Aconteu
Mulheres exploradas e discriminadas

As mulheres ganham menos, a sua condição laboral é mais vulnerável e têm menor acesso a cargos de chefia, assinala o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgado dia 14.
Globalmente, as mulheres ganham menos 24 por cento do que os homens e ocupam apenas 25 por cento dos cargos de administração e de gestão, sendo que 32 por cento das empresas não tem mulheres em cargos de administração.
E mesmo quando ascendem a postos de direcção, recebem salários inferiores aos dos colegas masculinos. Como exemplo extremo é referida a situação na América Latina, onde «as gestoras de topo ganham, em média, pouco mais de metade (53%) dos salários dos homens com o mesmo cargo».
A política é outra arena de desigualdade, com os elementos do sexo feminino a deterem somente 22 por cento dos assentos nos parlamentos nacionais.
Na maioria das regiões as mulheres estão também mais expostas a empregos «vulneráveis», isto é, trabalho desenvolvido para si próprio ou para outrem em contextos informais, onde os ganhos são diminutos e a segurança social é mínima ou inexistente.
Apesar das múltiplas desvantagens com que têm de lidar no mundo do trabalho, na maior parte dos países as mulheres trabalham mais do que os homens, estimando-se que contribuam com 52 por cento do trabalho global.


Deslocalização destrói empregos

A deslocalização de empresas foi responsável pela maioria dois empregos destruídos em Portugal, de acordo com um estudo da Organização Internacional de Trabalho, citado no Relatório do Desenvolvimento Humano da ONU.
O «offshoring» (contratação além-fronteiras) está na origem de «quase 55 por cento de todas as perdas de empregos em Portugal», lê-se no relatório, que alerta para as consequências nefastas deste processo nos países desenvolvidos.


Dívida acima das previsões

A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estimou que a dívida pública se tenha situado em 128,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) até Outubro.
A confirmar-se esta previsão, escrevem os técnicos independentes da UTAO numa nota divulgada dia 11, «a dívida pública terá excedido a previsão oficial para o final do ano, a qual, recorde-se, é de 125,2 por cento do PIB».
A estimativa da UTAO também fica acima da previsão do novo executivo do PS que, no seu Programa de Governo, calculou que a dívida pública se venha a fixar nos 128,2 por cento este ano.


Unesco distingue Idanha e Óbitos

Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, foi oficialmente admitida no grupo de Cidades da Música da UNESCO, no âmbito da rede de Cidades Criativas.
O anúncio foi feito em Paris, dia 11, um ano e meio após a autarquia ter iniciado a preparação da candidatura, que teve o envolvimento de diversos intervenientes nacionais e internacionais.
Entre as entidades que apoiam esta candidatura encontra-se a Associação Portuguesa de Educação Musical, o Sindicato dos Músicos, o Sindicato dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual, a Comissão Portuguesa da UNESCO e várias cidades que já têm o título de Cidade da Música, com destaque para Mannheim, Bolonha, Sevilha e Hamamatsu.
O objectivo desta rede de cidades é promover o desenvolvimento social, económico e cultural destas comunidades, tendo por base as indústrias criativas.
No mesmo dia, a UNESCO Creative Cities Network (UCCN) atribuiu à vila de Óbidos a categoria de «cidade da literatura».
A UCCN agrupa 69 cidades em diferentes áreas, da gastronomia ao artesanato, passando pela literatura, que têm como objectivo comum «colocar a criatividade e as indústrias culturais no centro dos seus planos de desenvolvimento a nível local e cooperar ativamente a nível internacional».


Álbum de Amália<br>com versões inéditas

O álbum de Amália Rodrigues «Someday», lançado dia 11, inclui um inédito e sete versões inéditas, num total de 17 faixas.
O CD contém o alinhamento do álbum «Amália na Broadway», editado em vinil em 1984, bem como um excerto inédito de «The man I love», de George Gershwin e Ira Gershwin, e versões inéditas de «Summertime», «Can't help loving that man» e «Long ago and far away», entre outros temas.


«Psiquiatria Reflectida»<br>de José Manuel Jara

«Psiquiatria Reflectida» é o título do novo livro de José Manuel Jara, que reúne editado um conjunto de ensaios escritos entre 2006 a 2015, onde se incluem inéditos e outros que tiveram uma circulação restrita.
Como refere o médico psiquiatra na introdução, a obra «tem por base uma abordagem concertada de três áreas»: a psiquiatria clínica e a psicopatologia; a história do saber psiquiátrico e da assistência psiquiátrica; e intervenções e reflexões sobre problemas das políticas de saúde mental, nas questões legais, institucionais, assistenciais e sociais.



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