Aconteu
Poupança das famílias em mínimos históricos

A taxa de poupança das famílias desceu para mínimos históricos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados dia 29.

De acordo com o INE, em 2014 as famílias portuguesas apenas conseguiram poupar 6,9 por cento do rendimento disponível.

Em 2009 a taxa de poupança era de 10,9 por cento, caindo para 7,7 por cento em 2011, o ano em que Portugal foi intervencionado pela troika.

Em 2012, o nível de poupança subiu para 8,2 por cento e no anos seguinte para 8,3 por cento.

No entanto, em 2014, a tendência de recuperação inverteu-se. Os números mais recentes indicam que este indicador atingiu os cinco por cento do rendimento das famílias em Junho deste ano.

Em 1995, o primeiro ano para o qual o INE regista estes dados, a taxa de poupança das famílias correspondia a 12,9 por cento do rendimento disponível.


População continua a diminuir

A população residente em Portugal voltou a diminuir no ano passado, fixando-se em 10 374 822 pessoas, menos 52 479 face a 2013.

Segundo as «Estatísticas Demográficas 2014», divulgadas, dia 30, pelo INE, a evolução da população teve um recuo de 0,5 por cento em 2014.

Embora o número de óbitos tenha caído para 104 790 em 2014 (menos 1,6% face a 2013) e de a queda no número de nados vivos ter sido menos acentuada (82 367 face a 82 787 de 2013, ou seja, menos 0,5%), o saldo natural manteve-se negativo (-22 423 habitantes).

Por seu turno, o saldo migratório pelo quarto ano consecutivo apresentou um valor negativo de -30 056 indivíduos.

A evolução face ao ano anterior resultou do efeito conjugado da diminuição do número de emigrantes permanentes (49 572 em 2014 e 53 786 em 2013) e do aumento do número de imigrantes permanentes (19 516 em 2014 e 17 554 em 2013).


Metade sem dinheiro para o dentista

Quase metade dos portugueses não vai ao dentista há mais de um ano e a razão apontada é, simplesmente, a falta de dinheiro

Esta é a conclusão do II Barómetro Nacional de Saúde Oral, noticiado dia 30 pela agência Lusa, onde se lê que mais de 16 por cento dos portugueses cortaram nas consultas de medicina dentária em 2015, comparativamente ao ano anterior.


Lenine Cunha conquista ouro

O atleta português Lenine Cunha conquistou a medalha de ouro no triplo salto F20 (deficiência intelectual) nos Mundiais de atletismo do Comité Paralímpico Internacional em Doha, no Qatar.

Lenine Cunha conseguiu a sua melhor marca pessoal, saltando 14,16 metros.

O grego Evangelos Kabavos (13,50) e o holandês Ranki Obenoi (13,48) arrecadaram as medalhas de prata e bronze, respectivamente.

Esta foi a segunda medalha conquistada por atletas portugueses, depois do ouro conseguido por Luís Gonçalves na prova dos 400 metros T12 (deficiência visual). Portugal está representado por 23 atletas nos Mundiais de atletismo IPC, que terminaram no sábado, 31.


Governo escondeu benefícios fiscais

Uma auditoria do Tribunal de Contas concluiu que o Governo não contabilizou pelo menos 500 milhões de euros em benefícios fiscais que foram atribuídos em 2013.

Nesse ano os benefícios fiscais representaram oficialmente 1678 milhões de euros, montante que na realidade atingiu pelo menos 2168 milhões de euros, contabilizadas as omissões quantificadas, dia 30, pelo Tribunal de Contas.

A auditoria lembra que já em 2012 «o montante a reportar deveria ter sido superior a 2110 milhões de euros, mais do dobro» da despesa fiscal apresentada nesse ano pelo Governo (1030 milhões de euros).


China adianta-se na ciência

A China vai construir o maior acelerador de partículas do mundo, com pelo menos o dobro do tamanho do acelerador europeu do CERN, noticiou, dia 29, o jornal China Daily.

A construção do equipamento começará entre 2020 e 2025 e permitirá aos cientistas perceberem o funcionamento do Universo.

O acelerador chinês poderá gerar sete vezes mais energia do que o Grande Colisionador de Hadrões da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear/CERN, o até agora maior acelerador do mundo.

«É uma máquina para o mundo e [criada] pelo mundo: não é uma [máquina] chinesa», frisou Wang Yifang, director do Instituto de Física de Altas Energias chinês.



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