Diversos indicadores colocam Cuba nos primeiros lugares do IDH
Associação de Amizade Portugal-Cuba
promoveu debate
Os direitos humanos <br>em Cuba

Cerca de três dezenas de pessoas estiveram, no Liceu Camões, em Lisboa, faz hoje uma semana, a debater os direitos humanos em Cuba.

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A iniciativa promovida pela Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC) decorreu ao final da tarde e início da noite do passado dia 10, na biblioteca da escola lisboeta, espaço que, como referiu o director do estabelecimento, João Jaime Pires, tem as portas abertas para o debate e o esclarecimento.

Na mesa da sessão, para além do professor e responsável pela Escola Secundária Camões, estiveram o presidente da AAPC, Augusto Fidalgo, que moderou o debate; a presidente da mesa da AG da Associação, Armanda Fonseca; o deputado do PCP António Filipe; o economista e ex-deputado do PCP ao Parlamento Europeu, Sérgio Ribeiro, e a embaixadora da República de Cuba em Portugal, Johana Tablada. Na assistência, destacava-se uma maioria de jovens que permaneceu durante a maior parte do tempo, o qual ultrapassou um período lectivo de 90 minutos.

Com atenção e interesse, os estudantes e os demais participantes ouviram a representante diplomática de Cuba lembrar que os direitos humanos em Cuba são pretexto para todo o tipo de acusações e deturpações desde o início da revolução, e que uma abordagem séria da matéria teria de considerar «não apenas o que existia, mas o que foi alcançado e o que se está a fazer». Para mais tendo em conta que o país e o povo «não tiveram um dia de paz» em resultado do bloqueio norte-americano que continua, defendeu.

Johana Tablada lembrou em seguida diversos indicadores que colocam Cuba nos primeiros lugares em matéria de direitos humanos, nomeadamente quando se trata do humano direito à alimentação, à saúde, à educação, à cultura, à liberdade de participação política e cívica, de informar e ser informado. Tudo porque, sublinhou ainda, «em Cuba o ser humano é mais importante que o dinheiro. E isso é cumprir os direitos humanos».

Armanda Fonseca, da AAPC, acrescentou elementos que comprovam que a realidade de Cuba e do seu povo é bem diferente do propagandeado em campanhas de intoxicação da opinião pública, antecedendo Sérgio Ribeiro que, por sua vez, recordou que Cuba se encontra em lugar destacado no Índice de Desenvolvimento Humano.

A terminar, António Filipe foi direito às acusações de que Cuba viola os direitos humanos, feitas pelos EUA, e devolveu a acusação: «Cuba não exporta guerras e armas, exporta médicos e professores; não apoia países criminosos e terroristas, como Israel e as monarquias do Golfo Pérsico; não mantém uma prisão em território ocupado (Guantánamo) e onde os direitos humanos são comprovadamente violados, nem realiza eleições em que participam, quando muito, 30 por cento dos cidadãos eleitores, como os EUA». Daí, concluiu, «quanto à legitimidade dos acusadores, estamos conversados».


AAPC repudia visita de Fariñas

Reagindo à presença no nosso país, a convite do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, nos dias 10 e 11 de Dezembro, de Guillermo Fariñas, a Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC) considerou que o convite «constituiu uma vergonhosa provocação ao Estado e ao povo de Cuba», à semelhança do que representou «a cínica atribuição do Prémio Sakarov [em 2010] a um cidadão cubano que protagoniza e apoia algumas das mais insidiosas manobras de difamação da realidade cubana».

A decisão do Gabinete do PE, acrescenta a AAPC em nota divulgada à imprensa, «usurpa aquelas que são as suas funções institucionais de representação» e contraria, «de forma explicita e despudorada, o conteúdo e sentido das negociações em curso com vista à normalização das relações entre a União Europeia e Cuba».

A Associação acusa ainda o Gabinete do PE de «promover publicamente um cidadão cubano que, sendo pago directamente por agências como a USAID, age contra o seu próprio povo estimulando de variadas formas processos e manobras de desestabilização e ingerência externa contra Cuba, defendendo abertamente o bloqueio económico contra Cuba, que acaba mais uma vez de ser rejeitado pela Assembleia Geral das Nações Unidas numa votação esmagadora, e opondo-se publicamente aos diálogos entre Cuba e os EUA».

No mesmo sentido, a AAPC «deplora o tratamento mediático dado à presença do Sr. Fariñas em Portugal, sendo este apresentado como um “defensor dos direitos humanos”, quando na realidade este cidadão cubano (que, note-se, viaja livremente pelo Mundo a soldo de estruturas ligadas ao governo dos EUA, à extrema direita norte-americana e, neste caso, de estruturas ligadas à União Europeia) foi condenado pela justiça cubana pela prática de ofensas físicas a seus concidadãos; tem ligações a grupos de criminosos de Miami responsáveis por várias tentativas de atentados terroristas contra Cuba».




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