Aconteu
Rendimentos recuam 10 anos

O rendimento médio das famílias recuou, em 2014, para níveis registados dez anos antes.

Em 2004, o rendimento médio por famílias rondava os 17 mil euros anuais, valor que passados dez anos voltou a ser registado pelas estatísticas oficiais.

Os resultados definitivos do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística, divulgados dia 13, mostram que até 2009 se verificou um crescimento contínuo deste rendimento, tendo evoluído 10,2 por cento no período.

A partir daquele ano sucederam-se quebras no rendimento, em particular entre 2010 e 2013, quando caiu 9,6 por cento em relação a 2009.

O mesmo estudo revela a manutenção de grandes assimetrias na distribuição. Por exemplo, se 70 por cento da população empregada auferia rendimentos superiores a 610 euros mensais, destes apenas cerca de 50 por cento ultrapassavam os 800 euros.

A diferença entre os dez por cento da população com maiores rendimentos e os dez por cento da população com mais baixos rendimentos foi de 10,6 vezes.


Falta de enfermeiros ameaça SNS

O Serviço Nacional de Saúde «está por um fio» devido à falta de enfermeiros, declarou a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, dia 11, data em que se assinalou o Dia Internacional do Enfermeiro.

Ana Rita Cavaco lembrou que, nos últimos cinco anos, cerca de 13 mil enfermeiros saíram de Portugal, mas há muitos que querem voltar, o que seria possível se fosse cumprido o número mínimo de enfermeiros para cuidar dos doentes.


Desemprego voltou a subir

A taxa de desemprego subiu 0,2 pontos percentuais para 12,4 por cento no primeiro trimestre do ano face ao anterior, ficando 1,3 pontos percentuais abaixo do nível verificado no mesmo trimestre de 2015.

Segundo dados do INE divulgados dia 11, a população empregada, estimada em 4,5 milhões de pessoas no primeiro trimestre, voltou a diminuir (1,1%; 48,2 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior.

Esta diminuição, que «habitualmente ocorre no primeiro trimestre de cada ano», assinala o INE, foi superior às observadas nos primeiros trimestres de 2014 e 2015, igual à de 2012 e inferior à de 2013.

 


Exposição evoca Mário Dionísio

O Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, inaugurou, dia 14, uma exposição dedicada ao escritor, professor e pintor Mário Dionísio, a propósito do centenário do seu nascimento, que ficará patente até Fevereiro de 2017.

A exposição «Passageiro clandestino Mário Dionísio – 100 anos» faz uma retrospectiva da obra de Dionísio, «um dos teorizadores mais importantes do movimento literário neo-realista nos anos 40», segundo realça a instituição.

Além de pintura, a mostra recorda a colaboração regular do autor em jornais e revistas literárias da época, como a Presença, Altitude, Revista de Portugal, Seara Nova e Vértice, entre outras.

 


Cante festejado em Grândola

O Grupo Coral e Etnográfico da COOP de Grândola promoveu, dia 14, um Festival de Cante Alentejano, por ocasião da celebração do seu 23.º aniversário.

O certame, com entrada gratuita, decorreu no Auditório Municipal e contou com a participação do Grupo Coral e Etnográfico «Amigos do Alentejo» (Feijó), Grupo Coral do Torrão do Alentejo, Grupo Coral Cantares da Aldeia (Azinheira dos Barros) e o Grupo Coral Feminino Vozes de Barrancos. O grupo anfitrião encerrou o espectáculo.


Filme português premiado em Nice

O filme «O Pecado de Quem Nos Ama», de Vasco de Oliveira, conquistou dois prémios no Festival Internacional de Cinema de Nice, no Sul de França.

Os prémios, atribuídos dia 14, distinguiram Vasco de Oliveira e Tiago Carvalho pela Melhor Edição de um Filme Estrangeiro, e Elisabete Piecho como a Melhor Actriz Secundária num Filme Estrangeiro.

A curta-metragem, que ainda será exibida no Festival de Cannes, já totaliza uma dezena de prémios internacionais, tendo sido anteriormente premiada em dois festivais nos Estados Unidos.

 



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