Breves
GNR

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG) exige que o Governo resolva com brevidade as questões mais urgentes que preocupam e penalizam os profissionais da GNR, correspondendo às expectativas e à «postura de diálogo». Na falta de «resposta positiva em tempo útil», a APG «irá tomar as medidas adequadas, desenvolvendo as lutas necessárias, caso se justifique».
Em conferência de imprensa, sexta-feira, 3, o presidente da APG, César Nogueira, explicou que em causa estão a regulamentação do horário de referência e a «modernização e autonomia da instituição face ao Exército, aproximando-a das suas reais funções de segurança pública». Os guardas da GNR pretendem ainda que o executivo PS ordene à Caixa Geral de Aposentações que ponha fim aos cortes nas pensões de reforma, aprove os estatutos remuneratório e de carreiras, e cumpra a Lei do Associativismo Profissional, garantindo que, «a par do livre direito de associação, seja assegurado o direito de expressão, pondo fim às perseguições».


Angra do Heroísmo

Os guardas prisionais cumpriram uma vigília, no dia 1, junto à residência do Representante da República na Região Autónoma dos Açores, contra as más condições de segurança e trabalho na cadeia de Angra do Heroísmo, as quais resultam da falta de profissionais e de incompreensíveis e desadequadas medidas de gestão impostas pelo director do estabelecimento, afectando guardas e reclusos, isto apesar de as instalações terem todas as condições para um funcionamento sem sobressaltos, acusou o presidente do Sindicato da Guarda Prisional, Jorge Alves, citado pela Lusa.


Selvagens

Um agente não pode ser colocado sozinho nas Ilhas Selvagens, protestou dia 6 a Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima, para quem a decisão não só não contribui para afirmar a soberania sobre aquele espaço do território nacional, como colocaria os profissionais numa «situação apenas equiparável à aplicação de penas de exílio».


Renault Cacia

Precariedade e cortes nos prémios e nas progressões, impostos na Renault Cacia, podem levar os trabalhadores da fábrica de caixas de velocidade para automóveis a regressarem à luta. A comissão de trabalhadores acusou, dia 23 de Maio, a administração da empresa de insistir em manter com vínculos temporários trabalhadores fundamentais à produção, bem como de não reconhecer, através da valorização dos salários e carreiras, o esforço e excelência laboral.


Monte Gordo

Os trabalhadores da hotelaria em Monte Gordo estão a ser confrontados pelas entidades patronais com um formulário da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António para requisitarem um cartão e pagarem o estacionamento das respectivas viaturas. A situação decorre da colocação de parquímetros na localidade e o Sindicato da Hotelaria do Algarve, da Fesaht/CGTP-IN, considera que, na ânsia de arrecadar receitas, a autarquia exige que os funcionários dos hotéis paguem para trabalhar. Em comunicado difundido segunda-feira, 6, o sindicato exige, por isso, a reversão do parqueamento pago ou que esse encargo seja assumido pelos hoteleiros.


Grupo Brisa

Despedimentos encapotados estão em marcha na Auto-Estradas do Atlântico, denuncia o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal. Num boletim distribuído aos trabalhadores, o CESP/CGTP-IN informa que «através de um comunicado interno, os trabalhadores tomaram conhecimento de que a empresa pretende reduzir os quadros de pessoal através de rescisões por mútuo acordo».
«Estamos perante uma farsa», acrescenta o sindicato, que apela à defesa dos postos de trabalho, lembrando tratar-se de «uma empresa concessionária de um serviço público», pertencente a um grupo que no ano passado apresentou lucros fabulosos (Brisa).
O CESP alerta que está atento «ao assédio moral», resultante da convocação de trabalhadores para «entrevistas individuais», e exorta o pessoal AEA a denunciar tais situações e a rejeitar as rescisões.