Aconteu
Desigualdades penalizam mulheres

A luta pela igualdade de género no mundo do trabalho não alcançou resultados significativos nos últimos anos, segundo afirma um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O estudo, divulgado dia 7, reuniu e comparou dados de 178 países, concluindo que as diferenças entre mulheres e homens persistem em grande parte do mercado global de trabalho.

Assinalando progressos ao nível da educação, a OIT salienta que as mulheres continuam a trabalhar mais horas por dia do que os homens, seja no trabalho assalariado ou não assalariado, e têm pelo menos duas vezes e meia mais trabalho doméstico não remunerado do que os homens.

Em termos salariais, o relatório confirma as estimativas anteriores de que as mulheres ganham em média 77 por cento do salário dos homens.

 


Violência doméstica aumenta em Portugal

As participações em Portugal de casos de violência doméstica aumentaram 50 por cento, entre 2013 e 2015, segundo revelou a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, num colóquio sobre o tema, realizado, dia 7, no Porto.

A magistrada classificou de «avassaladores» os números das participações de violência doméstica, mas admitiu que o seu aumento se explica porque «há mais consciência cívica», e porque «há mais confiança nas respostas dos que participam».

A Comarca do Porto foi a que registou mais participações de violência doméstica no ano de 2015. Nesta lista seguem-se a comarcas de Lisboa, de Lisboa Este, de Braga, de Lisboa Norte e de Aveiro.

 


EDP lucra 900 milhões

A EDP fechou 2015 com lucros atribuíveis aos accionistas de 913 milhões de euros, propondo-se pagar um dividendo de 0,185 euros por acção.

Este valor fica um pouco abaixo do registado em 2014, ano em que a eléctrica distribuiu 1040 milhões de euros em lucros.

Todavia, os resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) aumentaram oito por cento face ao exercício anterior, atingindo os 3924 milhões de euros, segundo os dados divulgados dia 3.

No ano passado, o investimento global do grupo foi de 1700 milhões de euros, dos quais 700 milhões em Portugal. A EDP terminou 2015 com uma dívida líquida de 17 400 milhões de euros.

 


Teatro percorre o Alentejo

O 3.º Festival Internacional de Teatro do Alentejo (FITA) arrancou, dia 2, com a peça «No Limite da Dor», da companhia Lendias d'Encantar, construída na base de testemunhos reais de antigos presos políticos que foram torturados em Portugal durante o fascismo.

Para além desta peça, apresentada no Teatro Municipal Pax Julia, em Beja, o programa do festival prossegue até dia 16, levando espectáculos de teatro a Elvas, Santiago do Cacém e Vila Nova de Santo André.

Um dos objectivos do FITA é «crescer no território alentejano», declarou à Lusa António Revez, director artístico do festival.

Apesar das parcerias com autarquias e entidades culturais locais, a edição deste ano foi reduzida a duas semanas e à participação de 14 companhias, devido a «constrangimentos financeiros e logísticos».

Sete companhias são portuguesas e sete estrangeiras, estas oriundas do Brasil, Chile, Cuba, Espanha, México e República Dominicana. Ao todo, a programação inclui 24 espectáculos para o público em geral e também para os mais novos.

 


Comité Olímpico<br>distingue Odete Graça

Odete Graça foi homenageada com o «Prémio Carreira», anteontem, dia 8, pelo Comité Olímpico de Portugal pelo seu percurso pioneiro no desporto.

Professora de Educação Física do Ensino Básico durante 40 anos, praticante de diversas modalidades desportivas, foi campeã distrital de Badmínton, recordista nacional de 1 500 metros em 1969, recordista nacional de Pista Coberta, recordista nacional de 3 000 metros em 1972 e campeã nacional de Andebol.

Vice-presidente da Confederação do Desporto de Portugal entre 2000 e 2004, foi presidente da Associação «A Mulher e o Desporto», entre 1996 e 2003.

Eleita em vários órgãos do poder local desde 1986 pela CDU, é presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra desde 2005 e membro da Comissão Concelhia de Sesimbra do PCP.


JL fez 35 anos

O quinzenário Jornal de Letras, Artes e Ideias celebrou, dia 3, o seu 35.º aniversário. Em declarações à Lusa, José Carlos Vasconcelos, fundador e director da publicação, salientou o papel do jornal «na constituição da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP)», e ainda no «“boom” da literatura portuguesa na década de 1980».

Com uma tiragem de dez mil exemplares, o jornal acompanha a presença cultural portuguesa no mundo com um encarte quinzenal, mantido através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, e publica mensalmente o JL/Educação, mediante um protocolo com o Ministério da Educação.



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