Aconteu
OIT denuncia escravatura infantil

Acabar com a escravatura infantil é uma «tarefa de todos», declarou, dia 8, Guy Ryder, director-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Falando a propósito do Dia contra o Trabalho Infantil, que se assinalou no domingo, 12, o responsável referiu que o flagelo atinge 168 milhões de crianças em todo o mundo.
A maioria (cerca de 99 milhões) labora no sector agrícola e os restantes em actividades como a mineração, a manufactura e o turismo. As jornadas laborais são longas, as condições de trabalho insalubres e perigosas, e os salários quando existem são diminutos.
Embora seja mais frequente nas economias menos desenvolvidas, o trabalho infantil continua a ser amplamente utilizado em fábricas subcontratadas por grandes marcas ocidentais.


Fechar Almaraz

Cerca de duas mil pessoas, entre as quais 600 portugueses, participaram, dia 11 numa manifestação ibérica para exigir o encerramento da Central Nuclear de Almaraz, situada junto da cidade espanhola de Cáceres, a menos de cem quilómetros da fronteira portuguesa.
Os activistas recordam que a central nuclear, em funcionamento desde a década de 80, já ultrapassou em mais de cinco anos o seu período de vida útil, representando um risco permanente para as populações de ambos os lados da fronteira.
Apesar disso, o estado espanhol prepara-se para prorrogar a licença de funcionamento por mais dez anos, ignorando as implicações decorrentes de um acidente de grandes dimensões.
Desde a sua inauguração a central já registou 54 acidentes. Em Janeiro deste ano, cinco inspectores do Conselho de Segurança Nuclear consideraram que as falhas repetidas no sistema de refrigeração constituem sérias ameaças para a segurança do equipamento.


Faleceu Paquete de Oliveira

O sociólogo José Manuel Paquete de Oliveira morreu, dia 11, em Lisboa, aos 79 anos, vítima de doença prolongada.
Nascido na Madeira, começou por ser padre, e aos 23 anos torna-se chefe de redacção do «Jornal da Madeira», cargo que mantém até 1966.
Licenciou-se em Ciências Sociais, na Universidade Gregoriana de Roma. Mais tarde, j
á no continente, doutorou-se em Sociologia da Comunicação. Autor de vários livros e investigações sobre comunicação social, foi provedor do leitor do jornal Público e provedor do telespectador da RTP.


Bairro da Malagueira<br>a património da UNESCO

O Bairro da Malagueira, em Évora, projectado por Siza Vieira, é uma das obras do arquitecto que integra a lista indicativa a Património Mundial da UNESCO.
O anúncio foi feito, dia 3, durante uma conferência realizada no âmbito da exposição «Malagueira, o legado de Siza».
Na iniciativa, o presidente do município, Carlos Pinto de Sá, manifestou o empenho e envolvimento da autarquia em levar por diante o processo de candidatura.
Siza Vieira, que visitou o bairro na ocasião, mostrou-se agradado com o reconhecimento daquela obra de habitação social, com mais de mil fogos, que começou a ser erguida no final da década de 70, na sequência de um convite da autarquia, então presidida por Abílio Fernandes.


Jogos do Futuro<br>para os mais novos

A 4.ª edição dos Jogos do Futuro, que decorreu entre os dias 3 e 5 em nove municípios da região de Setúbal, envolveu mais de três mil jovens, entre os 11 e os 16 anos, nas diversas modalidades.
O festival teve lugar em 23 espaços desportivos de Almada, Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, envolvendo na sua organização, a par das referidas autarquias, a Associação de Municípios da Região de Setúbal, o movimento associativo, escolas e associações distritais das modalidades aderentes.
O certame integrou-se no programa de Setúbal Cidade Europeia do Desporto 2016.


Os barcos da muleta

O livro «Antigamente da Bela Vista Viam-se os Barcos da Muleta», de Armando Sousa Teixeira, foi apresentado, dia 11, no auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira.
A obra cruza memórias e histórias que se desenrolam entre o Barreiro, meio industrial e ferroviário à beira Tejo, e Cascais, onde o rio acaba e começa o mar.
A sessão foi animada com uma coreografia da autoria da professora Inês Nunes, baseada na pesca do barco da muleta com redes da tartaranha, pelo Grupo de Dança contemporânea da UTIB.



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