A luta é determinante para resistir e avançar
Almoço com representantes
dos trabalhadores
Protagonistas da resistência<br>e da alternativa

O Secretário-geral do PCP almoçou no sábado, 4, na Quinta da Atalaia, com 300 dirigentes e activistas sindicais e outros membros de Organizações Representativas dos Trabalhadores.

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No almoço que fez transbordar o refeitório da Festa do Avante!, Jerónimo de Sousa falou sobretudo de luta, da qual os presentes são destacados dinamizadores na sua actividade quotidiana junto dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho. O dirigente comunista lembrou que foi a luta que possibilitou a derrota do PSD e do CDS nas eleições de 4 de Outubro, tal como foi ela que abriu a porta à possibilidade de reverter e recuperar direitos e rendimentos roubados nos últimos anos. Da mesma forma, será a luta a garantir no futuro novos e mais amplos avanços.

Referindo-se ao que se alcançou com a nova solução política, Jerónimo de Sousa considerou que, sendo insuficiente, aponta ao «caminho justo», pelo que não deve ser subestimado. Assim se provou uma vez mais que vale a pena lutar. O dirigente comunista deixou uma mensagem central aos presentes: nesta como em qualquer outra situação política, a luta é o factor determinante, pois «nunca o governante deu ao trabalhador os seus direitos, as suas reivindicações», pelo contrário eles foram sempre conquistados.

Jerónimo de Sousa realçou ainda a contribuição decisiva dada pelo PCP para confirmar a derrota eleitoral do PSD e do CDS e atribuir-lhe a consequência política lógica, o seu afastamento do governo do País. Foi também em grande medida graças ao Partido que foi possível enveredar por um «caminho de reposição e conquista de direitos que tinham sido liquidados».

Recordando o percurso trilhado desde Outubro de 2015 até hoje, Jerónimo de Sousa garantiu que o PCP assumiu a posição conjunta com o PS procurando no seu conteúdo dar resposta ao sentimento mais premente dos trabalhadores e do povo: a necessidade de repor e conquistar direitos. Alguns estão já concretizados.

Para o que der e vier

Na intervenção do Secretário-geral do Partido, como na de Francisco Lopes, dos organismos executivos do Comité Central, rejeitou-se frontalmente a «naturalização» da precariedade que a criação do «estatuto do precário» e de organizações sindicais e de classe que os representassem constituiria. Do ponto de vista de classe, sublinhou Jerónimo de Sousa, «não devemos permitir no Partido e no movimento sindical que se crie o “precário”», pois precários são os vínculos e é isso que deve ser combatido.

As múltiplas vitórias alcançadas em muitas empresas em que, através da luta, trabalhadores com vínculos precários passam aos respectivos quadros, dão força a este combate. A campanha nacional do PCP «Mais Direitos, Mais Futuro. Não à Precariedade» está a ter um impacto profundo no esclarecimento e mobilização dos trabalhadores em centenas de empresas e locais de trabalho de todo o País. A exigência de 35 horas para todos e a defesa da escola pública são outras causas a merecer a mobilização e empenhamento dos comunistas nas empresas e locais de trabalho.

No que respeita ao calendário partidário, foi destacada a importância de construir, divulgar e realizar com êxito a Festa do Avante! e de preparar o XX Congresso do Partido, que tem lugar no início do mês de Dezembro. O papel dos comunistas no fortalecimento das organizações unitárias e de massas e a concretização das medidas de reforço do Partido ao mais variados níveis foram outros aspectos considerados determinantes. É que o momento actual, como realçou Francisco Lopes, pode ser «de celebração de vitórias», mas é também de reivindicação, luta e alerta. E de «prontidão para o que der e vier», acrescentou.




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