Conferência pela paz
da Esquerda Unitária Europeia
Desmilitarizar a União Europeia,<br>dissolver a NATO

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O Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/ Esquerda Verde Nórdica no PE (GUE/NGL) realizou, nos dias 2 e 3, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, uma conferência pela paz sob o lema «Há uma alternativa – Não à NATO!», tendo em vista a cimeira da NATO que terá lugar no próximo mês em Varsóvia.

Na iniciativa participaram activistas anti-NATO, defensores da paz provenientes de movimentos internacionais, nacionais ou locais e deputados ao Parlamento Europeu.

Entre vários oradores, usaram da palavra Ilda Figueiredo, presidente do Conselho Português para a Paz e Cooperação, Rui Namorado Rosa, investigador, e José Goulão, jornalista.

A conferência denunciou o carácter cada vez mais agressivo e belicista da NATO, bloco político-militar ao serviço do imperialismo que constitui uma permanente ameaça à paz mundial, e instrumento de ingerência e agressão contra qualquer país que não aceite subjugar-se aos interesses estratégicos do imperialismo norte-americano.

Foi realçada também a crescente militarização da UE, salto que é evidente, nomeadamente, na resposta ao drama humanitário dos refugiados, verdadeira tragédia no Mediterrâneo, e com a criação de autênticos campos de concentração e deportação em solo europeu.

Do encontro resultou uma posição comum que faz diversas exigências, nomeadamente, a dissolução da NATO e a recusa da sua expansão, a rejeição de intervenções e confrontos militares em qualquer parte do mundo e a retirada da NATO do Mar Egeu.

A conferência defendeu alternativas pacíficas à NATO e apelou à mobilização e luta de todos em defesa dos valores da paz, da solidariedade e do desarmamento nuclear.

O documento saído da conferência exorta à desmilitarização total da União Europeia e repudia o pedido feito aos estados membros da NATO para que elevem os gastos militares para dois por cento do Produto Interno Bruto.

É também exigida a dissolução imediata da força multinacional de elevada prontidão da NATO (Very High Readiness Task Force), a rejeição dos planos para a manutenção da presenta militar da NATO, a título quase permanente, na Europa de Leste, e o cancelamento das manobras militares na região.

A posição comum repudia ainda a construção do chamado escudo de defesa antimíssil na Europa e exige a reorientação desses fundos para o combate à pobreza, para a mediação de conflitos e para o desarmamento.




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