Governo cai na Roménia

O incêndio ocorrido numa discoteca de Bucareste, que fez 38 mortos e cerca de 200 feridos, foi a causa próxima de uma vaga de protestos populares que está a abalar a Roménia.

A tragédia no Club Colectiv, um espaço nocturno instalado numa antiga fábrica de calçado que funcionava à margem da lei com a complacência das autoridades, despoletou a ira e indignação dos romenos que saíram às ruas nas principais cidades, exigindo o fim da corrupção e a demissão dos responsáveis políticos.

Sob pressão, o governo do social-democrata Victor Ponta foi obrigado a demitir-se no dia 3. «Espero que a minha demissão satisfaça as pessoas que estavam na rua», declarou o governante numa comunicação na televisão.

Esperava-se assim uma acalmia, mas logo nessa noite dezenas e milhares de pessoas voltaram a manifestar-se. Os protestos continuaram nos dias seguintes.

Entretanto, o presidente romeno, o conservador Klaus Iohannis, nomeou como primeiro-ministro interino, Sorin Campeanu, ex-ministro da Educação do governo de Ponta.

Esta escolha poderá ter sido influenciada pelo embaixador dos Estados Unidos, Hans G. Klemm, que desde o início da crise se tem mostrado particularmente activo. Após se ter reunido com Iohannis, na altura em que este ouvia os partidos, Klemm veio a público declarar que saudava o «exercício não violento da liberdade de expressão e de manifestação» e que os Estados Unidos estavam dispostos a colaborar com o presidente romeno e com o novo primeiro-ministro, entretanto designado.




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