Portugal não deve estar submetido aos interesses dos especuladores
Confiança em Leiria e em Beja
Candidatura aberta a todos <br/>os democratas

Na segunda-feira, 28, Edgar Silva regressou ao distrito de Leiria, tendo visitado os concelhos de Caldas da Rainha, Bombarral e Alcobaça. No dia anterior, participou num almoço em Aljustrel e num encontro em Castro Verde, no distrito de Beja.

Edgar Silva, candidato às Presidência da República deslocou-se, na segunda-feira à tarde, à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caldas da Rainha, à porta de cujas instalações era aguardado por um grupo de apoiantes da candidatura e alguns dirigentes da associação. 
No auditório, o candidato reuniu-se com o presidente e vice-presidente da associação, e com o comandante da corporação, tendo exaltado o papel dos Bombeiros Voluntários pelo «serviço determinante que prestam às populações» e pelo seu «inestimável impacto social». Em simultâneo, denunciou o facto de a protecção das vidas, a prestação de socorro e cuidados de saúde passarem para segundo plano, quando cerca de 4 mil milhões de euros são postos ao serviço dos interesses do grande capital.
Para uma candidatura que privilegia o contacto com as populações, o encontro serviu para aprofundar o conhecimento da realidade nacional, tendo sido abordadas questões relacionadas com os apoios, equipamentos, valências e investimentos da instituição. O encontro culminou com uma visita às instalações e com o candidato a reafirmar o compromisso de, «em todos os espaços, intervir no sentido de salvaguardar o interesse público, consagrado na Constituição da República Portuguesa» (CRP), acrescentando que «já chega de agir contra o povo, à revelia da CRP».

Valores de Abril

No Bombarral, Edgar Silva foi recebido com entusiasmo por cerca de uma centena de apoiantes, reunidos no Sport Clube Bombarralense. Ao Cozido à Portuguesa seguiu-se o momento de intervenção política, com o candidato a afirmar que esta é «uma candidatura assente nos valores de Abril, assente na CRP – ela é a nossa base programática». Esta é «uma candidatura ao lado do povo e dos trabalhadores do nosso País», disse, antes de rematar: «Esta é a candidatura apoiada pelo Partido Comunista Português, mas aberta a todos os democratas, homens e mulheres com sede de justiça».

A Constituição e o papel do PR

Edgar Silva foi recebido no auditório do Cine-Teatro de Alcobaça ao som da dupla Carlos Vicente e Tozé Oliveira. Ali, teve lugar um debate sobre a CRP e o papel do Presidente da República (PR), que se prolongou pela noite dentro e no decorrer do qual o candidato destacou que «o PR deve assumir-se como o mais fiel opositor a qualquer medida que ponha em causa os interesses do povo e os valores da CRP».
Para além de responder ao conjunto de questões levantadas pela plateia, Edgar Silva partilhou com os presentes algumas das experiências dos últimos dois meses no terreno, aquilo que definiu como «uma reflexão conjunta». Neste contexto, afirmou: «temos percorrido o País de lés a lés e não nos cruzámos com vivalma», numa referência clara às restantes candidaturas à Presidência da República. E prosseguiu tecendo críticas ao candidato da direita: «Marcelo Rebelo de Sousa parece querer desvincular-se do facto de ser o candidato da direita, como se não tivesse sido presidente do PSD, deputado e autarca daquele partido. Tenta fazer crer aos portugueses que é o mais crítico dos críticos a Cavaco Silva, quando, na verdade, sempre foi o seu fiel escudeiro», disse.
Houve ainda espaço para uma breve caracterização das restantes candidaturas e para levar o público atento ao mais caloroso aplauso, quando afirmou: «a minha candidatura é despudoradamente patriótica e de esquerda».


Banif: um crime contra Portugal

A questão do Banif centrou as acções de campanha de Edgar Silva, este domingo, 27, no distrito de Beja. «Estamos perante um crime económico que está a lesar o Estado português, e que está a lesar as mulheres e os homens de Portugal que vivem da força do seu trabalho. Trata-se de um crime económico que tem responsáveis», afirmou o candidato apoiado pelo PCP, que acrescentou que «só através de um controlo público da banca e das regras de funcionamento se consegue garantir que, em primeiro lugar, os interesses económicos sirvam o interesse nacional».

Em Aljustrel, perante cerca de 200 pessoas, num almoço que teve lugar no salão dos Bombeiros, o candidato comentou as decisões do actual Governo sobre a questão do Banif, referindo que a sua candidatura à Presidência da República, «vinculada aos valores de Abril, vinculada à CRP, foi a única a demarcar-se destas políticas». «Nós, na defesa do povo e dos trabalhadores de Portugal, dissemos claramente: estamos perante um crime económico. Um crime contra Portugal. Um crime que atenta contra os interesses soberanos da independência e contra os direitos do povo e dos trabalhadores, um crime que atenta contra o superior interesse nacional, contra o interesse público e contra o bem público».

Em Castro Verde, no Café Sétima Arte, onde decorreu um encontro mais informal com apoiantes da candidatura, Edgar Silva referiu que «em relação a este desregrado funcionamento da banca, a CRP é clara: é o poder político que controla o poder económico e não o contrário. Portugal não tem de estar ao sabor dos agiotas, Portugal não tem de estar nas mãos dos especuladores ao serviço dos interesses dos grandes banqueiros, enquanto lhes serve a ganância. Portugal tem de ser um País independente e soberano, e não subjugado aos grandes especuladores».




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