Aconteu
Portugal tem a energia mais cara da UE

A electricidade e o gás para uso doméstico em Portugal são os mais caros da União Europeia, segundo um estudo do Eurostat divulgado dia 27, que compara os preços usando as unidades de paridade de poder de compra padrão (PPC).

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, em Portugal, a electricidade custava, na segunda metade do ano passado, 29,3 PPC e o gás 12,6 PPC por 100 kWh (quilowatt hora).

A seguir a Portugal, os preços mais elevados da electricidade verificam-se na Alemanha (28,3 PPC), em Espanha e na Roménia (26,5 PPC cada). A Finlândia (12,3 PPC), a Suécia (14,6 PPC), o Luxemburgo (14,7 PPC) e a França (15,2 PPC) apresentam os preços mais baixos.

No gás, depois de Portugal, segue-se a Espanha (10,4 PPC), Grécia e Suécia (9,2 cada PPC), República Checa (9,1 PPC) e Itália (9 PPC). Os preços mais baixos são praticados no Luxemburgo (4 PPC por 100 kWh), Reino Unido (5,1 PPC), Bélgica (5,6 PPC) e Dinamarca (5,7 PPC).

 


Crise aumentou mortes por cancro

A crise económica está associada ao aumento de 260 mil mortes por cancro nos países da Organização para a Cooperação Económica e o Desenvolvimento (OCDE), conclui um estudo publicado, dia 25, na revista científica britânica The Lancet.

Segundo os seus autores, 160 mil mortes por cancro na União Europeia estão relacionadas com o aumento do desemprego e a redução da despesa pública no sector da Saúde.

A investigação, realizada por cientistas das universidades de Harvard, nos EUA, e Oxford, Imperial College London e King’s College London, no Reino Unido, salienta que a cobertura universal de saúde é a única forma de garantir igualdade no tratamento dos pacientes. Por isso restrições no financiamento têm de ser compensadas com o aumento da eficiência, já que os cortes cegos custam vidas.


Feira do Livro abriu em Lisboa

A 86.ª Feira do Livro de Lisboa foi inaugurada, dia 26, no Parque Eduardo VII, contando com 123 editores e livreiros e o número recorde de 277 pavilhões.

O certame, que decorre até 13 de Julho, tem um vasto programa de actividades culturais, designadamente para os mais jovens, e oferece descontos aos visitantes que podem atingir os 50 por cento sobre o preço de capa.


Obra de Siza Vieira destacada em Veneza

Uma exposição com projectos de habitação social do arquitecto de Álvaro Siza Vieira foi inaugurada, dia 24, em Veneza, no âmbito da 15ª Bienal Internacional de Arquitectura.

A mostra, que representa Portugal no certame, inclui projectos realizados em Haia (Holanda), Berlim (Alemanha), Veneza (ilha da Giudeca) e no Porto.

O local escolhido foi precisamente um edifício de habitação social, na ilha da Giudeca, desenhado por Siza Vieira há mais de 30 anos, cuja construção ficou inacabada devido à falência do construtor.

A exposição foca ainda as relações entre o arquitecto português e o seu colega italiano Aldo Rossi, através de fotografias, cartas, textos e outros materiais.

 


CLUP comemorou 50 anos

O Coral de Letras da Universidade do Porto (CLUP) comemorou o 50.º aniversário com um concerto realizado, dia 21, na Sala Suggia da Casa da Música.

Este grupo coral amador, dirigido desde a sua fundação pelo maestro José Luís Borges Coelho, mantém uma intensa actividade desde 1966, no desempenho de música coral de todas as épocas, tendo-se tornado uma referência incontornável na interpretação e divulgação da música portuguesa, principalmente da obra coral de Fernando Lopes-Graça.

Premiado em vários concursos, o CLUP goza de grande prestígio tanto nacional como internacionalmente no domínio da música coral.

 


Raduan Nassar vence prémio Camões

O Prémio Camões de 2016 foi atribuído, dia 30, ao escritor brasileiro Raduan Nassar. Nascido em 1935, filho de imigrantes libaneses, formou-se em Direito e Filosofia na Universidade de São Paulo.

Conta apenas com três livros publicados, o romance «Lavoura Arcaica» (1975), a novela «Um Copo de Cólera» (1978) e o livro de contos «Menina a Caminho» (1997).

Considerado um dos grandes nomes da literatura do Brasil, tornou-se conhecido do público na sequência da adaptação ao cinema das suas duas primeiras obras.

O Prémio Camões, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, já foi atribuído a 11 autores portugueses e 11 brasileiros, um autor cabo-verdiano, dois angolanos e dois moçambicanos.

 



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