Breves
Afeganistão

Um atentado bombista contra uma manifestação pacífica, no sábado, 23, em Cabul, causou 80 mortos e 200 feridos. O denominado Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque.

Milhares de manifestantes reclamavam a passagem pela região de uma nova linha de abastecimento de electricidade. Dois bombistas suicidas fizeram-se explodir no meio da multidão, constituída por hazaras, de origem mongol, que vivem no centro do país, constituem um décimo da população e são muçulmanos xiitas.

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, condenou o ataque cometido por «terroristas oportunistas». Também os talibãs, que combatem tanto o regime de Cabul como o EI, repudiaram a acção.

No exterior, o Irão considerou o crime «desumano e anti-islâmico» e afirmou que é impossível enfrentar o terrorismo sem cooperação global e entendimento no seio da comunidade mundial. Igualmente o grupo libanês Hezbollah condenou o atentado e criticou o silêncio árabe e internacional face à matança de Cabul.


São Tomé e Príncipe

A Comissão Eleitoral Nacional (CEN) errou nos resultados das eleições presidenciais de 17 e lançou a confusão. Depois de ter proclamado vencedor à primeira volta Evaristo Carvalho, apoiado pela ADI, no poder, anunciou uma segunda volta entre aquele candidato e o actual chefe do Estado, Pinto da Costa.

As candidaturas de Pinto da Costa e Maria das Neves e os partidos oposicionistas MLSTP/PSD e MDFM/PL alegam ter havido graves irregularidades no escrutínio e exigem a demissão da CEN.

O diário digital Telá Nón noticiou que o primeiro-ministro Patrice Trovoada renovou a confiança na CEN e marcou a segunda volta para 7 de Agosto. A campanha eleitoral recomeça no dia 30.

Na segunda-feira, 25, contudo, Pinto da Costa declarou que não irá à segunda volta. «Continuar a participar dum processo eleitoral tão viciado seria caucioná-lo. Não o faço como candidato e muito menos como presidente da República», justificou.


Estados Unidos

Donald Trump ameaça retirar os Estados Unidos da Organização Mundial do Comércio (OMC) se vir rejeitada a sua proposta de penalizar as companhias norte-americanas que se instalam no estrangeiro. Numa entrevista à NBC, no domingo, 24, o candidato republicano disse que, se for eleito presidente, criará um imposto sobre as empresas estado-unidenses que transferem a laboração para o exterior e depois vendem os produtos no país. Se o imposto for rejeitado, afiançou Trump, os EUA retiram-se da OMC.

A convenção do Partido Republicano, em Cleveland, na semana passada, oficializou a nomeação de Trump. Mike Pence, governador de Indiana, será o candidato a vice-presidente.

Do lado do Partido Democrata, Hillary Clinton concorre com Tim Kaine, senador da Virgínia. A convenção democrata arrancou na segunda-feira, 25, em Filadélfia, com a demissão da presidente do partido, Debbie Schultz. Motivo: a Wikileaks divulgou e-mails que apontam para a falta de neutralidade do aparelho partidário nas primárias, favorecendo Hillary e prejudicando Bernie Sanders.


Venezuela

O 233.º aniversário do nascimento do herói Simón Bolívar, no domingo, 24, foi assinalado na Venezuela com diversos actos e declarações. O presidente Nicolás Maduro escreveu no Twitter que, mais de dois séculos volvidos, o pensamento bolivariano continua vivo na «rebelião anti-imperialista dos povos da América».

Foram depositadas flores na estátua de Bolívar, em Caracas, e o vice-presidente Aristóbulo Istúriz prestou homenagem ao Libertador, no Panteão Nacional. No estado de Zulia, realizou-se um desfile militar, que assinalou também o aniversário da Batalha do Lago de Maracaibo, o maior combate naval independentista. O ministro da defesa, Vladimir López, reafirmou a vocação anti-imperialista dos militares e denunciou «os inimigos da pátria que não descansam nas suas pretensões de minar a estabilidade política, económica e social» do país.