11 de Fevereiro de 1990<br>– Libertação de Nelson Mandela

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A libertação do líder histórico do Congresso Nacional Africano (ANC) põe fim a 28 anos de cativeiro nos cárceres do apartheid: os primeiros 18 na tenebrosa prisão de Robben Island, como o preso 466/44, onde os trabalhos forçados lhe degradaram a saúde; a partir de 1982 no presídio de alta segurança de Pollsmoor; e últimos anos, após recuperar de uma tuberculose, numa prisão perto da cidade do Cabo. Em 1985, o então presidente Pieter W. Botha propõe-lhe a liberdade caso renuncie à luta contra o apartheid. Mandela recusa. Em 1987, a Assembleia-geral da ONU aprova uma resolução exigindo a libertação incondicional de Nelson Mandela; votam contra apenas os EUA, de Ronald Regan, o Reino Unido, de Margaret Thatcher, e Portugal, de Cavaco Silva (a pretexto de recusar a luta armada). Obreiro da Aliança Tripartida (ANC, Partido Comunista Sul-Africano e COSATO) juntamente com Walter Sisulu e Oliver Tambo, Mandela viria a tornar-se, em 1994, com as primeiras eleições democráticas e multiraciais da África do Sul, no primeiro presidente negro sul-africano.



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