Breves
Iémen

Graves violações contra crianças cometidas pela Arábia Saudita na campanha militar no Iémen colocaram a coligação liderada por Riade na lista negra de países e organizações envolvidos no recrutamento, detenção e violência sexual contra menores, responsáveis pela morte de crianças, bem como por ataques a hospitais e ataques e ameaças contra pessoal protegido.

A introdução da força agressora liderada pela Arábia Saudita no relatório elaborado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moo – no qual figuram vários países em que ocorrem conflitos e organizações e grupos que neles actuam –, foi justificada pelo facto de a ONU considerar que as operações sauditas são responsáveis por pelo menos 60 por cento das mortes de crianças registadas oficialmente desde o início da ofensiva, em Março de 2015. Os rebeldes Houti já figuram no citado documento há cinco anos.

De acordo com as Nações Unidas, desde o início da agressão saudita, cerca de 4300 iemenitas morreram em resultado directo dos combates terrestres ou de bombardeamentos aéreos, metade dos quais civis. Os dados divulgados pelos Houtis e por organizações de defesa dos direitos humanos são menos conservadores, apontando para mais de nove mil vítimas.



Israel

Foi libertado o extremista judeu responsável pelo assassinato de uma criança palestiniana de 18 meses enquanto os seus pais eram queimados vivos, em Julho do ano passado, na Cisjordânia. As autoridades israelitas puseram fim a dez meses de prisão preventiva e libertaram Meir Ettinger sem procederem a qualquer acusação formal, o que, neste caso, não sucedeu com dois dos sete alegados envolvidos no crime que também foram presos em Agosto de 2015.

A agência de segurança interna de Israel, Shin Bet, não se opôs à saída de Meir Ettinger do cárcere, pese embora ele seja considerado um dos mais activos membros da extrema-direita israelita, existindo, segundo o diário Haaretz, centenas de relatórios relacionados com a sua acção criminosa. Documentos, aliás, invocados aquando da sua detenção.