos 12 anos de existência da fundação e aos milhões de euros que foram gastos».


Defesa das populações

Em comunicado, a CDU afirma que tem um profundo reconhecimento pelo trabalho do Grupo Folclórico de São Martinho de Tibães (Braga), depois de a direcção da colectividade ter vindo a público manifestar a sua «indignação» e «tristeza» pelo facto de a Coligação ter votado contra a cedência de um espaço da freguesia ao grupo. Lamentando que a colectividade se tenha deixado levar «por motivações político-partidárias» e «não tenha procurado junto da CDU, ou do seu eleito na Assembleia de Freguesia, conhecer as razões que justificam o seu sentido de voto», a Coligação explica que rejeitou a proposta da Junta de Freguesia de Mire de Tibães de cedência dos antigos balneários do campo de futebol ao grupo por entender que este não iria beneficiar com a mudança e porque «não faz qualquer sentido», uma vez que os balneários, que integram as instalações desportivas, ainda são usados pelas populações. A CDU, que se mostra disponível para encontrar uma outra solução para a sede do grupo, enquadrada nos «interesses gerais da freguesia e da sua população», defende que «a disponibilização de espaços da freguesia às diferentes colectividades não pode ser feita avulso, sem estratégia e sem coerência», sublinhando que esta cedência «não pode nunca ser movida por pagamento de "favores eleitorais"».


Luta continua

«O Movimento Algarve sem Portagens reitera que a eventual redução do valor das portagens na Via do Infante não marcará o fim, ou sequer o abrandar, da sua luta, cujo objectivo só se concretizará quando o Algarve voltar a ser uma região livre de portagens, no respeito pela mobilidade como factor de desenvolvimento económico e social», garante aquela estrutura.
Em comunicado, a organização de utentes lembra que a introdução de uma tarifa de circulação na Via do Infante, «pensada pelo PS e implementada pelo Governo PSD/CDS», integra-se na política de direita que sofreu uma pesada derrota nas eleições legislativas do passado dia 4 de Outubro, e considera a medida responsável pelo enfraquecimento do tecido empresarial da região, «contribuindo para o número de insolvências e, consequentemente, para o desemprego».

Acresce que «ao empurrar o trânsito para uma Estrada Nacional 125 que não apresenta condições mínimas de segurança», aumentaram o número de acidentes e vítimas, conforme constatam o dados da Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária, segundo os quais, dos já mais de 7500 sinistros registados, grande parte ocorreu na EN 125, realça também o Movimento.


Torres Novas

O acordo celebrado com o Grupo Lena é ruinoso para o município, que passará a gerir o parque de estacionamento do Almonda a troco do pagamento de 1,9 milhões de euros no prazo de sete meses, denuncia a CDU.
Em conferência de imprensa realizada dia 19 de Outubro, a CDU criticou ainda o facto de o negócio não ter sido alvo de deliberação nem na Câmara nem na Assembleia Municipal, e lembra que o Grupo Lena comunicou no final de 2014 a intenção de rescindir o contrato alegando incumprimento por parte do município.

«O grave desta situação é que a vereação socialista em maioria na CM de Torres Novas esteve quase dois anos consciente de que não estava a cumprir o contrato e ciente de que tal situação acarretaria elevados prejuízos para o município e para os torrejanos», realçou também a CDU, antes de notar que os munícipes pagam «através dos seus impostos estes desvarios», isto além de passarem a pagar estacionamento no parque e em ruas onde até aqui não era cobrado.

«Perante tais factos, é entendimento dos eleitos da CDU que toda esta situação configura gestão danosa, sendo necessário apurar todas as responsabilidades», afirma-se, lembrando que solicitou há meses a intervenção da Procuradoria-geral da República.


Odivelas

O Roteiro da Educação que a CDU promove pelas escolas do 1.º ciclo e jardins de infância do concelho com o objectivo de aprofundar o conhecimento sobre as condições de funcionamento dos estabelecimentos, prosseguiu, no dia 21 de Outubro, com uma visita dos vereadores eleitos pelo PCP-PEV às Escola Básica do 1.º Ciclo Mário Madeira, na Pontinha.


Abrantes

Não se compreende o arrastar das obras na ponte sobre o Tejo, reclama a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Abrantes, que perante a confirmação de um novo atraso (por mais três meses), nota que aquela «é uma via fundamental para a circulação das populações e indispensável às actividades económicas» e exige que sejam tomadas medidas extraordinárias para a conclusão dos trabalhos.


Santa Maria da Feira

O deficiente escoamento das águas pluviais em Rio Meão, com particular gravidade na Rua das Comendas criando sérias dificuldades de circulação de viaturas e peões, foi relatado pelos moradores à CDU. Em requerimento entregue na Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira, os eleitos nas listas do PCP-PEV pretende, por isso, saber «como e em que prazos pretende o executivo camarário dar solução à situação descrita», a qual, nota-se no texto, se verifica igualmente e também há vários anos noutras freguesias e localidades do município, «revelando falta de cuidado pela segurança e bem-estar dos feirenses.