Os trabalhadores e o povo não podem pagar os desmandos da banca
Edgar Silva recebe grande incentivo
no distrito do Porto
O País precisa de justiça social

«Nenhuma outra candidatura conseguiria juntar tanta gente em plena quadra natalícia», destacou Edgar Silva, dia 26, a propósito da forte mobilização para o jantar com apoiantes em Parada de Todeia (Paredes). Foi a última iniciativa de um dia passado no distrito do Porto em contacto com populações e instituições, em que o candidato apoiado pelo PCP lançou fortes críticas à solução encontrada para o Banif e sublinhou a necessidade de se romper com as políticas do passado.

A emblemática freguesia piscatória da Afurada (Vila Nova de Gaia) recebeu com simpatia e incentivo o candidato comunista, que, ao início da tarde, percorreu as ruas do centro acompanhado por dezenas de apoiantes. As limitações impostas à pesca da sardinha foram referenciadas pelos pescadores com que Edgar Silva se cruzou, homens que viram as suas condições de vida agravadas, num concelho onde o desemprego atinge níveis brutais.
Ainda em Vila Nova de Gaia, o concelho mais populoso do distrito do Porto e um dos concelhos onde os problemas sociais são mais evidentes, o candidato a Presidente da República visitou o Centro de Acolhimento da Serra do Pilar, uma Instituição Particular de Solidariedade Social que intervém junto da população idosa, com centro de acolhimento e apoio domiciliário.
Numa reunião com responsáveis, em que o candidato aprofundou o conhecimento da realidade local, sobressaiu a falta de resposta às necessidades desta camada da população, situação que assume maior relevo com a degradação da situação social.

Desenvolvimento e justiça social

Em São Pedro da Cova, freguesia comunista no concelho de Gondomar, o presidente da União de Freguesias de Fânzeres/São Pedro da Cova, Daniel Vieira, sublinhou que esta é uma terra de luta, de homens e mulheres que ao longo dos anos sempre lutaram pelos seus direitos, pelos seus sonhos e aspirações. Numa sala cheia de apoiantes, destacou a identificação da candidatura de Edgar Silva com as tradições de luta pelos direitos e pela liberdade que marca a história deste povo.
Por seu lado, o candidato presidencial criticou a situação em que se encontram as funções sociais do Estado, em virtude de anos e anos de cortes na Saúde, na Educação e na Segurança Social. Quanto à decisão sobre o Banif, considerou que se trata de uma medida coincidente com as políticas do passado, relevando a necessidade de romper com esse caminho e de assegurar uma política que garanta o desenvolvimento e a justiça social. Edgar Silva afirmou ser inaceitável que, como consequência de opções políticas, milhares de milhões de euros sejam canalizados para os grandes grupos económicos enquanto se corta de forma cega e criminosa nos cuidados de Saúde.

Entusiasmo e confiança

O salão do Futebol Clube de Parada de Todeia, no concelho de Paredes, foi pequeno para acolher as mais de 200 pessoas que fizeram questão de afirmar o seu apoio à candidatura de Edgar Silva à Presidência da República. Entre os presentes contava-se Jaime Toga, membro da Comissão Política do Comité Central e responsável pela Organização Regional do Porto do PCP, e os mandatários da candidatura nos oito concelhos da Organização Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP.
Na sua intervenção, Álvaro Pinto, mandatário no concelho de Paredes, afirmou que esta é «uma candidatura necessária e indispensável, de um comunista, um homem com um percurso de vida dedicado à luta pela defesa dos mais desprotegidos, dos mais necessitados. Uma candidatura que não é substituível por nenhuma outra, que faz falta aos trabalhadores, ao povo e ao País».
Numa iniciativa marcada pelo entusiasmo e a confiança, Edgar Silva destacou o empenho e o trabalho militante daqueles que, com grande dedicação e militância, organizaram o jantar no dia seguinte ao Natal. «Nenhuma outra candidatura conseguiria juntar tanta gente em plena quadra natalícia», salientou no início da sua intervenção.

 

Defender os trabalhadores e o povo

Das intervenções proferidas por Edgar Silva em São Pedro da Cova e em Parada de Todeia, destacam-se algumas ideias fundamentais. Entre elas:
O Banif é um exemplo da importância de se ter um Presidente da República identificado com a Constituição e os valores de Abril. Nunca um presidente identificado com estes valores estaria de acordo com uma solução que satisfaz os interesses dos agiotas em detrimento dos do povo e do País.
Marcelo Rebelo de Sousa, que é o candidato do PSD e do CDS, o candidato ao serviço dos grandes grupos económicos, aplaudiu a solução encontrada para o Banif. Outras candidaturas, de resto, também aceitaram como boa a decisão promovida pelo Governo do PS, evidenciando bem a diferença existente entre a candidatura apoiada pelo PCP e as restantes.
Não podemos mais aceitar a canalização de dinheiro para os grandes grupos económicos, para que depois se diga que não há dinheiro para a Saúde e a Educação, para as reformas e salários.
A Constituição não obriga a defender os bancos que estão na bancarrota; obriga, sim, que a todos seja garantido o direito à Educação, à Saúde e à protecção social. Se há um crime, há criminosos.
Noutros países, os responsáveis por crimes económicos são indiciados, mas em Portugal são premiados. E já lá vão quatro bancos. Não podemos esperar que venha o próximo e que os trabalhadores e o povo continuem a pagar os desmandos da banca.
Esta é a única candidatura que defende que o Estado deve assumir o controlo público do sector financeiro, como salvaguarda do interesse nacional, da nossa soberania.
O que está em causa a 24 de Janeiro é a defesa da esperança, não permitir o regresso ao cenário anterior às eleições de 4 de Outubro. Não podemos deixar que a direita, o PSD e o CDS, através do seu candidato – Marcelo Rebelo de Sousa – faça um ajuste de contas e impeça que se caminhe para um tempo novo.
Apesar das sondagens, tudo está em aberto. Em democracia os resultados constroem-se, conquistam-se pelo esclarecimento e pela mobilização dos trabalhadores e do povo.
É isso que esta candidatura tem feito diariamente, contactando os trabalhadores, a juventude, os reformados, as mulheres, os micro empresários e todos os que, tendo sido vítimas das políticas dos últimos anos, aspiram a uma vida melhor. Até às eleições, tudo é possível.

 



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