Aconteu
Estado destruiu 70 mil empregos

O Estado perdeu mais de 69 mil funcionários públicos entre Dezembro de 2011 e o mesmo mês de 2015.

De acordo com a Síntese Estatística do Emprego Público, divulgada, dia 16, pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público, no final do ano passado, as administrações públicas contavam como 658 565 postos de trabalho, o que representa uma diminuição de 9,5 por cento face a 31 de Dezembro de 2011.

Neste período, só a administração central perdeu 49 500 empregos, ou seja, nove por cento do total.

O emprego no sector das administrações públicas, no final de 2015, representava cerca de 14,4 por cento da população empregada e 12,7 por cento da população activa.

Em cada dez funcionários públicos, seis são mulheres. A remuneração média mensal dos trabalhadores a tempo completo situava-se em 1400 euros.

 


Press Photo premeia Mário Cruz

O fotojornalista Mário Cruz venceu o primeiro prémio na categoria «Contemporary Issues, da 59.ª edição do World Press Photo.

O galardão, atribuído dia 18, incide sobre uma reportagem sobre tráfico e exploração de trabalho infantil no Senegal, publicada na Newsweek.

Nascido em Lisboa, em 1987, Mário Cruz é fotojornalista da agência Lusa desde 2008.

O júri do prestigiado concurso entregou o Grande Prémio ao australiano Warren Richardson, pelo seu trabalho sobre refugiados na fronteira entre a Sérvia e a Hungria.


EUA libertam ex-pantera negra

Albert Woodfox, antigo activista do grupo Panteras Negras foi libertado, dia 20, depois de 43 anos de prisão e de décadas de batalhas legais para provar a sua inocência.

Woodfox é considerado o preso que detém o recorde em prisão solitária, tendo permanecido 30 anos nesse regime.

Em Junho do ano passado, o juiz federal James Brady havia ordenado a sua libertação, mas o Estado da Louisiana recorreu da decisão.

Woodfox, agora com 69 anos, foi condenado em 1972 pelo assassínio de um guarda prisional, crime que sempre negou e que a Justiça nunca provou.

 


Urso de Ouro distingue filme português

O Festival de Cinema de Berlim atribuiu, dia 20, o urso de ouro, na secção de curtas-metragens, ao filme de Leonor Teles «Balada de um Batráquio».

A película aborda a prática do uso de sapos de cerâmica, por proprietários de estabelecimentos comerciais, para afastarem membros da comunidade cigana, que têm várias superstições ligadas ao animal.

Leonor Teles, que tem raízes ciganas por parte do pai, diz que o filme «não apresenta só uma problemática, mas tenta, de certa forma, combatê-la».

«Os ciganos estão à margem da sociedade e provavelmente lá vão continuar. Acho que falar um pouco sobre eles pode ajudar», referiu a realizadora, que se mostrou surpreendida com a conquista do prémio.

 


Morreu Umberto Eco

O escritor e filósofo italiano Umberto Eco morreu, dia 20, aos 84 anos. Nascido em Alexandria, a 5 de Janeiro de 1932, Eco deixou uma importante obra em vários domínios, mas foi no romance que se se celebrizou, nomeadamente com «O Nome da Rosa» (1980) e «O Pêndulo de Foucault» (1988).

O seu último livro, intitulado «Número Zero», é uma crítica ao mau jornalismo, às mentiras e à manipulação da história.

Iniciou a sua vida académica em 1954, ano em que se doutorou em Filosofia. Ao longo da sua carreira ensinou nas universidades de Turim, Milão e Bolonha, tendo ainda passado por Yale, Columbia e Harvard nos Estados Unidos e outras universidades em França e no Canadá. Foi fundador da Associação Nacional de Semiótica e uma voz interventiva na vida política e cultural de Itália, com grande prestígio internacional.


Metalúrgicos de Aveiro – 78 anos de história

«Sindicato dos Metalúrgicos de Aveiro – da Fundação à Actualidade» é o título do livro da autoria de Joaquim Almeida, que foi apresentado, dia 18, no concelho da Feira.

Na sessão, realizada na sede do sindicato, coube a Manuela Antunes Silva apresentar a obra, que qualificou de «documento histórico da mais elevada importância».

O trabalho relata a história da fundação do sindicato em 1938, em pleno fascismo, debruça-se sobre o período entre o 25 de Abril de 1974 e em finais de 1977 e, numa terceira parte, analisa a evolução do sindicato ao longo de quase oito décadas.



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