Breves
Suíços rejeitam<br>rendimento básico

Os eleitores suíços rejeitaram, dia 5, em referendo, a criação do Rendimento Básico Incondicional, que abrangia suíços e estrangeiros legais no país há pelo menos cinco anos.

A proposta, chumbada por 76,9 por cento dos votantes, visava ajudar a combater a pobreza e a desigualdade, garantindo uma prestação mensal de 2300 euros a um adulto e 585 euros por cada criança.

Apesar de aparentemente elevados, estes montantes apenas cobrem as necessidades básicas de vida, num país onde o rendimento médio ronda os cinco mil euros mensais.

Os defensores do rendimento mínimo para todos, independentemente de trabalharem ou não, declararam que vão continuar a bater-se pela medida, considerando que o referendo serviu pelo menos para lançar o debate.


Polónia aumenta<br>efectivos militares

A Polónia vai aumentar as suas forças armadas dos actuais cem mil para 150 mil efectivos, segundo anunciou, dia 3, o ministro da Defesa, Antoni Macierewicz, invocando razões de segurança.

Uma grande parte do novo contingente será formado pela força paramilitar, constituída por 35 mil indivíduos, que receberão treino militar à semelhança da Guarda Nacional dos Estados Unidos.

Segundo revelou o governante, os primeiros elementos das Forças de Defesa Territorial começarão a ser recrutados em Setembro. A sua missão será impedir a infiltração de forças subversivas, manipulação da opinião pública e sabotagem.

Cada uma das 16 províncias da Polónia terá uma força de voluntários equiparada a uma brigada, e Mazóvia – a maior e mais povoada região, no centro do país, onde se situa Varsóvia – terá duas.

O ministério da Defesa dá prioridade à criação destes destacamentos nas províncias orientais, alegando o perigo de invasão da Rússia.