Os objectivos iniciais da campanha de fundos foram claramente superados
Campanha nacional de fundos culmina num grande êxito
Com a Quinta do Cabo a Festa é já maior

Após um ano e meio de esforço, criatividade e determinação do colectivo partidário e de muitos simpatizantes do Partido e amigos da Festa, a campanha Nacional de Fundos «Mais Espaço, Mais Festa. Futuro com Abril» representou um imenso êxito, com as contribuições ultrapassarem um milhão e duzentos mil euros. Desta forma será possível cumprir com os compromissos inerentes à aquisição da Quinta do Cabo, iniciar a construção das infra-estruturas, valorizar a Festa do Avante! e, claro, reforçar a intervenção quotidiana do PCP no combate que trava contra a exploração e o empobrecimento, pela democracia avançada e o socialismo.

Quando, na abertura da Festa de 2014, o Secretário-geral do Partido anunciou a aquisição da Quinta do Cabo e informou que ela seria suportada por uma ambiciosa campanha de fundos, alguns recearam que se estivesse então a «dar um passo maior do que a perna», pois a exigência das tarefas impostas pela situação política nacional e internacional e o empobrecimento generalizado dos trabalhadores e do povo imposto pelo pacto de agressão subscrito pelo PS, PSD e CDS com a troika estrangeira aconselhavam, a seu ver, particulares cautelas. Muitos outros, é certo, confiaram desde o princípio na capacidade do Partido em, uma vez mais, superar os obstáculos por mais intransponíveis que se apresentem.

Iniciada a campanha no mês seguinte, uns e outros arregaçaram as mangas e lançaram-se ao trabalho, definindo metas para as organizações, elaborando listas de pessoas a contactar (militantes e amigos do Partido e da Festa e outros democratas), planeando iniciativas... Com a chegada das primeiras contribuições, as dúvidas que ainda persistiam começaram a dar lugar à confiança generalizada de que a campanha seria um êxito: a partir de então, a questão deixou de ser se os objectivos estabelecidos iam ou não ser cumpridos; por quanto seriam superados passou a ser a única incógnita. Cedo ficou claro que as tarefas inerentes à campanha de fundos não só não prejudicavam a restante actividade partidária como lhe acrescentavam entusiasmo e confiança.

A campanha nacional de fundos teve como objectivo principal custear a compra da Quinta do Cabo (ver caixa), mas assume um significado muito mais vasto. Em primeiro lugar, a participação dedicada da organização do Partido e o amplo empenhamento de muitos militantes comunistas e de muitos outros que o não são demonstram de forma particularmente incisiva o enraizamento da Festa junto da juventude, dos trabalhadores e do povo e a aspiração que constitui para muitos uma Festa do Avante! maior e com melhores condições para ser vivida e usufruída por todos quantos a visitam e a fazem sua.

Mas o imenso êxito da campanha de fundos, como aliás a própria Festa do Avante!, testemunha igualmente a capacidade realizadora do colectivo partidário, ao mesmo tempo que constitui um importante estímulo para prosseguir o esforço para aumentar a capacidade financeira do Partido e garantir a sua independência financeira – elemento essencial para a salvaguarda da sua independência política e ideológica.

Efeitos positivos

O êxito que inegavelmente constitui o resultado alcançado pela campanha nacional de fundos «Mais Espaço, Mais Festa. Futuro com Abril» mede-se não só pelos valores recolhidos e pelo significativo número de pessoas que contribuiu, mas pelas consequências que terá na actividade do Partido e, desde logo, na Festa do Avante!, que este ano realiza a sua 40.ª edição e incorpora pela primeira vez o novo terreno da Quinta do Cabo. As exigências são acrescidas, mas a resposta dada pelo colectivo partidário à exigente e empolgante «prova» que constituiu a campanha de fundos permite encarar com confiança reforçada a preparação e realização da Festa do Avante!.

A incorporação do novo terreno na Festa do Avante! já este ano, exigirá – como aliás está já a exigir – importantes investimentos, a que os fundos recolhidos com a campanha permitem dar início. No terreno, as duas quintas são já uma só, estando em curso importantes obras de beneficiação, de construção das necessárias infra-estruturas e caminhos, e de reorganização dos diversos espaços da Festa. Se a construção da Festa é sempre uma exigente tarefa, reclamando dos comunistas uma grande dedicação e militância, este ano assume contornos de epopeia. Mas como a campanha de fundos mostrou, o colectivo partidário comunista é capaz de concretizar os mais ambiciosos desafios. As jornadas de trabalho iniciam-se no próximo dia 4 de Junho e prolongam-se até à abertura da Festa.

Às tarefas de construção da 40.ª Festa do Avante! juntam-se as não menos importantes e exigentes tarefas de divulgação, nas quais a venda da EP, a difusão do programa e a realização de iniciativas diversas são elementos fundamentais.

A conclusão da campanha e o retumbante êxito alcançado permitem retirar uma última conclusão: com organização, determinação e empenho não há objectivos inalcançáveis. A história de 95 anos do PCP é disso uma prova irrefutável e a campanha mais um elemento que o comprova.

 

Objectivos de longo alcance cumpridos com sucesso

A campanha nacional de fundos foi anunciada na Festa do Avante! de 2014, sendo efectivamente lançada em Outubro do mesmo ano, numa iniciativa que ficou marcada pela primeira visita ao novo terreno e por um combativo comício em que participou o Secretário-geral do Partido. Dando nota do sucedido, o Avante! destacou o momento alto que constituiu o hastear da bandeira vermelha com a foice, o martelo e a estrela dourados na Quinta do Cabo, acompanhado de «punhos erguidos ao som de “Avante camarada” e “A Internacional”, entre aplausos, foguetes e a constatação de que “assim se vê a força do PC”» e o entusiasmo que emanava dos rostos dos milhares de comunistas presentes nessa tão marcante ocasião.

No comício que antecedeu a visita, Jerónimo de Sousa afirmara já – e a vida deu-lhe uma vez mais razão – que mais do que uma campanha de fundos estava-se perante a «afirmação de um Partido diferente, que afirma essa diferença e o compromisso que dela decorre; que assenta nas suas próprias forças, nas raízes e no apoio dos trabalhadores e do povo, na simpatia e estímulo de tantos democratas e patriotas; que afirma a sua independência política e ideológica, a sua perspectiva audaciosa e confiante num Portugal com futuro, na democracia avançada, no ideal comunista e no seu objectivo duma sociedade livre da exploração e da opressão do capitalismo, uma sociedade socialista».

A campanha teve como objectivo principal custear a compra da Quinta do Cabo, decisão justificada desde logo por três ordens de razões: realizar uma Festa do Avante! «ainda maior e melhor», correspondendo à aspiração por muitos sentida de desenvolvimento da Festa, dos seus conteúdos e serviços, à altura da importância que a Festa tem para a acção do Partido e enquanto maior iniciativa político-cultural do País; aproveitar uma oportunidade única para o alargamento da Festa, adquirindo o único terreno que o permitiria; e resolver problemas futuros relacionados com um projecto rodoviário que prevê a passagem pelo actual terreno da Festa. O significado profundo que a campanha assume para o reforço dos meios financeiros das organizações do Partido, que lhes permitam sustentar a exigente intervenção que a actual situação impõe, é outro dos seus grandes méritos.

A generalidade das organizações atingiu ou superou (algumas largamente) as metas estabelecidas. No caso das organizações que não conseguiram atingir os objectivos propostos dentro da campanha, poderão ainda fazê-lo nas próximas semanas através dos contactos realizados e dos compromissos assumidos, designadamente para ajudar aos investimentos nas infra-estruturas necessárias, confirmando assim o êxito da campanha nacional de fundos em todo o País.  



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