Aconteu
SMN nos 530 euros

O salário mínimo nacional (SMN) é desde o dia 1 de Janeiro de 530 euros, com a publicação em Diário da República de um decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros a 23 de Dezembro e promulgado pelo Presidente da República a 29.
O diploma «actualiza o valor da retribuição mínima mensal garantida» - era até agora de 505 euros -, abrangendo um universo estimado de 650 mil trabalhadores.
Esta medida constava do programa do Governo do PS e integra uma proposta de aumento faseado do SMN para a legislatura, tendo como meta os 600 euros em 2019, depois de passar pelos 557 euros, em 2017, e pelos 580 euros, em 2018.
A proposta pela qual o PCP se bateu, e continua a bater recorde-se, era de um aumento do SMN de 600 euros já no início de 2016.


Brasil aplica acordo ortográfico

O Acordo Ortográfico começou a ser aplicado desde o início do ano no Brasil, elevando para 215 milhões os falantes de Português a usar a nova grafia.
Desses 215 milhões de pessoas, só ao Brasil cabe uma fatia de mais de 204,4 milhões, seguindo-se aproximadamente os 10,3 milhões de portugueses, e os 512 mil cabo-verdianos.
São contudo diferentes os estágios em que se encontra a aplicação da norma nos vários países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que a ela aderiram.
O Acordo tem o processo de implementação concluído em Portugal (onde entrou em vigor a 13 de Maio de 2015, apesar da oposição de personalidades e sectores da sociedade), bem como no Brasil e em S. Tomé e Príncipe.
Em Cabo Verde, depois de tornada obrigatória desde o dia 1 de Outubro de 2015, a nova grafia está em fase de aplicação através de acções de esclarecimento. Já em Angola o Acordo Ortográfico não foi autorizado a nenhum nível governamental, enquanto em Moçambique aguarda ratificação pelo parlamento. Na Guiné-Bissau a aplicação do Acordo não assume um carácter prioritário e em Timor-Leste, mais do que à sua aplicação, é dada primazia à difusão e ao uso da língua portuguesa.


Janeiras em Évora

Treze grupos corais do concelho de Évora cantaram as Janeiras, ontem, Dia de Reis, em 28 locais do centro histórico e de bairros das freguesias urbanas daquela cidade alentejana.
A iniciativa foi promovida pela Câmara de Évora e pelas uniões de freguesias de Évora (Centro Histórico), Bacelo e Senhora da Saúde, Malagueira e Horta das Figueiras.
Os grupos convergiram no final para a Praça do Sertório, no centro da cidade e em frente aos Paços do Concelho, onde a animação deu lugar também ao convívio e à partilha de petiscos.
Participaram no evento o Grupo Vozes do Imaginário, Grupo de Cante do Centro de Dia da Câmara de Évora, Coral Évora, Grupo Coral da Casa do Povo de Canaviais, Grupo Coral de S. Brás do Regedouro, Coro da Universidade de Évora, Cantadeiras da ARPIFSS, Cantares de Évora, Grupo de Cantares Regionais Vozes do Alentejo, Grupo Pastores do Alentejo, Os Amigos da Malagueira, Grupo Coral da ARPIFHF e Coro Polifónico Eborae Mvsica.


Morre Natalie Cole

A cantora soul norte-americana Natalie Cole, filha do músico de jazz Nat 'King' Cole, morreu na noite de 31 de Dezembro de insuficiência cardíaca, aos 65 anos, num hospital de Los Angeles.
O maior sucesso da cantora, que ganhou nove galardões Grammy (os prémios da indústria musical mais aclamados), chama-se «Unforgettable» e foi gravado, em 1991, para o álbum «Unforgettable… With Love», mantendo-se a canção com maior reconhecimento internacional da sua carreira musical.
Trata-se de um dueto com o seu pai, o lendário cantor e pianista de jazz Nat 'King' Cole, construído em estúdio a partir de gravações antigas do músico e compositor falecido em 1965.


Alta taxa de emigração

São mais de cinco milhões as pessoas de origem portuguesa espalhadas pelos cinco continentes, o que coloca Portugal como o país com a taxa de população emigrada mais elevada da União Europeia e o sexto em número de emigrantes, revela estudo «Três Décadas de Portugal Europeu: Balanço e perspectivas», coordenado pelo economista Augusto Mateus para a Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Desde 1986, as vagas de portugueses em busca de uma vida melhor terá somado mais de dois milhões de pessoas, que adoptaram como destino as Américas (Brasil, Venezuela, EUA e Canadá), a Europa (França, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Espanha e Reino Unido) ou as ex-colónias (Angola e Moçambique).
Vivem hoje no País mais meio milhão de pessoas do que à data de adesão à CEE, há 30 anos, mas após registar um máximo populacional de 10,6 milhões em 2008/2010, a população regrediu uma década encontrando-se agora abaixo dos 10,5 milhões.
As projecções europeias apontam para um cenário em que Portugal terá menos de dez milhões de habitantes até 2030 e menos de nove milhões até 2050.



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