Aconteu
2,2 milhões vivem<br>em privação material

Mais de 2,2 milhões de pessoas vivem actualmente em privação material em Portugal, indica o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento das Famílias do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados dia 18.
O estudo, cujos dados são relativos a 2014, conclui que a taxa de privação material no nosso País é de 21,6 por cento, situando a taxa de privação material severa nos 9,6 por cento.
O INE apurou que 51,3 por cento dos residentes vivem em agregados sem capacidade para pagar uma semana de férias por ano fora de casa e que 40,7 por cento vivem em agregados sem capacidade para pagar uma despesa inesperada no valor de 400 euros.
A parte da população em risco de pobreza ou exclusão social representa agora 26,7 por cento, subindo para 42 por cento entre os desempregados. O espectro da pobreza atinge ainda 11 por cento dos que têm emprego.
Em 2014, o limitar da pobreza correspondia a um rendimento líquido mensal de cerca de 422 euros.
O INE sublinha que, sem as transferências sociais, 47,8 por cento dos residentes estariam em risco de pobreza.


Desempregados sem subsídio

Dos 632,7 mil desempregados registados em Portugal, apenas 39 por cento (249,3 mil) auferiram prestações de desemprego em Novembro, segundo dados divulgados, dia 16, pela Segurança Social.
Excluídos destes apoios estão cerca de 383 mil pessoas, ou seja, 61 por cento do universo de inscritos sem emprego.
Estas prestações incluem o subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego inicial, subsídio social de desemprego subsequente e prolongamento do subsídio social de desemprego, cujo valor médio era, em Novembro, de 451,52 euros, ou seja abaixo do nível registado um ano antes (461,75 euros).


Cobrança de dívidas<br>afoga tribunais

A área cível (litígios entre privados) representa o grosso da actividade dos tribunais de primeira instância, de acordo com dados divulgados, dia 18, pela Direcção-Geral da Política de Justiça (DGPJ), referentes ao ano de 2013.
De um total de 1,5 milhões de processos pendentes, mais de 1,3 milhões correspondem à área cível e destes 53 por cento são relativos a acções executivas, ou seja, destinadas a obter de forma coerciva o pagamento de dívidas ou a entrega de bens.
A justiça penal contabilizava 77,2 mil processos, justiça tutelar, 53,3 mil, e a justiça laboral, 41,3 mil.
As acções cíveis são também as mais longas, demorando em média 37 meses, contra 13 meses na justiça laboral e dez meses na justiça penal.


250 anos de Bocage<br>em Coimbra

Os 250 anos do nascimento de Bocage foram assinalados, na segunda-feira, 21, em Coimbra, com uma conferência sobre o poeta que satirizou a sociedade do seu tempo, os poderosos e a hipocrisia dos costumes.
A iniciativa, organizada conjuntamente pela Pro Associação 8 de Maio e o Ateneu de Coimbra, incluiu a apresentação de um livro de Daniel Pires, presidente do Centro de Estudos Bocageanos, e a interpretação da canção da Revolução Francesa, «Ça Ira», pelos músicos Virgílio Caseiro e Rui Paulo.
Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage nasceu a 15 de Setembro de 1765, em Setúbal, e morreu a 21 de Dezembro de 1805, em Lisboa.


«A Claraboia» em cena<br>na Barraca

A peça «Claraboia», baseada no romance homónimo de José Saramago, foi estreada dia 10, pela companhia de teatro A Barraca, no Cinearte, em Lisboa, com encenação de Maria do Céu Guerra.
O espectáculo mostra o quotidiano de 17 personagens que habitam seis apartamentos do mesmo prédio, num bairro de gente remediada, na Lisboa dos anos 50.
A companhia, cuja existência esteve ameaçada na sequência dos brutais cortes dos subsídios à cultura, planeia agora fazer um ciclo de espectáculos dedicado ao Nobel português da literatura. A peça pode ser vista de quinta a sábado, às 21.30 horas, e sábado e domingo às 16 horas.


Mostra de curtas<br>no dia mais curto

De Abrantes a Viseu, não esquecendo Funchal e Ponta Delgada, 24 cidades portuguesas receberam esta semana sessões de curtas-metragens, nacionais e estrangeiras, para adultos e crianças.
O evento, organizado pela Agência da Curta Metragem, inspirou-se no solstício de Inverno que faz de 21 de Dezembro o dia mais curto do ano.
Na segunda-feira, 21, tiveram lugar sessões em Lisboa, na Cinemateca Portuguesa, enquanto no Porto foram exibidas curtas-metragens durante todo o dia nas estações e carruagens do metropolitano.
Também em Vila do Conde, cidade que recebe anualmente o festival Curtas, o Teatro Municipal foi o local para uma sessão especial que incluiu a projecção de duas películas com a presença dos realizadores.



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