Acções
de protesto
em defesa
da Escola Pública
Estudantes exigem mais financiamento
Intensificar a luta

No dia 16, 7500 assinaturas foram entregues no Ministério da Educação, em Lisboa, em defesa da Escola Pública, gratuita e de qualidade para todos.

O abaixo-assinado, lançado pela Associação de Estudantes (AE) da Escola Secundária de Santa Maria de Sintra, foi dinamizado em mais de 80 escolas do País. Nele exige-se mais financiamento para a Educação, com a gratuitidade dos manuais escolares, reposição do passe escolar, actualização dos apoios da Acção Social Escolar (ASE), reparação e finalização das escolas intervencionadas pela Parque Escolar e colocação de mais professores e funcionários. As subscrições começaram a ser recolhidas no início do ano lectivo.

Em Almada, mais de 200 estudantes da Escola Secundária do Monte da Caparica concentraram-se à porta da instituição, defendendo o reinício das obras paradas há já vários anos, situação que os obriga a ter aulas em contentores.

Na Escola Secundária de Palmela desenvolveu-se um «apitão» para reclamar um pavilhão de educação física. Iniciativa idêntica teve lugar na Escola Secundária Ginestal Machado, em Santarém, por aquecimento nas salas de aula e redução do número de alunos por turma.

No Porto, na Escola Secundária Rodrigues de Freitas, os estudantes estiveram em luta por mais funcionários, professores e condições materiais. Na Escola Secundária António Sérgio, em Vila Nova de Gaia, não foi diferente, apesar da tentativa de proibição da concentração.

Entretanto, as AE de Santa Maria, Campo Maior, Sebastião da Gama e Silves lançaram uma campanha de esclarecimento sobre os problemas que mais afectam os estudantes nas escolas, de forma a prosseguir e intensificar a luta já em Janeiro.

Em nota de imprensa, a Coordenadora Nacional do Ensino Secundário da JCP apela a todos os estudantes «que não baixem os braços, que se unam e continuem a luta nas escolas e nas ruas para a concretização da escola a que temos direito, porque a Escola Pública, gratuita, democrática e de qualidade é uma conquista de Abril».

Acção na FCUP

Um abaixo-assinado com centenas de assinaturas foi entregue, no dia 18, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). No documento – dirigido ao director da FCUP, ao reitor da Universidade do Porto e ao Governo – os estudantes manifestam o seu protesto contra as actuais condições da cantina, consequência directa da falta de investimento no Ensino Superior Público, mais concretamente nos serviços de Acção Social Escolar. Neste sentido, exige-se a diminuição do preço do prato social, aumento da qualidade, melhoria das infra-estruturas e mais funcionários.




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