Aconteu
Túnel do Marão abre<br>após 7 anos de obras

Sete anos após o lançamento da obra, a autoestrada do Marão abriu finalmente, dia 8, concluindo a ligação entre o Porto e a fronteira em Bragança. O troço em falta, que agora liga Amarante a Vila Real, tem uma extensão de 30 quilómetros e inclui 12 viadutos e um túnel rodoviário de 5,6 quilómetros, que é o maior da Península Ibérica.
A infra-estrutura, cuja construção foi interrompida várias vezes, teve um custo de 398 milhões de euros, dos quais 89 milhões provenientes de fundos comunitários.


Justiça condena<br>assédio laboral

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) condenou a ex-Portugal Telecom a pagar cerca de 60 mil euros a um trabalhador por lhe «proporcionar um ambiente de trabalho vexatório e perturbador».
Num acórdão de 44 páginas, divulgado dia 5, o STJ refere que aquela indemnização se refere a danos não patrimoniais «em consequência do assédio moral de que o trabalhador foi vítima por parte da empresa de telecomunicações».
O processo judicial foi desencadeado pelo trabalhador em Janeiro de 2013 por considerar que «desde 2007 a empresa assumiu, para consigo, um comportamento que se traduz numa situação de assédio moral, ou “mobbing”, mantendo-o sem lhe atribuir qualquer tarefa e obstando injustificadamente à prestação efectiva de trabalho».
O tribunal condenou ainda a empresa a atribuir ao trabalhador «funções adequadas às habilitações profissionais próprias de um quadro superior».


Furto por necessidade<br>absolvido em Itália

O Supremo Tribunal de Itália absolveu, dia 2, um mendigo condenado a seis meses de prisão e cem euros de multa pelo furto de uma lata de salsichas e queijo num supermercado genovês, no valor de 4,07 euros.
A sentença aplicada pelo Tribunal da Relação de Génova a Roman Ostriakov foi anulada na sequência do recurso do procurador que requereu a redução da pena, alegando a não concretização do delito dado o arguido ter sido detido ainda dentro do estabelecimento.
Porém a instância superior foi mais longe determinando que «o facto não constitui delito» porque «não é punível quem, impulsionado pela necessidade, rouba pequenas quantidades de alimentos para enfrentar a exigência imprescindível de se alimentar».
O presidente da associação de consumidores Codacons, Carlo Rienzi, congratulou-se pela sentença e alertou que nos últimos anos «aumentou consideravelmente o número de cidadãos» que se vêem obrigados a roubar para chegar ao fim do mês.


Concerto assinala<br>libertação de Palmira

Um concerto no teatro romano da cidade de Palmira assinalou, dia 5, a vitória do exército sírio, com o apoio da Rússia, sobre as hordas terroristas que ocuparam e destruíram parte do local histórico.
A libertação foi comemorada com a actuação da orquestra do Teatro Mariinski, de São Petersburgo, dirigida pelo maestro russo Valéri Gueórgiév.
Palmira, Património da Humanidade da UNESCO, foi reconquistada aos jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico no final de Março. A operação contou com o apoio do exército russo, que efectuou cerca de 500 ataques aéreos na região.


Júlio Pomar recebe<br>medalha de honra

Júlio Pomar recebeu a Medalha Municipal de Honra, atribuída Câmara Municipal de Lisboa, para assinalar os 70 anos de carreira e a vasta obra do artista plástico.
A distinção foi entregue, dia 5, no Atelier-Museu do pintor onde foi inaugurada na mesma ocasião a exposição «Artes Decorativas, apenas? Júlio Pomar e a Integração das Artes», que estará patente até dia 4 de Setembro.


Faleceu Paulo Varela Gomes

O escritor e historiador da arquitectura Paulo Varela Gomes faleceu, dia 30 de Abril, aos 63 anos, vítima de um cancro diagnosticado há quatro anos.
Nascido em 1952, passou os últimos anos na aldeia Podentes, concelho de Penela, depois de se ter aposentado da Universidade de Coimbra, onde era investigador no CES – Centro de Estudos Sociais.
Publicou os romances «O Verão de 2012», «Hotel» (Prémio PEN Narrativa 2015) e «Era Uma Vez em Goa», e o volume de crónicas «Ouro e Cinza».
Protagonizou duas séries documentais para a RTP, «O Mundo de Cá», sobre a chegada dos portugueses à Índia e a Ceilão, e «Malta Portuguesa», sobre as relações entre Portugal e Malta.
Era filho do coronel Varela Gomes, que esteve ligado ao golpe de Beja, em 1961, e mais tarde ao processo revolucionário do 25 de Abril.



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