Breves
PORTO
Desresponsabilização e contradições

A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP comentou, através de um comunicado do seu Gabinete de Imprensa, as declarações do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, ao Jornal de Notícias, sobre o futuro da STCP e do Metro do Porto. O Partido critica desde logo a insistência do Governo na transferência integral da operação e a propriedade das empresas para as autarquias, que também deverão acarretar com a responsabilidade integral do financiamento deste serviço público. Alertando para os «perigos desta opção», o PCP garante que não está em causa qualquer descentralização, mas antes um alijar de responsabilidades por parte da administração central, que procura atribuir às autarquias «encargos e responsabilidades para as quais não têm meios nem competências». A DORP acrescenta ainda o facto de entre as seis câmaras municipais envolvidas serem várias as que se encontram «manietadas por planos de saneamento financeiro, pelo que não devem aceitar esta transferência de responsabilidades e de encargos, sob pena de desviarem os seus recursos da resposta que têm que dar ao que hoje já lhes compete».

O PCP acusa ainda o ministro de ter entrado em flagrante contradição com o que o PS aprovou na Assembleia da República, ao rejeitar por razões economicistas a extensão da rede do Metro até à Trofa. O ministro foi omisso relativamente a compromissos assumidos com as populações e mantém as verbas disponíveis em valores demasiado baixos para as necessidades de investimento existentes, denuncia ainda o Partido. 


FIGUEIRA DA FOZ
Necessidade urgente

A Organização Concelhia da Figueira da Foz do PCP está a distribuir um comunicado à população e aos profissionais do Hospital Distrital daquele concelho onde exige a criação naquele equipamento do Serviço Nacional de Saúde de uma Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente. Para o Partido, a existência de uma unidade desta natureza no Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) sempre foi considerada uma necessidade estratégica para a manutenção de um serviço de urgência médico-cirúrgica. O HDFF, lembra o PCP, tem mantido a classificação de Hospital Distrital graças à luta da população, que resultou na emissão de um despacho do antigo ministro da Saúde Correia de Campos que considerava a distância de mais de 40 quilómetros de um Hospital Central e a qualidade do serviço prestado como «condições suficientes» para a manutenção deste tipo de urgência. A instalação da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente permitiria defender o hospital de qualquer acto administrativo em sentido contrário, garante o Partido. Na opinião do PCP, chegou a altura de «responder a esta necessidade, tanto mais que é conhecida a intenção de equipar o HDFF com um novo bloco operatório», fazendo então ainda mais sentido a criação desta unidade.