Breves
PORTO
Solidariedade comunista

No dia 17 de Dezembro, uma delegação do PCP esteve junto dos trabalhadores da Soares da Costa, que se concentraram para exigir o pagamento dos salários em atraso e do subsídio de Natal. Esta foi, também, a primeira acção pública dos trabalhadores após ter sido tornada pública a intenção da empresa de despedir meio milhar de trabalhadores. A delegação do PCP que manifestou a sua solidariedade a estes trabalhadores era composta pelos membros da Direcção da Organização Regional do Porto Diana Couto e Gonçalo Oliveira, este último igualmente membro do Comité Central.

Já no dia 13, a deputada Diana Ferreira e os membros da DORP e do CC Gonçalo Oliveira e Ilda Figueiredo estiveram na unidade de Leça do Balio da Unicer afirmando o apoio dos comunistas à luta dos trabalhadores da empresa contra o encerramento da fábrica de Santarém e os despedimentos já anunciados e em defesa dos postos de trabalho e dos direitos.

Nos seus Estatutos, o PCP assume-se como «Partido político e vanguarda da classe operária e de todos os trabalhadores». No dia-a-dia, cumpre esse papel sendo presença constante nos combates que diariamente se travam nas empresas contra a exploração e pelo direito ao trabalho com direitos e salários dignos – apelando, organizando e dando sentido à luta de classes. Nas instituições, assume-se como porta-voz dos trabalhadores e das camadas não monopolistas do povo.


VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO
Travar as privatizações

A Comissão Concelhia de Vila Real de Santo António do PCP editou, este mês, um número do seu boletim no qual acusa a maioria PSD no município de pretender privatizar património e serviços municipais. O PCP baseia-se nas decisões assumidas no dia 17, na sessão extraordinária da Câmara Municipal, realizada no dia 17 à porta fechada: à votação do orçamento e da revisão do Plano Director Municipal, somou-se a venda de terrenos e a privatização da gestão e exploração das águas e esgotos, da recolha de resíduos, limpeza urbana, praias e ribeiras e do complexo desportivo, para além da concessão por meio século de equipamento hoteleiro a instalar dentro do complexo. O vereador eleito pela CDU votou contra todas estas opções.

Para o PCP, o que se impõe não é a «venda ao desbarato» do património municipal e a sua entrega aos grupos económicos. Pelo contrário, o que «faz todo o sentido é que a gestão dos serviços públicos da competência da Câmara Municipal continue a ser feita por administração directa, com o envolvimento dos eleitos, a participação dos trabalhadores e das populações». Esta é, garante o Partido, a «única forma de garantir que o produto da economia local não vá parar ao desperdício ou ao aumento dos lucros do sistema financeiro».

O PCP critica ainda a gestão financeira da maioria PSD, que empurrou o município para uma situação delicada: dívidas de 33 milhões à banca, de 25 milhões a fornecedores e de 48 milhões à SGU e o recurso ao PAEL, com contrapartidas prejudiciais para as populações.